Desde a pré-história que o Touro é um animal símbolo de Fertilidade, Força, Coragem e Renovação. Considerado sagrado, sacrificado e imolado em várias culturas e por todo mundo.
As touradas são o perpetuar desses ritos ancestrais que vêm do megalítico.
Apresenta-se na arte rupestre, nos ritos sagrados, na mitologia.
É o caso do Touro de Creta:
O Touro de Creta foi, na mitologia grega, uma fera que viveu na ilha de Creta e que foi capturada por Hércules num dos seus famosos trabalhos.
É ainda associado ao Minotauro e ao rapto de Europa.
O touro só foi derrotado por Hércules, a mando de Euristeu; ficou conhecido como o sétimo dos seus trabalhos.
Hércules desembarcou em Creta, agarrou o touro pelos cornos e levou para a Argólida, onde o entregou a Euristeu.
Eristeu quis entregá-lo a Hera, mas a deusa, como não queria aceitar presentes vindos de Hércules, pôs a fera novamente em liberdade.
Teseu, mais tarde, acabou por capturá-lo nas planícies de Maratona.
Quero que sejas
A última palavra
Da minha boca.
A mortalha de sol
Que me cubra e resuma.
(...)
Grito agora o teu nome aos quatro ventos.
Juro-te, (...) lealdade
Por toda a vida e em todos os momentos.
Nas escaldantes areias do deserto,
no vislumbre antecipado da batalha,
...fui os olhos do Cavaleiro.
Nas longas e solitárias noites,
velando o seu parco descanso,
...fui os ouvidos do Cavaleiro.
No plano eficaz da victória
portando o Sigillum Christi
...fui a voz do Cavaleiro.
Na hora do supremo sacrifício,
no momento calmo do doce abandono,
...transportei a alma do Cavaleiro.
Depois cavalguei alegre e vaidoso,
as ondas do mar bravio,
...trazendo na lembrança o Cavaleiro
Agora nas águas em que repouso,
portador da sua Relíquia Sagrada,
aguardo o meu Cavaleiro...
(O Falcão do Templo)
...só para ti, Sigillum.
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Salve, berço do nome lusitano! Nesta manhã solene. Que, em volver de ano e ano, Jamais acabará que a apague o tempo Da saudosa memória; Nesta manhã de glória A ti veio, a ti venho, asilo santo Da lusitana antiga liberdade.
Tuas lobregas cavernas Me serão templo augusto e sacrossanto, Aonde da Razão e da Verdade Celebrarei a festa.
Ouça-me o vale, o outeiro, Escute-me a floresta Aonde do seguro azambujeiro Seus cajados cortavam Os pastores de Luso, Que a defender a pátria e a liberdade Nesses tempos bastavam De honra e lealdade.
- Almeida Garrett, Viriato
A Honradez de um Adversário, só é comparável à Lealdade de um Amigo.