sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Catálogo de sítios arqueológicos ...

Catálogo de Sítios Arqueológicos da Ocupação Alto-Medieval da encosta noroeste da Serra da Estrela

- IGESPAR

Maria da Fonte, natural de Fonte Arcada, Póvoa de Lanhoso

Sobre a personalidade única, singular e distincta de Maria da Fonte entre as mulheres amotinadas no concelho de Vieira, o depoimento do snr. padre Casimiro deve ser o primeiro n'este processo de investigação.

Refere o minucioso historiador que um sapateiro de Simães, da freguezia de Fonte Arcada, o avisara de que lhe maquinavam a morte; e, na mesma occasião, se mostrara receoso de que lhe matassem sua irman Maria Angelina, a quem chamavam Maria da Fonte, e fora processada e pronunciada nos tumultos da Povoa de Lanhoso.

Perguntou-lhe padre Casimiro o que fizera ella para ganhar tal nome.
— Nada, respondeu-lo sapateiro; apenas acompanhara as outras mulheres que arrombaram a cadeia da Povoa para soltar as prezas que primeiramente se levantaram contra a Junta de Saúde.

Insistiu o padre em querer saber a causa por que a distinguiam das outras.

Explicou o artista que Maria Angelina se estremava das mais por estar vestida de vermelho; e, por isso, o empregado, que fizera a lista das amotinadas, a pozéra na cabeça do rol, com tal nome, por não lh'o querer dizer alguém que elle interrogara.

Perguntou o padre Casimiro se havia alguma fonte á beira da casa de Maria.

Que não.
Chamavam-lhe da Fonte por ser da freguezia de Fonte Arcada.

O interrogador ficou satisfeito, acreditou e felicitou o sapateiro por sua irman ter conseguido nomeada tão distincta.

E, passados mezes, indo vêr a Maria da Fonte, encontrou uma mulher trigueira, de estatura mediana, desembaraçada, robusta, entre vinte e trinta annos.

D'ahi a pouco, terminada a revolução promovida pelos setembristas, uma doceira de Valbom, nas visinhanças de Lanhoso, andava pelas feiras e romarias inculcando-se a Maria da Fonte.

Padre Casimiro, estranhando naturalmente o duplicado, pediu informações ao abbade de S. Gens de Calvos, parocho e visinho da doceira.

O abbade confirmou ser ella a celebre Maria da Fonte.

Não obstante, o nosso auctor, sem apoucar os serviços da doceira — pelo contrario, os encarece — entende que a verdadeira é a de Simães, por ser de Fonte Arcada, e não a outra, visto que o nome lhe não foi dado por ter prestado maiores serviços, aliás de direito lhe pertenceria.

Acrescenta o monographo da revolução de 46, que Maria Angelina ou da Fonte, morrera, annos depois, em Villa Nova de Famalicão ou por ali perto.

- Camilo Castelo Branco, Maria da Fonte, a propósito dos Apontamentos para a Historia da Revolução do Minho em 1846, do Padre Casimiro, Celebrado chefe da insurreição popular

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A IX Legião

Anel de legionário da IX Legião.
Ao contrário do símbolo das restantes legiões,
a Nona apresenta a Águia Real do César, encimada por uma Rosa.

A IX Legião

A lendária IX (Nona) Legião - Legião Hispania, foi assim apelidada pelo facto dos seus efectivos serem recrutados maioritariamente na então região Hispania, foi recrutada por Júlio César no ano de 58 A.C., foi uma das Legiões ou unidades mais temidas do exército romano. O último registo da sua actividade data do reinado de Marco Aurélio, no século II, momento em que desaparece, ou antes os seus registos formais desaparecem, misteriosamente.

Reza a lenda que teria sido enviada para lutar contra os Pictos ... (uma tribo guerreira da região da Caledónia ... - actual Escócia), e que nunca mais voltou; aparentemente desde essa data, deixaram de existir registos da IX Legião, e não se sabe o que lhe aconteceu.

Mais um filme da Nona, acabadinho de sair.
Todas histórias muito além e, no entanto, muito aquém do que foi a realidade.
Ainda chegará o momento de contar a história real da Nona ...!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Templum in Aeternum

Até sempre Irmão

(...) Canta para mim no silêncio do coração
E me erguerei da terra para ouvir
A Vossa vitoriosa canção.

- Rumi

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Conde Estabre

D. Nuno Álvares Pereira

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Terra, minha medida!
Com que ternura te encontro
Sempre inteira nos sentidos,
Sempre redonda nos olhos,
Sempre segura nos pés,
Sempre a cheirar a fermento!

Terra amada!
Em qualquer sítio e momento,
Enrugada ou descampada,
Nunca te desconheci!
Berço do meu sofrimento,
Cabes em mim, e eu em ti!

- Miguel Torga

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Justo tributo

A Homenagem e a verdade dos factos

O pacto secreto

Meu coração está aberto a todas as formas:
É uma pastagem para as gazelas,
E um claustro para os monges cristãos,
Um templo para os ídolos,
A Caaba do peregrino,
As Tábuas da Torá,
E o livro do Corão.

Professo a religião do amor,
E qualquer direção que avancem os Seus camelos;
A religião do Amor
Será a minha religião e a minha fé.


- Ib'n Arabi (Séc. XII)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Presença portuguesa no Irão: Ormuz, e Qeshm


Carta de Afonso de Albuquerque ao Rei, dando conta da conquista de Ormuz


Carta de D. Pedro de Sousa ao rei D. Sebastião

Ormuz (versão em inglês)

Qeshm

Segundo Zoroastro, Ormuz representava o Fogo Sagrado.