domingo, 27 de junho de 2010

Até breve


Vou ali, e já volto
Saudações e Luz

Stella Maris



sábado, 26 de junho de 2010

Sê como o sol pela graça e misericórdia
Sê como a noite para cobrir as faltas dos outros
Sê como a água corrente pela generosidade
Sê como a morte para a raiva e o ódio
Sê como a terra pela modéstia
Parece ser aquilo que és
Sê aquilo que pareces ser


- Rumi

A Argo e os Argonautas


A Argo é a mítica embarcação dos Argonautas.
Reza o Mito que a embarcação foi construída por Argus e que, tanto a embarcação, quanto os Argonautas, tinham a protecção da deusa Atena.
A sua prôa teria sido talhada a partir de madeira da floresta sagrada de Dodona - um oráculo pré-histórico dedicado à Deusa Mãe.

Teria sido nesta embarcação que Jasão e os Argonautas terão partido em busca do Tosão ou Velo de Ouro.
O Tosão de Ouro seria feito de lã de ouro do carneiro alado Crisómalo, e estaria pendurado num carvalho sagrado na Cólquida - a sul das montanhas do Cáucaso. Segundo o Mito, Jasão tinha que obter o velo para assumir o trono de Iolco na Tessália.
O Tosão seria a pele de um carneiro alado cuja lã era feita de ouro. Com esse carneiro Frixo e Hele terão conseguido escapar-se a uma morte certa, tendo com o carneiro sobrevoado o mar. No final da viagem, Frixo terá sacrificado o carneiro e pendurado a sua pele numa árvore - um carvalho - num bosque consagrado a Ares, onde ficou à guarda de um dragão.
O Tosão aí permaneceu até que Jasão e os Argonautas o conseguiram retirar.

Um Mito e uma Epopeia repleta de símbolos e significados.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Monte Sinai e Santa Catarina do,

O Monte Sinai (também conhecido como Monte Horeb ou Jebel Musa, que significa “Monte de Moisés” em árabe) está situado no sul da península do Sinai, no Egipto.

Esta região é considerada sagrada por três religiões: cristianismo, judaísmo e islamismo.

É um pico de granito com uma altura de 2288 metros onde, segundo a Bíblia e a tradição judaica, Moisés teria recebido as Tábuas da Lei, embora não haja evidências arqueológicas diretas da passagem daquele profeta na região. No entanto, essa tradição é tão antiga que, ao longo dos séculos, foram sendo construídos sobre o monte e à sua volta vários locais de culto e acumulados tesouros da cultura religiosa.

No pico do monte encontra-se a pequena Capela da Santíssima Trindade, construída em 1934 sobre as ruínas duma igreja do século XVI, onde se pensa que existiria a sarça ardente – no entanto, o Mosteiro de Santa Catarina, no sopé do monte, clama a mesma localização. Entre a base e o pico, existe uma escadaria escavada na rocha com cerca de 4000 degraus (leva 3 horas a subir), chamada “Sikket Saydna Musa”, que significa, em árabe, “O Caminho de Moisés”.

750 degraus abaixo do pico, existe uma plataforma onde Aarão e os 70 sábios teriam esperado, enquanto Moisés recebia as Tábuas da Lei (Êxodo 24:14) e uma caverna, chamada “Retiro de Elias”, onde se acredita que aquele profeta passou 40 dias e noites em comunhão com Deus. A noroeste deste ponto, encontra-se o monte Safsaafa, onde viveram eremitas bizantinos, como São Gregório e, logo abaixo deste pico, encontra-se a planície de ar-Raaha, onde os israelitas teriam acampado enquanto Moisés subia à montanha e onde, depois ergueu o primeiro tabernáculo.

Esta ligação do Monte Sinai com a Bíblia atraiu muitos peregrinos ao longo dos séculos e uma das mais famosas foi a Imperatriz Helena de Bizâncio, no século IV que fez ali contruir uma igreja, a Capela da Sarça Ardente, no local onde ainda se encontra vivo um arbusto de Rubus sanctus, que os monges acreditam ser a sarça ardente original. Imediatamente se estabeleceu ali uma comunidade monástica e, para proteger a igreja e os monges dos ataques de beduínos, o imperador Justiniano I mandou construir uma muralha à volta da igreja, no ano 542 e os edifícios que são hoje o Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina.

Conta-se também que o profeta Maomé teria visitado a região e, tendo sido bem tratado pelos monges ortodoxos, prometeu-lhes a sua protecção, o que se tornou uma orientação para todos os muçulmanos daí para a frente.

Dia de S. João

São João

Festas Sanjoaninas no Porto

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ponta do véu ...

É tradição antiquíssima herdada de uns para outros, que pelo "VALE DE CHELAS" entrava um esteiro do mar, o qual chegava até ao pátio do Mosteiro, onde está o poço dos SANTOS MÁRTIRES, e que naquele lugar tomara porto uma barca guiada por ordem do Céu, em que vinha o corpo de S. Felix, e os outros gloriosos Mártires; cujas relíquias se guardam naquele Mosteiro com grande veneração... o corpo de S. Felix veio a Lisboa por vontade divina.
Numa extremidade do vale de Chelas, em Lisboa, está implantado o Convento de invocação a S. Félix e Santo Adrião.
Ao contrário daquilo que é habitualmente dito, o mosteiro ou convento de Chelas não era apenas de mulheres, ou apenas de homens. O Mosteiro de Chelas era misto.
Na Torre do Tombo, existe uma transcrição paleográfica e tradução do latim de um acordo celebrado entre as religiosas de Chelas e Martim Perez, cidadão de Lisboa de 1181. Bem como
uma carta de doação de uma vinha feita ao Mosteiro de Chelas por D. Sancho I e D. Dulce em 1192, no qual é referido que: O Mosteiro de Chelas é dos Frades de São Félix de Chelas.

A data da fundação do Mosteiro, de características românticas, perdeu-se na origem dos tempos, o que para alguns historiadores atesta que foi edificado antes da nacionalidade portuguesa.

Outros cronistas afirmam que a fundação do convento de Chelas terá sido anterior ao nascimento de Cristo e, defendem, que foi o primeiro templo pagão a ser convertido ao cristianismo.

Aqueles que defendem a origem mais antiga afirmar que o Convento de S. Félix foi construído no Séc. VII antes de Cristo e que é a clausura mais antiga de Lisboa e seus arredores, tendo sido objecto de diversas remodelações.

Conta a tradição, descrita por Vilhena Barbosa, que no ano de 666 apareceram nos terrenos fronteiriços ao largo de Chelas os dois grandes caixões em mármore contendo as relíquias de S. Félix e dos seus doze companheiros, martirizados na Catalunha, no ano de 301.
Os caixões navegaram durante três séculos no Atlântico, vindo parar ao local onde depois seria erigido o convento sob a invocação de S. Félix. Mais tarde, em 804, o conde Servando depositou no convento as relíquias de Santo Adrião e de Santa Natália. Desde essa data, o convento de Chelas passou a chamar-se de Santo Adrião e de S. Félix.
As relíquias dos 26 santos padroeiros do mosteiro foram colocadas, em 1604, em esculturas mandadas fazer por D. Luiza de Noronha, que as colocou nos altares da capela principal da igreja.

Um marco milenário, dedicado ao imperador Adriano, descoberto na zona da actual estrada de Chelas - Rua Gualdim Pais, e que provava ter sido aquela via uma antiga estrada militar romana, esteve durante muitos anos nos terrenos do convento.

O Mosteiro é doado por D. Afonso Henriques à Ordem do Templo.

D. Afonso Henriques, em 1147, D. Afonso II, em 1219-26, e D. Manuel, em princípios do século XVI, foram os principais obreiros das reconstruções.
A igreja, monumento nacional, tem um portal manuelino interessante e tinha muitos azulejos, na frontaria.

No Convento de S. Félix entrou, aos oito anos de idade, com a mãe e a irmã - mandadas aprisionar pelo Marquês de Pombal - a célebre poetisa Marquesa de Alorna, que esteve no Convento até aos 18 anos.

O Convento de S. Félix sofreu diversas remodelações ao longo dos tempos. O grande terramoto quase o destruiu, tendo a igreja de ser reconstruída, praticamente, de raiz.

Durante o liberalismo, o convento foi profanado, perdendo o seu interior o aspecto religioso, uma vez que foi adaptado a outros fins.

As viúvas dos oficiais mortos no Ultramar, nos últimos anos de monarquia, foram aqui recolhidas. Do mesmo modo, o velho convento de cor parda, pertença do estado, serviu de residência a outras famílias pobres e aos operários da Fábrica da Pólvora. Esta unidade industrial - a Fábrica Nacional de Munições e Armas Ligeiras -, esteve aqui instalada, em 1955, e só anos mais tarde foi transferida para Braço de Prata.

No espaçoso largo, em frente do convento, houve, em tempos, muitos arraiais populares, que historiadores afirmam terem sido bastante concorridos.

Quanto ao vale de Chelas, os historiadores afirmavam que era bastante povoado, abrangendo uma área significativa. Atravessado ao meio pela linha férrea, o vale tem início junto ao Tejo, entre o Mosteiro da Madre de Deus e a antiga Fábrica dos Tabacos de Xabregas. Em tempos muito remotos, supõe-se que passasse pelo vale um pequeno braço do Tejo: um esteiro que acabaria por secar deixando, contudo, os terrenos férteis.

Um enorme pinheiro manso dava uma grandiosa sombra ao Convento de S. Félix e ao largo, numa zona onde predominavam os olivais e hortas verdejantes.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Egipto, hoje

(foto: Kelly Anderson, no Egipto)

O Nilo sempre Belo.
E as suas (fellucas) faluas ...

Salve, tu, Nilo!
Que te manifestas nesta terra
E vens dar vida ao Egipto!
Misteriosa é a tua saída das trevas
Neste dia em que é celebrada!
Ao irrigar os prados criados por Rá,
Tu fazes viver todo o gado,
Tu - inesgotável - que dás de beber à Terra!
Senhor dos peixes, durante a inundação,
Nenhum pássaro pousa nas colheitas.
Tu crias o trigo, fazes nascer o grão,
Garantindo a prosperidade aos templos.
Se páras a tua tarefa e o teu trabalho,
Tudo o que existe cai em inquietação.


- Livros sagrados e literatura primitiva oriental, Oração ao Nilo

domingo, 20 de junho de 2010

Solstício de Verão

Ninguém se entende relativamente ao Solstício de Verão.

De acordo com as mais variadas intrepretações, pode ocorrer:

19 de Junho - ou seja ter ocorrido ontem;

21 de Junho;

E que pode ir até 24 de Junho.

Para mim, porque o senti, ocorreu ontem.
Dia 19 de Junho, entre as 20h e as 20:45.
O Dia Mais Longo do ano, seguido de um nascer do Sol mais intenso e mais pulsante; como se a Vida se agita-se na corrente sanguínea, e os Corpos florescem-se de Luz.
Momento de auge luciferino, seguido de aceleração da pulsação de Vida e de tudo aquilo que ela encerra.

É no Solstício de Verão, que se realiza o Hieros Gamos.
A celebração sagrada do casamento.
Os gerados neste momento têm, no mínimo, um interior pleno, repleto de felicidade e Conhecimento.

O Solstício de Verão, foi ainda conotado com S. João Baptista, enquanto símbolo do início de uma nova vida, através do baptismo da Luz, é a entrada num novo ciclo de Luz.

É um momento de Comunhão com a Natureza e a Existência, um sentir forte, cheio e pleno.

Boa Luz!

sábado, 19 de junho de 2010

Aleph - Tau de Tomar

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Sinagoga de Tomar

A Esfinge e a Cruz

E a esfinge responderá à pergunta da cruz, dizendo: - Deus é aquele que triunfa do mal pelas provas dos seus filhos; aquele que permite a dor, porque possui em si o remédio eterno. Deus é aquele que é, e diante de quem o mal não existe.

E a cruz responderá ao enigma da esfinge: - O homem é o filho de Deus que se imortaliza ao morrer, e que se liberta, por um amor inteligente e vitorioso, do tempo e da morte. O homem é aquele que deve amar para viver, e que não pode amar sem ser livre; o homem é o filho de Deus e da Liberdade!