segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Distinção



Não nos tornamos um com Deus.
Mantemos a nossa distinção, a
nossa individualidade,
enquanto colaboradores com Deus.


- Harold Klemp, Amor - A Chave da Vida


Fostes agredida, mas ainda aí estás
Desproveram-te de símbolos
Mas tu, ainda aí estás

O Tempo passou
Passou por ti, passou por Todos
Os Corpos passaram por ti
Mas, tu, ainda aí estás

Tens o meu Respeito
Saúdo-te


Durante as noites, no meu leito, busquei aquele que o meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar.

Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar.

Os guardas encontraram-me quando faziam sua ronda na cidade: Vistes acaso aquele que meu coração ama?

Mal passara por eles, encontrei aquele que meu coração ama. Segurei-o, e não o largarei antes que o tenha introduzido na casa de minha mãe, no quarto daquela que me concebeu.

(...)

Saí, oh filhas de Sião, contemplai o rei Salomão, ostentando o diadema recebido da sua Mãe no dia das suas núpcias, no dia da alegria do seu coração.


- Cântico dos Cânticos

domingo, 31 de julho de 2011

Aos amigos Sufi

Na Celebração do Ramadão


Sou como um viciado em ópio
Em meu anseio por um estado sublime,

Por aquele solo de Nada Consciente
Onde a Rosa desabrocha
Sempre.

Veja, o Amigo
Fez-me um grande favor
Arruinou a minha vida completamente;

O que esperava
Que ver Deus causaria?

Das cinzas dessa moldura partida
Há um filho nobre em crescimento ansiando pela morte,

Pois,
Desde que nos encontrámos pela primeira vez, Amado,
Tornei-me um estrangeiro

A todos os mundos,
Excepto àquele
No qual existe apenas Você
Ou – Eu.

Agora que o Coração guardou
Aquilo que jamais pode ser tocado
A minha subsistência é Desolação Abençoada,
E dali eu clamo por mais solidão.

Eu sou solitário.
Sou tão solitário, querido Amado,
Pois Deus é a quintessência da solidão,
O que é mais solitário do que Deus?

Hafiz,
O que é mais puro e mais solitário,
Magnificentemente Soberano,
Do que Deus?


- Hafiz

Tau'ma - Didymus

Tomás ou Tomé pregou junto de muitos e diferentes povos. Nomeadamente, os Partos, os Medos, os Persas, em Hyrcania e Bactria.

Acredita-se que por último tenha rumado à Índia e aí ficado (o seu apostolado é mencionado por Efrém da Síria, pelo abençoado Jerónimo, e outros) que, devido à sua sua vida santa, obteve muitos seguidores, e os cristianizou. Razão pela qual é dito que teria provocado a ira do rei idólatra, o qual o condenou a ser trespassado com lanças. O seu apostolado ficou marcado pelo martírio.

Deu-se a cerca de 12km de Madras, no grande monte na costa de Coromandel (denominado Calamina), é o local tido como o da sua passagem.

Tomé tem um papel importante na lenda do rei Abgar V de Edessa (Urfa), por ter enviado Tadeu de Edessa a pregar na cidade mesopotâmica (hoje síria) de Edessa após a sua passagem/ascensão.

A tradição mantida pela igreja de Edessa afirma que Tomé é o Apóstolo da Índia, gerando inúmeras lendas também atribuídas a S. Efreu, copiadas em códices dos Sécs. VIII e IX.

As lendas preservam a crença de que os ossos de Tomé foram transportados da Índia para Edessa por um mercador, e que as suas relíquias operaram milagres tanto na Índia, quanto em Edessa. As tradições tomasianas ganharam corpo na liturgia siríaca.

De Edessa as suas relíquias foram transportadas para Chios no mar Egeu, e mais tarde para Ortona em Abruzzi, onde aparentemente ainda hoje se encontram, e onde são veneradas pelos fiéis.

Gémeo

Deir Al Muharraq




sábado, 30 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Igreja Suspensa

El Muallaqa; Sitt Mariam

A igreja de Santa Maria, no Bairro Copta do Cairo, Egipto.

A Igreja Suspensa, terá sido construída no Séc. IV sobre as ruínas de uma fortaleza da Babilónia romana.

Ficou conhecida como igreja Suspensa por estar construida "suspensa ou pendurada" sobre uma das torres do forte romano ainda ali existente.

Aparentemente, na parte baixa do forte, e olhando para cima, é visível o chão da igreja Suspensa, sendo ainda audível os passos das pessoas que percorrem o andar onde se encontra o chão da igreja.

Kom el Shoqafa

As Catacumbas de Kom el Shoqafa



São em Alexandria, Egipto, e constituem um extraordinário sítio arqueológico.

Está considerado como um dos maiores locais de repouso dos romanos em terras egípcias.

Tratam-se de túmulos escavados na rocha na Época do imperador Antonino (o mesmo do Itinerário Antonino português), no Séc. II D.C.

Admiravelmente estes túmulos romanos respeitam a antiga religião egípcia, ao mesmo tempo apresentam símbolos helénicos e romanos; resultando numa convivência pacífica.

No centro da fachada do complexo tumular, está o disco solar sobre um friso de serpentes, com a coroa: do Alto e do Baixo Egipto.

Na cripta, um sarcófago em forma de leão, presentes estão Hórus, Thot, Anubis, assim como os canopos; o rei faz uma oferenda aos viajantes sob a forma de Osíris.

Ainda, cachos de uvas, cabeças de Medusa, e todo um conjunto simbólico helénico e romano.

Uma convivência pacífica

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amesha Spentas

Os Seis Raios de Deus