domingo, 30 de janeiro de 2011

A Verdade é a verdade, ...

... não tem segredos, mas tem estratos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Regressou

O Elmo de Batalha de D. Sebastião regressou à Lusitânia.
Cumprir-se-á Por Tu Graal.

'Sperae! Cahi no areal e na hora adversa
Que Deus concede aos seus
Para o intervallo em que esteja a alma immersa
Em sonhos que são Deus.

Louco, sim, louco, porque quiz grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.

Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nella ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver addiado que procria?

Que importa o areal e a morte e a desventura
Se com Deus me guardei?
É O que eu me sonhei que eterno dura,
É Esse que regressarei.

Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mysterio,
Abria em flor o Longe, e o Sul siderio
Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longinqua costa –
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em arvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, ha aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as fórmas invisiveis
Da distancia imprecisa, e, com sensiveis
Movimentos da esprança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A arvore, a praia, a flor, a ave, a fonte –
Os beijos merecidos da Verdade.

- Fernando Pessoa

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Baalbek: as ruínas do Templo do Sol, Júpiter e Baco

Baalbek ou Balbek (em aramaico Balabakk) é uma cidade histórica do Líbano.

Antiga cidade da Fenícia, no vale de Bekaa, tornou se colónia romana sob Augusto. A acrópole da cidade conserva importantes vestígios romanos.

As gigantescas ruínas de Baalbek encontram-se a meio da planície de Beqaa, entre as cordilheiras do Líbano e do Anti-Líbano. Foi chamada Heliópolis, "cidade do sol", pelos gregos e romanos.

Sua origem recua até perder-se nas antigas lendas de Baal, que era considerado " o controlador do destino humano". Durante os primeiros séculos da era cristã, Baalbek foi muito próspera e famosa. A construção dos edifícios, tais como os conhecemos actualmente, foi iniciada pelo Imperador romano Antonino Pio (138-161 d. C), e continuada por Septímio Severo e outros imperadores até Caracala (211-217 d.C).

Os romanos construiram Baalbek para honrar Júpiter, Baal e Baco, e para impressionar as nações do Oriente com o poder e a grandeza de Roma. Na condição de centro adoração do Sol, tornou-se conhecido como morada de um oráculo. Foi visitada pelos principais governantes, e por pessoas importantes que vinham de todas as partes.

(fonte: Wikipedia)

O Selo de Fernando IV, de Bourbon, 1º Rei das Duas Sicílias

(fonte: Arquivo Secreto do Vaticano)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pelourinho do Mogadouro

Enquadramento
Urbano, isolado. Ergue-se num largo, tendo atrás as ruínas do Palácio dos Pegados e, à sua frente o castelo de Mogadouro onde se inclui a chamada Torre do Relógio.

Descrição
Sobre soco quadrangular de três degraus, assenta base também quadrangular, muito rústica, coluna de fuste oitavado formado por quatro blocos, mostrando sensivelmente a meio sinais de ter posssuido uma argola. O capitel é constituído por disco achatado donde sai cruz grega. Remate piramidal de formato cónico, ornado em cada face por duas fiadas de semi-esferas.

Época Construção
Séc. XVI (conjectural)

Cronologia
1512, 04 Maio - concessão de foral por D. Manuel I; provável construção;
1706 - povoação dos Marqueses de Távora, pelo que o Corregedor de Miranda não entra a justiças no local; tem 200 vizinhos;
1758, 8 Abril - segundo o padre Luís Rodrigues de Carvalho nas Memórias Paroquiais, a freguesia era donatária dos Marqueses de Távora, à data D. Francisco de Assis, e, pelo secular, pertencia à comarca de Miranda do Douro; tinha 160 vizinhos e 507 pessoas; tinha juízes ordinários, dos quais um deles é da dita vila e outro por privilégio é sempredo lugar de Castelo Branco; tinha seus oficiais da Câmara, dos quais uns eram da vila e outros dos lugares do concelho; nela não entrava corregedor por especial privilégio doado à Casa de Távora, que compreendia todas as terras de que eles eram donatários.

Tipologia
Arquitectura jurisdicional. Pelourinho de "tipo bragançano", segundo Luis Chaves (1930). No entanto tem mais afinidades com os pelourinhos de Vila Franca de Lampaças, Sanceriz, Nozelos ou Gostei.

Materiais
Granito.

Observações
Segundo Malafaia, este não é o pelourinho primitivo, "de gaiola", desenhado por Duarte de Armas no Livro das Fortalezas.

(fonte: IHRU)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora das Virtudes ...

... da Ordem de São Francisco

------

----------------------------

Descrição
Planta longitudinal composta, nave única e capela-mor rectangular ambas sem cobertura; no lado direito anexa-se capela rectangular. Frontispício orientado, com portal de arco quebrado entaipado e 2 janelas quadrangulares; termina em frontão triangular vazado por vão de verga curva decorado. Capela lateral com frestas e encimada por platibanda separada com esferas sobre acrotérios. Cobertura em terraço. Nave com entradas por N., em arco quebrado, e por S. arco triunfal sobre colunelos com capitel fitomórfico, ladeado por 2 nichos em arco perfeito. A capela anexa tem abóbada de aresta sobre mísulas com decoração fitomórfica. Conservam-se ainda várias pedras sepulcrais, algumas datadas dos séculos XVI e XVII e armoriadas.

Utilização Inicial
Convento masculino da Ordem de São Francisco - Província de Portugal

Época Construção
Séc. XV / XVI

Cronologia
1419 - Licença do Papa Martinho V para D. Duarte edificar Mosteiro de São Francisco na ermida da Senhora das Virtudes;
1420, 15 Maio - já ali morava Fr. João das Marinhas e Fr. Diogo da Veiga;
1429 - Bula confirmando contrato e fundação do convento; D. Duarte fez alpendre para albergar romeiros, botica, campanário, nora e hospital, manda plantar pomares e vinha e favoreceu a feira; Infante D. Afonso isentou convento do pagamento da portagem do que se comprasse para ele;
Séc. XVI - D. Manuel fez coro na capela da igreja;
1618 - Senado da Câmara de Lisboa mandou cobrir a boca da cova de terra (localizada no claustro onde surgiu imagem), por pirâmide baixa, pintada.

Tipologia
Arquitectura religiosa, gótica e barroca. A nível planimétrico, integra-se no grupo de igrejas construídas no séc. 15, com planta longitudinal, capela-mor rectangular e possuindo capela anexa. Campanhas de obras posteriores modificaram radicalmente o seu aspecto.

Características Particulares
Portal de arco quebrado sobre colunelos com capitéis de folhagem naturalista.

Dados Técnicos
Estrutura de alvenaria rebocada e cantaria

Observações
Lenda que esteve na origem da fundação da igreja:
1403 - pastor ao procurar boi que fugira da manada, encontra-o entre o mato ajoelhado perante imagem da Virgem.
Comunicando o acontecido, ergueu-se ermida de ramos; devido à ocorrência de alguns milagres julga-se melhor fazer nova ermida em pedra num local mais conveniente, chamado Coroa do Pinhal d'El-Rei.
A imagem aparece no local primitivo, fazendo-se nova casa, que se transformou depois em convento. A imagem que apareceu ao pastor começou por ser designada de Santa Maria dos Ademar, mas como para fazer milagres tinha singular virtude,foi chamada de Santa Maria das Virtudes.
O revestimento azulejar da nave e capela-mor desapareceu, restando apenas alguns junto às impostas.

(fonte: IHRU)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Piedade Augusta

A Piedade Augusta é, no presente caso, uma inscrição votiva.

Trata-se de um bloco de calcário, que nas palavras de Luís da Silva Fernandes (a quem nos reportamos nesta análise), possivelmente oriunda da freguesia de Santa Maria dos Olivais.
Encontra-se junto à Alcáçova, na face exterior da Torre de Menagem, a nascente e a 3 metros do solo. Algumas letras encontram-se danificadas, mas ainda assim legíveis.

PIETATI/AVG(ustae) SACR(um)/Val(erius). MAXIM(us) IN MEMO[R(iam)]/SVAM
EI(sic) FILIARUM SVA[R(um)]/HAEC SIGNA P(osuit).

Consagrado à Piedade Augusta. Valério Máximo pôs estas estátuas em sua memória
e na das suas filhas.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Arnês de Batalha de D. Sebastião

Contributo para o Núcleo de Amigos do Elmo de D. Sebastião

domingo, 16 de janeiro de 2011

Castelo de Alcanede

O Castelo





Enquadramento
Rural. Isolado no alto de cabeço rochoso envolvido por vegetação, voltado a E..

Descrição
A barbacã subsiste nalguns pontos; cubelo de planta elíptica adossado à fachada exterior da torre de menagem de planta quadrangular, pela qual se tem acesso ao monumento através de porta em arco de volta perfeita encimada por cartela heráldica. Merlões rectangulares na torre de menagem, cubelo e nalguns panos de muralha. Possui adarve e uma cisterna.

Época Construção
Séc. XII / XIII

Cronologia
49 a.C. - tomado pelos romanos e ampliado foi sucessivamente ocupado e transformado por Alanos e Mouros;
1091 - conquistado pelo Conde D. Henrique;
Séc. XII - reconquistado por D. Afonso Henriques que lhe deu foral;
1163 - doação a Gonçalo Mendes de Sousa, alcaide-mor, que o terá reedificado;
1187 - doado por D. Sancho I à Ordem dos Templários;
1300 - doação confirmada por D. Dinis;
1318 - doação à Ordem de Avis;
1514 - foral novo por D. Manuel;
1531 - quase totalmente destruído por terramoto;
1936 - encontra-se em completa ruína;
1992, 01 Junho - o imóvel foi afecto ao Instituto Português do Património Arquitectónico, pelo Decreto-lei 106F/92.

(fonte: IHRU)