domingo, 31 de julho de 2011

Aos amigos Sufi

Na Celebração do Ramadão


Sou como um viciado em ópio
Em meu anseio por um estado sublime,

Por aquele solo de Nada Consciente
Onde a Rosa desabrocha
Sempre.

Veja, o Amigo
Fez-me um grande favor
Arruinou a minha vida completamente;

O que esperava
Que ver Deus causaria?

Das cinzas dessa moldura partida
Há um filho nobre em crescimento ansiando pela morte,

Pois,
Desde que nos encontrámos pela primeira vez, Amado,
Tornei-me um estrangeiro

A todos os mundos,
Excepto àquele
No qual existe apenas Você
Ou – Eu.

Agora que o Coração guardou
Aquilo que jamais pode ser tocado
A minha subsistência é Desolação Abençoada,
E dali eu clamo por mais solidão.

Eu sou solitário.
Sou tão solitário, querido Amado,
Pois Deus é a quintessência da solidão,
O que é mais solitário do que Deus?

Hafiz,
O que é mais puro e mais solitário,
Magnificentemente Soberano,
Do que Deus?


- Hafiz

Tau'ma - Didymus

Tomás ou Tomé pregou junto de muitos e diferentes povos. Nomeadamente, os Partos, os Medos, os Persas, em Hyrcania e Bactria.

Acredita-se que por último tenha rumado à Índia e aí ficado (o seu apostolado é mencionado por Efrém da Síria, pelo abençoado Jerónimo, e outros) que, devido à sua sua vida santa, obteve muitos seguidores, e os cristianizou. Razão pela qual é dito que teria provocado a ira do rei idólatra, o qual o condenou a ser trespassado com lanças. O seu apostolado ficou marcado pelo martírio.

Deu-se a cerca de 12km de Madras, no grande monte na costa de Coromandel (denominado Calamina), é o local tido como o da sua passagem.

Tomé tem um papel importante na lenda do rei Abgar V de Edessa (Urfa), por ter enviado Tadeu de Edessa a pregar na cidade mesopotâmica (hoje síria) de Edessa após a sua passagem/ascensão.

A tradição mantida pela igreja de Edessa afirma que Tomé é o Apóstolo da Índia, gerando inúmeras lendas também atribuídas a S. Efreu, copiadas em códices dos Sécs. VIII e IX.

As lendas preservam a crença de que os ossos de Tomé foram transportados da Índia para Edessa por um mercador, e que as suas relíquias operaram milagres tanto na Índia, quanto em Edessa. As tradições tomasianas ganharam corpo na liturgia siríaca.

De Edessa as suas relíquias foram transportadas para Chios no mar Egeu, e mais tarde para Ortona em Abruzzi, onde aparentemente ainda hoje se encontram, e onde são veneradas pelos fiéis.

Gémeo

Deir Al Muharraq




sábado, 30 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Igreja Suspensa

El Muallaqa; Sitt Mariam

A igreja de Santa Maria, no Bairro Copta do Cairo, Egipto.

A Igreja Suspensa, terá sido construída no Séc. IV sobre as ruínas de uma fortaleza da Babilónia romana.

Ficou conhecida como igreja Suspensa por estar construida "suspensa ou pendurada" sobre uma das torres do forte romano ainda ali existente.

Aparentemente, na parte baixa do forte, e olhando para cima, é visível o chão da igreja Suspensa, sendo ainda audível os passos das pessoas que percorrem o andar onde se encontra o chão da igreja.

Kom el Shoqafa

As Catacumbas de Kom el Shoqafa



São em Alexandria, Egipto, e constituem um extraordinário sítio arqueológico.

Está considerado como um dos maiores locais de repouso dos romanos em terras egípcias.

Tratam-se de túmulos escavados na rocha na Época do imperador Antonino (o mesmo do Itinerário Antonino português), no Séc. II D.C.

Admiravelmente estes túmulos romanos respeitam a antiga religião egípcia, ao mesmo tempo apresentam símbolos helénicos e romanos; resultando numa convivência pacífica.

No centro da fachada do complexo tumular, está o disco solar sobre um friso de serpentes, com a coroa: do Alto e do Baixo Egipto.

Na cripta, um sarcófago em forma de leão, presentes estão Hórus, Thot, Anubis, assim como os canopos; o rei faz uma oferenda aos viajantes sob a forma de Osíris.

Ainda, cachos de uvas, cabeças de Medusa, e todo um conjunto simbólico helénico e romano.

Uma convivência pacífica

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amesha Spentas

Os Seis Raios de Deus

Gathas

17 cânticos escritos por Zaratustra, o fundador do Zoroastrismo.

Ashem vohû.
Ashem vohû vahistem astî ushtâ astî ushâ ahmâi hyat ashâi vahishtâi ashem.
Ashem Vohu.

Asha é o melhor bem.
É alegria radiante. A alegria radiante surge à pessoa que pratica o bem somente por apreciá-lo como bem.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Freixo de Espada-à-Cinta

Raízes.

Freixo, símbolo de fecundidade e protecção.

Terra antiga de séculos, Freixo de Espada à Cinta é rico em histórias que os mais velhos contam com gosto nas noites longas e gélidas do Inverno, aquecidas por uma boa lareira, e que consagradas pela perseverança das gentes freixenistas se passam de geração em geração.

Origem do nome de Freixo de Espada à Cinta

São muitas as versões e as lendas sobre a origem do topónimo Freixo de Espada à Cinta. De todas elas se deduz algo em comum: uma Espada na Cinta de um Freixo. Não há dúvida de que a palavra Freixo é a designação de uma árvore, que deriva da palavra latina “Fraxinus”, e quanto ao resto entramos no domínio das lendas e do fantástico que à força de se repetirem durante tanto tempo guardamo-las como verdades quase indesmentíveis.
São as seguintes versões que de alguma forma tentam explicar a origem deste topónimo:

Uma das lendas reza que esta vila foi fundada por um fidalgo de apelido “Feijão”, falecido em 977, primo de S. Rosendo, e como por armas no seu brasão figurariam um freixo com uma espada cintada, a vila tomou daí o seu nome.
Outra refere ter sido um nobre godo chamado «Espadacinta» que após uma batalha com os árabes nas margens do Douro e chegado a este lugar se sentou a descansar à sombra de um enorme freixo, onde pendurou a sua espada, perpetuando-se o nome à povoação que um pouco mais tarde se começou a formar: Freixo de Espadacinta.
Dizem ainda que El Rei D. Dinis, estando muito fatigado das guerras que mantinha com o seu filho bastardo, Afonso Sanches, e de passagem por esta terra se deitou a descansar à sombra de um freixo, onde cravou o seu cinturão com a majestosa espada. Adormecendo e embalado pela brisa suave que batia nas folhas da possante árvore sonhou que o espírito do freixo lhe traçava as directrizes mais sábias e correctas para o futuro do reino de Portugal. Quando o rei acordou deste revigorante descanso, decretou que a vila se passasse a chamar Freixo de Espada à Cinta.
O que é certo é que ainda hoje junto à Igreja Matriz e torre heptagonal que nos ficou do extinto castelo medieval, existe um velho freixo venerado e estimado pelo povo, por o considerar o mesmo destas lendas.

(fonte: C. M. de Freixo de Espada à Cinta)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os montes ou colinas de Jebus Salem - Jerusalém II

(continuação de)

Como anteriormente referido, não foi a morfologia do terreno que alterou, mas a visão e o sentir desse terreno, desse solo, e do seu significado.

Ao tempo de Jebus Salem vigorava o número 5, posteriormente, passou a vigorar o número 7.

Não desconhecerão a Cabala, e a sua aplicação teórica e prática.

O 5 representa o Ser Humano Pleno.
O 7 representa o Mistério, a Obra de Deus. A Perfeição.

A evolução da apreensão do espaço de Jerusalém acompanhou a apreensão do significado de Deus.