

Carta de Teodomiro, rei dos suevos, escrita aos bispos que se encontram reunidos no Concílio de Lugo sobre as igrejas que ficam pertencendo às várias dioceses
- Jan. de 569 (TT)


Carta de Teodomiro, rei dos suevos, escrita aos bispos que se encontram reunidos no Concílio de Lugo sobre as igrejas que ficam pertencendo às várias dioceses
- Jan. de 569 (TT)



Há indícios de que o seu povoamento tenha tido inicio em épocas pré-históricas.
Esta conclusão é fundamentada pela descoberta de figuras rupestres em Palaçoulo.
O espólio aqui encontrado é composto, para alem de desenhos gravados em rocha, por algumas escavações feitas na pedra, identificadas como possível Santuário rupestre, sendo distinguidos, nas rochas marcas de espaços rectangulares e do que parecem ser pias. Estes achados são de extrema importância histórica e valor arqueológico.
Há também manifestações da permanência romana no território da freguesia, confirmados pela existência de vestígios de um Castro talvez romanizado (Penhal Castro), a Oeste da povoação, e ainda vestígios de um povoado romano, o “Toural”.
Crê-se que o seu topónimo tenha tido origem na língua Latim, com o termo “Palatiolum”, sofrendo uma transformação para Palaciolo na Idade Média, sofrendo evolução para Palaçuolo, em Língua Mirandesa.
A Heráldica da freguesia, cujo o parecer foi emitido a 24 de Abril de 2001, é composta por Brasão, Bandeira e Selo, figurando em cada um deles o seguinte: Brasão – Escudo de ouro, feixe de uma espiga de trigo e duas de centeio, de verde, passadas e atadas de vermelho, entre duas rodas dentadas de vermelho, tudo alinhado em faixa. Em chefe, cruz da Ordem de Cristo.







Foi reitoria da apresentação da mitra, ou, segundo a estatística paroquial de 1862, da apresentação alternada da sé e da mitra.
Foi cabeça de comenda da Ordem de Cristo, no termo da vila de Monforte de Rio Livre.
Pertenceu ao concelho de Monforte do Rio Livre, extinto em 31 de Dezembro de 1853, passando nessa data a integrar o de Chaves.
A freguesia é composta pelos lugares de Oucidres, Vila Nova e Vilar de Iseu.
A paróquia de Oucidres pertence ao arciprestado de Chaves e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922.
No centro da aldeia ergue-se um interessante cruzeiro, e a umas dezenas de metros deste uma bela capela, conhecida por Capela do Larouco, de um só altar e com a frontaria ocupada por uma galilé. A padroeira é a Senhora do Rosário. É nesta capelinha que segundo dizem guardam umas santas relíquias, que o povo diz terem grandes virtudes contra a doença da raiva ou hidrofobia.
A designação Larouco poderá indiciar a cristianização desta divindade pagã.
Possui ainda uma interessante fonte de mergulho.
No espaço das terras de cultura eleva-se uma pequena eminência a que o povo dá o nome de Alto da Torre o que poderá indicar que ali poderia ter existido uma fortaleza medieval.

Juro que voltarei
ainda que morresse ontem!
Voltarei aceso na cor louca da açucena
na inocência do homem
nos mil lírios do poema
voltarei!
Voltarei no pó do granito cinzento
na saudade do sorriso breve
no volteio alucinante do regibó no vento
na redonda monotonia da neve.
No jovem capaz de admirar-te
na memória do velho que se adivinha
Juro que voltarei!
Juro que voltarei para amar-te;
voltarei, pátria minha,
porque sempre te amei.
- José Dias Baptista, A Pátria Barrosã
Descrição
Conjunto de gravuras rupestres distribuídas pela superfície de dois afloramentos graníticos, um dos quais de grandes dimensões. Os motivos são de carácter geométrico-simbólico. Embora as rochas ainda estejam em estudo *1 parecem ser dominantes composições com base nos motivos de quadrados de cantos redondos segmentados por dois diâmetros. Visualizam-se igualmente alguns podomorfos e paletas.
Enquadramento
Rural. Planalto de Castro Laboreiro, já próximo das brandas da margem direita do rio Laboreiro. Vegetação dominante degradada, tojos, carqueja e urzes, substrato granítico. Pequeno anfiteatro natural virado a SO., dominando o vale do Laboreiro e, em fundo, as cristas da Serra da Peneda. Vêem-se em primeiro plano os últimos campos agricultados das brandas mais orientais e corre próxima a levada de água que as abastece.
Cronologia
Bronze Final / Idade do Ferro - gravação dos motivos.
(fonte: IHRU)



Este Castelo foi reconstruído pelos Templários.
Descrição
Planta oval, orientada no sentido N. / S., com restos de pano de muralha erguidas sobre as fragas, por vezes fazendo reentrâncias, que correspondem às antigas torres assinaladas por Duarte Darmas. A entrada principal - Porta do Sol - abre-se a nascente e a da traição - Porta do Sapo - a N., de arco pleno sobre pés-direitos. Pano de muralha no sentido E. / O. cria recinto fechado, com acesso por ponte de arco pleno sobre pés-direitos, e utilizado para recolha de gado e bens em época de invasão. Junto a esta muralha conservam-se ruínas da antiga cisterna.
Época Construção
Séc. XIII (conjectural)
Cronologia
Séc. 09 - D. Afonso III das Astúrias, o Magno, dá povoação de Castro Laboreiro e Castro ao Conde D. Hermenegildo, avô de São Rosendo, por este ter vencido Witiza que se havia revoltado; durante o domínio do Conde galego, o Castro foi adaptado a castelo, caindo depois no poder dos mouros;
1144 - D. Afonso Henriques conquista-o;
1145 - restaura-o; [adivinhem quem o restaurou, e assegurou a segurança e povoamento ...]
Séc. XIII - segundo inscrição, D. Sancho I completou a obra [!];
1212 - arrasado durante a invasão Leonesa;
1290 - reconstruído por D. Dinis; os Gomes de Abreu, de Merufe, tiveram durante muitos anos a alcaidaria de Laboreiro, que andava junta com a de Melgaço;
1375 - D. Fernando deu a alcaidaria a Estevão Anes Marinho;
Séc. XIV - depois da conquista de Melgaço, D. João I usou Castro Laboreiro para deter as várias incursões castelhanas vindas da Galiza;
1441 - era alcaide-mor Martim de Castro, que foi afastado devido a queixas dos moradores da vila;
1666, Maio - Baltazar Pantoja tomou o castelo de supresa depois de 4 horas de luta; deixou como Governador D. Pedro Esteves Ricarte, que se rendeu ao 3º Conde de Prado, D. Francisco de Sousa;
1671 - o rei, ao contrário do parecer de Michel Lescole, decide conservar o castelo de Castro Laboreiro;
1715 - depois de estabelecida a paz, ficou desguarnecido;
1766 / 1778 - o Conde de Bobadela, Governador das Armas da Província, ali mandou recolher 400 homens e mulheres que se negaram a apresentar seus filhos recenseados para o serviço militar;
1746 / 1779 - foi Governador da vila de Castro Laboreiro Manuel de Araújo Machado;
1801 - ocupado por tropas e defendido com 4 peças.
Características Particulares
Castelo construído no cimo de um monte, de difícil acesso, adaptando-se à morfologia do terreno. Foi construído por D. Dinis onde anteriormente se erguia um outro referenciado documentalmente desde há muito.
Observações
Segundo os desenhos de Duarte de Armas, o castelo de Castro Laboreiro tinha, por volta de 1506, as muralhas reforçadas por 5 torres quadrangulares envolvendo a torre de menagem central, precedida por outra construção e com cisterna mais para N. A S. erguia-se junto à torre construção não identificada. Na planta assinala apenas 1 porta a S., contudo no desenho lateral assinalou 2, as mesmas marcadas na planta actual do castelo.
(fonte: IHRU)