terça-feira, 15 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Uma Pérola no Céu







Sob o mesmo Céu ...

A Lua é a Esposa. O Sol, o Esposo.
É a Grande Mãe que nutre e dá forma à semente.
A semente divina plantada pelo pai o Sol - o Homem; Hórus, Krishna ou Cristo.

No Egipto, a Lua é Ísis. A Mãe da Terra.
Ísis, Esposa e Irmã de Osíris.
Ressuscita os mortos. Transforma metal em ouro.
Protege as crianças, o parto, a agricultura.
A Deusa dos Mil Nomes e das Mil Faces.
A Mãe e a Guardiã dos deuses.

Sou a Primeira e a Última
Sou a Venerada e a Desprezada
Sou a Prostituta e a Santa
Sou a Esposa e a Virgem
Sou a Mãe e a Filha
Sou os braços da minha Mãe
Sou Estéril, e são Inúmeros os meus Filhos
Sou a Bem Casada e a Solteira
Sou a que Dá à Luz e a que Nunca Procriou
Sou a consolação das dores de parto
Sou a Esposa e o Esposo
Foi o meu Homem quem me criou
Sou a Mãe do meu Pai
Sou a Irmã do meu Marido
Ele é o meu filho enjeitado
Respeitem-me, sempre
Porque Sou a Escandalosa e a Magnífica


- Hino a Isís, papiro de Nag Hammadi

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11-11-11

Hoje, é dia 11 de Novembro de 2011: 11-11-11.
Um palíndromo ou capícua.

É ainda Sexta-Feira.
E vem com Lua Cheia ...

Acresce que é Dia de S. Martinho.

Dia MAGNÍFICO.

- Dia de S. Martinho, símbolo do despojamento dos bens materiais. Que, retirando a sua capa, a divide em duas, entregando uma parte a quem tanto dela necessitava.
Bondade, compaixão, dádiva. Amor.

- É Dia da Tradição, dos Costumes Ancestrais; do Culto da Terra.
Momento em que a configuração dos astros permite o designado Verão de S. Martinho.
As castanhas, fruto precioso durante muitos e muitos séculos para a alimentação dos povos europeus, chega ao seu auge, e os ouriços ficam definitavamente "maduros", permitindo retirar com maior facilidade os seus frutos: as castanhas.
Da matança do porco, e do fumeiro.
É o momento em que o vinho do ano encerra a sua maturação, e é por fim bebido.
Os frutos da Terra.

Esta conjugação de símbolos, faz deste dia, um dia Único.
É ele mesmo o símbolo de um Novo Ciclo; um Novo Ciclo que terá a sua concretização em 2012.

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!


- Miguel Torga, Terra

domingo, 6 de novembro de 2011

Homenagem a D. Garsia

Comendador de Thomar de 1178 a 1190
Anno em que passou.
Por Virtude e Abnegação, deu a sua vida aquando da Incursão de Abu Yusuf Ya'qub al Mansur.


(D. Garsia, foi substítuido nas suas suas honradas funções, pelo Digno D. Lopo Fernandes.)

Da Pacem Domine, Fiat Pax in virtute Tua

sábado, 5 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

É Tempo de Viver
De soltar as amarras
Que prendem o Navio
Ao virtual, é Tempo de
Voltar à natureza,
De viver a Natureza, é
Tempo de Ser Livre

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aos seres queridos que já Passaram


Pelo Bem, pelo Amor, pelo Respeito, pela Presença e pela Partilha, serem Hoje e na Eternidade, Almas de Amor e Luz.
Por Todo o anterior, continuais no Coração

— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.

— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.


- Miguel Torga, Liberdade

sábado, 29 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

D. Lopo

Estimado Fr. D. Lopo, Mui Digna e Honrada Memória.

Fr. D. Lopo Fernandes