sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fisterra - Ara Solis, o Culto da Fertilidade

O Cabo Finisterra ou Fisterra, é destino final para parte dos peregrinos que calcorreiam o caminho de Santiago.

Trata-se de uma tradição, que remontará há muitos séculos atrás, e que poderá resultar do Culto da Fertilidade associado à Ara Solis (a Ara/Pedra do Sol).

Dizem, que no vizinho Monte do Facho, existia um menir colocado na vertical, contra o qual os casais, seguindo ritos celtas, copulariam para aumentar a fertilidade. Dizem ainda que tal menir teria sido demolido no século XVIII por clérigos locais; tal não seria de espantar - que clérigos, e principalmente clérigos locais, "derrubassem tal heresia" ...

Contudo, a Pedra ou Ara Solis, a Pedra da Fertilidade, ainda hoje pode ser encontrada, e, com um pouco de boa vontade, utilizada como nos Antigos Tempos.
Trata-se de uma Ara, hoje colocada na horizontal, à qual chamam: Cama de Pedra.

Há também, perto do lugar, uma série de pedras ligadas a lendas religiosas: as pedras santas, as pedras manchadas de vinho, a cadeira de pedra, etc.
Há autores que identificam o cabo Fisterra com o antigo Promontório Nerio dos geógrafos romanos.


Santa Maria de Finisterra, Soure

"De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios? diz o Senhor.
Estou farto de holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrada o sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes; quando vindes para comparecerdes perante mim. Quem vos requereu isto?
Quem vos pediu que viésseis pisar os meus átrios?
Não continueis a trazer-me ofertas vãs."

- Isaías

quinta-feira, 28 de abril de 2011

S. Pedro Nolasco e a Ordem de Nossa Senhora das Mercês

S. Pedro Nolasco muitas vezes comparado a (ou considerado como o 'regressado') Pedro, o Apóstolo.

A Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês da Redenção dos Cativos ou, simplesmente, Ordem de Nossa Senhora das Mercês.
Uma Ordem Religiosa fundada por S. Pedro Nolasco, em 1218, no reino de Aragão, tendo como objectivo a libertação dos cristãos que se encontravam cativos dos mouros.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Doação ao Templo

Doação em Dezembro de 1126 (Era 1164), que fez Soeiro Soares de uma herança


Castelo/Fortaleza de Safed


Sefa-Tzhat, construído no início de 1140 pelos Templários.

domingo, 24 de abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Os Sete Selos

O Livro, os Sete Selos e o Apocalipse, são conjuntos simbólicos.
Simples.
E como Simples, confusos; pois as pessoas têm ideias pré-concebidas sobre o que deve ser a Verdade.

Não é o Fim, mas sim o Princípio.
Não é a Tragédia, mas sim a Salvação - o Recomeço de uma Nova Era:
O Reino de Consciência.

Os Sete Selos foram abertos pelo Leão de Judá.

"E um dos anciões disse-me:
Não chores eis que o Leão (...) venceu para abrir o Livro e Desatar os Sete Selos".

O Rei dos reis.

Fechado e Selado com Sete Selos.

Vi também um anjo forte proclamando com uma grande voz:
Quem é digno de abrir o Livro e de romper os seus Selos?

- Ninguém podia, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, abrir o Livro, nem olhar para Ele.

- Então eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o Livro nem de olhar para Ele.

O Leão de Judá, é uma referência directa a um digno "do Sangue de Deus".

Os Sete selos foram abertos, um a um, pelo Cordeiro.

Quatro já foram, faltam três...
Será que consegue?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa - Pessach

Páscoa

Que a Luz do Espírito possa Alimentar e Iluminar os Corações

Água a correr na fonte.
Uma quimera líquida que sai
Das entranhas do monte
A saber ao mistério que lá vai…

Pura
Branca, inodora e fria,
Cai numa pedra dura
E desfaz o mistério em melodia.


- Miguel Torga, Água

"Miragens das éras"

Como a taça do velho rei de Thule
Que dá vigor nos apagados annos,
E, no exhalar o alento derradeiro,
Se atira ao revoltoso mar profundo:
Tambem as gerações, uma após uma,
Levadas na voragem das edades,
Arrojam sobre o pélago fremente
Do tempo imensuravei que as absorve,
Taça dourada—a Tradição, por onde
Da vida o travo, o goso e a dor provaram.
É largo oceano o Tempo: ondas sobre ondas
Parecem n'elle as gerações passando,
Como o curso fatal dos grandes rios
Que vão perder-se no insondado estuario.
Ah, não é só a vida o que se finda!
Esgotam-se as copiosas catadupas,
Ai torrentes caudaes, os fundos mares.

D’esses rios e mares que mais resta
Além da móle de areiaes immensos,
Feitos d’arestas soltas, diamantinas,
Confundindo os detritos de outros sêres,
Sêres extranhos, que evocou o terra,
A mãe fecunda que devora os filhos?
De tantas gerações, baixeis submersos,
Das civilizações mudas, vetustas
Alguma cousa resta,— e persistente
Como esses areiaes diamantinos,
Mysteriosa como esse informe esboço
Que a natureza sem cessar amolda:
Tal é a infinda tradição das éras,
Lotus pairando sobre o largo oceano.
Bem vinda a Tradição! Oh fórma errante
Que andas de cyclo em cyclo sempre em busca
De quem um novo espirito te insufle;
Como alma do passado que transmigra,
Vens ao homem trazer-lhe mais coragem.
Dar mais ardor ao seu combate longo.


(...)

- T. B.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cavalos: Lusitano e Árabe

São nítidas as diferenças físicas e mentais entre as duas raças cavalares.
(O do lado esquerdo é Árabe, o do lado direito é Lusitano)

O Cavalo Puro Sangue Lusitano, robusto, de garrote alto, corpo vigoroso, controlado, pesado, e capaz de grandes distâncias;

O Cavalo Puro Sangue Árabe, pequeno, ágil, talhado a navalha, nervoso, de sangue quente, veloz, flexível.

Quando os cruzados demandaram a Terra Santa, embarcaram as suas montadas; levaram consigo os seus cavalos que, tal como os Cavalos Puro Sangue Lusitano, tinham características muito pouco apropriadas ao terreno.

Quando em confronto, em batalha, os sarracenos tinham maior mobilidade; pela flexibilidade, tamanho do animal e velocidade.

A percepção destas qualidades levou a que os Templários optassem por adquirir cavalos no terreno, ao invés de serem transportados a partir da Europa (também considerando o transporte, e o desgaste que a viagem por mar, e as condições então existentes, provocavam nos cavalos europeus).
Os Puro Sangue Árabe era a decisão certa a ser tomada, e foi. Pelo menos pelos Templários.

Já no que toca a outras Ordens Militares de então na Terra Santa, insistiam e persistiam nos cavalos europeus.
Tal levou a que muitas batalhas fossem perdidas pela mistificação, incapacidade estratégica, e casmurrice ...

Uma Belíssima montada os Puro Sangue Árabe.