sexta-feira, 13 de maio de 2011

No Fio da Navalha

Sexta-feira, 13 de Maio

As sextas-feiras 13, são sempre dias poderosos.
Em que o Caminho é deve ser feito, necessariamente, no Fio da Navalha - O Caminho do Meio, ou do Equilibrio.

O de hoje foi ainda mais.

É que hoje é 13 de Maio:
Dia da Terra no Céu, e do Céu na Terra, em Portugal.
A Esperança do mundo.

Salve Regina

Lorca, Murcia (reposição)

São numerosas as lendas que narram a origem de Lorca. A maioria tem carácter mitológico.
Segundo Méndez Silva (1649), um príncipe troiano chamado Elio, em conjunto com um personagem grego de nome Crota, fundaram Eliocroca, que posteriormente veio a chamar-se Lorca, durante a época romana.
O padre Morote, por seu turno, atribui a fundação de Lorca ao princípe troiano Elio-Urzues, navegador durante o Tratado do "Mare Nostrum".
Espinalt no ano de 1778, referiu que "no ano de 4018 da criação do mundo", um princípe troiano chamado Elio fundou uma cidade à qual chamou Ilorci.
Considerou-se ainda uma combinação dos vocábulos Helios (Sol) e Kraton (governo) para formar a designação de Eliocroca (cidade governada pelo Sol).
Sem dúvida que a denominação actual de Lorca procede da época árabe, quando a medina era conhecida como Lurqa.
O significado desta denominação sería "a batalha", provavelmente porque foi nesta cidade onde se confrontaram as tropas cristãs de Teodomiro e as forças árabes que invadiram a Península no Séc. VIII.

Brasão de Armas de Lorca

"Lorca solum gratum, castrum super astra locatum, ensis minans pravis, regni tutissima clavis"
"Lorca de solo grato, castelos encimados, espada contra malvados, do Reino segura chave"

Homenagem e solidariedade

Évora: Giraldo sem pavor (reposição)

- Quadros Portugueses

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Raízes, Flores e Frutos



Setenta e dois anos após a batalha entre o califa Abderrahman e D. Ordonho em 922, as ruínas do Porto serviam de asilo e de reparo a uns poucos de homens esforçados, cujos senhorios tinham sido invadidos pelos moiros.

Esses homens eram D. Munio ou Muninho Viegas, rico-homem de Riba-Doiro e poderoso senhor na comarca de Entre Doiro e Minho, seu irmão D. Sesnando ou Sisnando, e seus filhos D. Egas e D. Garcia Moniz.

Estes homens ilustres acharam, por fim, ocasião de vingar-se.

Quer os gascões aportassem casualmente ao Doiro, como dizem uns, quer eles mandassem à Gasconha a convidá-los a vir combater os moiros da Espanha, como dizem outros, e como parece mais provável, o que se afigura certo é que em 988 D. Munio e os seus achavam-se à frente a uma hoste composta dos seus homens de armas e de gascões, suficiente não só para as azarias e fossados, mas, o que é mais, para empreender qualquer empresa de vulto.

Dos fidalgos que comandavam os gascões, o único de que se sabe o nome é D. Nonego, bispo de Vandoma, e que depois o foi do Porto, ignorância que parece favorecer a opinião daqueles que dizem que os gascões não vieram casualmente, ao correr d'uma empresa aventureira, de outra sorte trariam como era costume chefes distinctos, cujos nomes não esqueceriam; mas foram trazidos da Gasconha pelo proprio D. Munio, que lá os foi buscar, e que, auxiliado por D. Nonego, que como bispo tinha à sua disposição toda a influência da Igreja, pôde recrutar número suficiente para a empresa que meditava.

Seja, porém, como fôr, o que é certo é que D. Munio e os gascões apoderaram-se do Porto, depois d'uma vitória sobre os sarracenos, ganha, segundo dizem, onde hoje é a praça da Batalha, e comemorada pela capelinha que ainda lá existe.

Depois d'esta batalha, D. Munio e os franceses trataram de reedificar o Porto.

Ergueram as antigas e fortes muralhas, e na parte mais elevada da cidade fundaram um alcacer acastellado e bem afortalecido que, depois do conde Henrique, serviu de habitação dos bispos, aos quais foi doado.

A torre e a porta principal foram obra de D. Nonego, que, em memória do seu solo, a nomeou porta de Vandoma, e que na frontaria da torre fez erguer o santuário, onde meteu a imagem de Nossa Senhora, que ou já trouxera consigo de Vandoma, ou mandou cinzelar cá, em gratidão das vitórias que atribuia à sua eficácia e protecção.

Manoel de Faria e Sousa diz que: era una imagen de Nuestra Señora, de escultura mas abultada que polida, y no tan poco pulida que se haga estimable por la arte como se hace decorar por la magestad (y aun sin ella) que esta representando. Tiene embrazado el niño.

D. Munio Viegas e seus, já fora de perigo, reuniram as forças disponíveis com (as dos descendentes de D. Arnaldo de Baião e) as dos senhores de Eixo, Oil e Marnel.
Tomando vantagem da guerra civil após a morte de Almançor, resolveram atacar as áreas sarracenas principais a norte e a sul do Douro, entre as quais incluiam-se aquelas de Entre-Douro-e-Vouga. O território foi nomeado de Terras de Santa Maria em homenagem a Santa Maria de Vendôme/Vandoma.

A Armada dos Gascões

Eram os chefes d'esta armada D. Munio Viegas, D. Sesnando, seu irmão, que depois foi bispo d'esta cidade, e D. Nonego, que, para acompanhar esta empreza, tinha renunciado o seu bispado de Vandoma.

Estes fidalgos, que traziam na sua companhia muitos e distinctos officiaes, apenas desembarcaram na parte septentrional do rio Douro, dirigiram a sua marcha ao mesmo logar em que existia a cidade arruinada. Elles a reedificaram muito mais ampla e forte, cingindo-a de soberbos e elevados muros, que n'aquelle tempo eram inaccessiveis ao soldado mais intrepido. Deixaram n'ella uma escoIhida guarnição, e logo partiram, a expulsar do resto da provincia os barbaros que a dominavam; e, pela fé a que recorriam, as terras que submettiam ao seu dominio as intitulavam Terras de Santa Maria.

O famoso fr. Bernardo de Brito especifica que, edificada a fortaleza e retomada a povoação e egreja antiga, ordenado bispo do Porto dom Sesnando, em companhia do irmão, D. Munio, e dos mais cavalleiros, foi conquistando as terras de uma e outra parte do rio Douro, ate os concelhos de Rezende e Bemviver, repartindo as terras entre os fidalgos e cavalleiros que lh'as ajudaram a conquistar, a quem assignavam logares e honras em que vivessem.

- Manoel de Faria e Sousa, fr. Bernardo de Brito, Arnaldo da Gama

Hércules

Que vale o orgulho? A dor é, como a vida, eterna;
Mas a força defende, e a compaixão redime.
Sou, na humana floresta a planta heróica e terna:
Contra a violência um roble, e pura a prece um vime.

Por onde reviveu, silvando, a hidra de Lema,
Fuzilou no meu braço a cólera sublime;
Os monstros persegui de caverna em caverna,
Sufoquei de antro em antro a peste, a infâmia e o crime:

E, ó Homem, libertei-te!... E, enfim, depondo a clava,
Inerme semideus, sonhei, doce fiandeiro,
De roca e fuso, aos pés de Onfália, num arrulho...

Alma livre no assomo, e na piedade escrava,
Sou raio e beijo, ardor e alívio, águia e cordeiro,
- A força que liberta, e o amor que vence o orgulho!


- Olavo Bilac, Hércules

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Porta da Vandoma


- Arnaldo da Gama

sábado, 7 de maio de 2011

Oásis de Paz

Mosterio de San Juan de Peña e o Monte Cuculo

Pelo Caminho Aragonês de Santiago, via Santa Cruz de la Serós, o Mosterio de San Juan de Peña.

O Mosteiro de San Juan de la Peña, situado a sudoeste de Jaca, Huesca, Aragão (Espanha), foi o Mosteiro mais importante de Aragão na alta Idade Média.


...a boca de um mundo de penhascos espirituais revestidos de um bosque de lenda, no qual os monges beneditinos, meio ermitãos, meio guerreiros, veriam passar o inverno, enquanto pisoteavam a neve javalís de carne e osso, ursos, lobos e outros animais selvagens saídos dos bosques.

- Miguel de Unamuno

O Monte Cuculo

O Monte Cuculo, é o monte onde fica situado o Mosteiro de San Juan de Peña.
Domina praticamente todo o território do antigo Reino de Aragão e parte do Reino de Navarra. O Monte Cuculo era o próprio Coração do Reino.
Nele, figura a Taça.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Martim Moniz ...

... genro do Conde Sisnando (Governador de Coimbra e Bispo de Iria ...)

O Conde Sisnando, Cônsul de Coimbra - a quem D. Afonso VI (Imperador) não só ratificou como beneficiou -, casou a sua única filha sobreviva de nome Gelvira ou Elvira Sisnande, com o Ilustre Filho d'Algo (Fidalgo) Martim Moniz.

Quando o Conde Sisnando passou, o Rei D. Afonso (VI - Imperador) entregou o governo das terras de Coimbra a Martim Moniz.
Martim Moniz, Filho d'Algo em terras de Arouca ...

Do seu governo das terras de Coimbra, existem Escrituras do anno de 1093 que fazem referência: ao Capitão Martinho, e numa outra como Martim (Moniz).
O Foral de Coimbra de 22 de Abril de 1093, dado pelo Rei D. Afonso VI, confirma Martim Moniz desta forma:

Ego Martinus Munionis prases Conimbricae, & gener Consul Domni Sisnande, qui pro eo in eius tocum succesis, hoc quod aemino meo Imperatori complavuit confirmo, & observare veraciter promito. [Eu Martim Moniz Presidente de Coimbra, e genro do Consul D. Sisnando a quem sucedi, confirmo e prometo executar com toda a verdade o que o meu Imperador me ordenar.]

No anno de 1093, o gérmen de Portugal, assistiu à conquista de:
Santarém, a 21 de Abril;
Lisboa, a 6 de Maio;
Sintra, a 15 de Maio.

Santarém, caiu por cerco prolongado, recebeu Foral no anno de 1095, a 13 de Novembro:

Certum numque vobis est qualiter Omnipotens Dominus non meis meritis neque virtutibus, sed propria voluntate sicut ipse voluit tradict civitatem Sanctae Herenae in manibus meis, quod incredibile ab omnbus aliquando erat. [Certo de que vós sabeis o modo como o Senhor Todo Poderoso não pelos meus méritos, nem virtudes, só pela sua própria vontade, entregou-me a cidade de Santarém, cuja conquista durante algum tempo acreditava-se não ser possível.]

Confirmaram o Foral:
Bernardo, Arcebispo de Toledo, Gomez, Bispo de Burgos, Raimundo de Palência, Pedro de Leão, Conde D. Peransures, Conde Nuno Valazquez, Conde Martim Flainez, Conde Froilaz Dias, Gonçalo Nunes, e, Fernão Raimundo.

Um capítulo da História riquíssima deste País.

(Com ajuda da Crónica de Fr. Brandão)

Fundação e Doação do Mosteiro de Salzeda

No ano de 1156, a Ilustre Senhora Dona Tareja (Teresa), viúva de D. Egas Moniz, fundando o Mosteiro de Salzeda, fez a doação do mesmo ao Abade João Cirita, Ilustre e Santo Homem.

Estas são as palavras da Escritura:

Facio cartam testamenti pro remedio animae mea vobis Dono Ioãni Abbati Cirita, & omnibus fratibus vestris, atque sequacibus, qui ibi regulariter iuxta normam Patris Benedicti vinere voluerint, de loco illo qui dicitur Salzeda, (...) &c. Facta carta testamenti mense Maio 4 Kalendas Iunij, Ildefonso Rege regnante, Menendo Lamec. Episcopo existente Era M C LX IIII.

Surge uma problemática por parte dos escritores da história quanto à data dominem, considerando que deduzindo à Era de César o normativo, iria recair em 1126.
Ora, conforme com o documento original, assim expressa: Era de 1164.
Os escritores da história referem que D. Afonso Henriques ainda não era Rei, D. Mendo ainda não era Bispo de Lamego, ...
Ter-se-á tratado de um erro de escritura.

Mosteiro de Santa Maria de Salzedas

quarta-feira, 4 de maio de 2011

É este pesar ...

..., esta dor que nos acompanha a par com o sentido de Serviço. Um Serviço que é feito em prole dos demais.

Um excerto de MOMENTVM:

" [...] não pára a vaga de roubos e vandalismo de que sofre o nosso Convento de Thomar por parte da urbe ensandecida. De temerosos a Deus e à Ordem de Christo, de um dia para o outro, passaram a temerários profanadores. [...] do pouco que salvei, conto esta caixa que contem as reliquias de meu antepassado, D. Martim Coelho e o livro da nossa linhagem e vidas dedicadas ao Templo. Bens que me vejo forçado a esconder na nossa casa da rua da Periguilha (*) [...]
---Aos 14 de Maio de 1835.
----Fr. Lourenço Coelho
-----Cavaleiro da Ordem de Christo. "

A turba.
'O Povoado ...'
A mesma que pede, exige e reclama ser Salva.
É a turba que, uma e outra vez, não só "mostra os dentes", como é capaz dos mais ignóbeis e traidores actos.
É a história do mundo que não querem que se saiba; aquela que, uma e outra vez, reaparece.
E ainda assim, uma e outra vez, em Serviço, são Salvos.