terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Thomar e a maravilhosa solidariedade humana
Trago-vos notícias de Thomar.
Com o Coração cheio de uma maravilhosa esperança nesta nova humanidade.
O ciclone foi 'altamente' selectivo. Num mesmo sítio foi capaz de arrancar pela raiz uma determinada árvore, e ao lado dela em nada tocar.
Foram 55 segundos que alteraram "o curso do rio".
Uma das amadas figueiras, já não é.
Os 3 ciprestes junto da Casa do Capítulo, já não são.
No Capítulo de D. Manuel, uma selectiva parte dos vitrais esquerdos, partiram.
No Castelo tudo bem.
No Oratório tudo bem.
Na "Horta", uma pequena queda do muro para a Mata, com queda de árvores de fora para dentro.
Mais as laranjeiras fortemente espanadas, e as árvores de acesso à "Horta", partidas. Já estão a ser removidas com todo o respeito e cuidado.
Com o Coração cheio de uma maravilhosa esperança nesta nova humanidade.
O ciclone foi 'altamente' selectivo. Num mesmo sítio foi capaz de arrancar pela raiz uma determinada árvore, e ao lado dela em nada tocar.
Foram 55 segundos que alteraram "o curso do rio".
Uma das amadas figueiras, já não é.
Os 3 ciprestes junto da Casa do Capítulo, já não são.
No Capítulo de D. Manuel, uma selectiva parte dos vitrais esquerdos, partiram.
No Castelo tudo bem.
No Oratório tudo bem.
Na "Horta", uma pequena queda do muro para a Mata, com queda de árvores de fora para dentro.
Mais as laranjeiras fortemente espanadas, e as árvores de acesso à "Horta", partidas. Já estão a ser removidas com todo o respeito e cuidado.
Na estrada para o Conjunto, várias árvores partidas e esgaçadas; a maior parte já foi serrada para não causar ainda mais incómodos à passagem.
Na Calçada de Santiago, muitas árvores nas mesmas condições.
Ao demais, muitas folhas de Outono espalhadas, e iniciada a sua recolha.
A solidariedade fez-se e faz-se sentir, e o empenho e boa vontade do quadro de pessoal do Conjunto Imemorial mostrou-se à altura dos acontecimentos.
Depois da tempestade, vem a bonança; e vem também, a limpeza, e a delicada tarefa da remoção das árvores de grande porte caídas em locais sensíveis.
A Mata foi a mais combalida; encontra-se interdita devido à queda de muitas árvores - umas partidas, as outras arrancadas pela raiz.
O som das motoserras varre os dias numa intensa e esforçada tentativa de limpeza (estava a necessitar, sim).
Em Santa Maria está tudo bem.
Em São João Baptista está tudo bem.
Na cidade e seus termos, vinga e vigora a solidariedade e a inter-ajuda; a prática e a concretização de mãos dadas.
Uma imagem bela ... Será que a imaginação imaginaria tanto? ... Ei-la aí, como prova e penhor de um mundo melhor.
A mudança, qual rio, inicia-se com uma gota, e que gota ...
A União faz a Força.
Uma linda lição de Vida.
Não tens corpo, nem pátria, nem família,
Não te curvas ao jugo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos,
O que vem e o que foi.
És a carne dos desuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
És aquele alimento
De quem, farto de pão, anda faminto.
És a graça da vida em toda a parte,
Ou em arte,
Ou em simples verdade.
És o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.
És um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
És o jeito
Que tem, antes de mestre, o aprendiz.
És a beleza, enfim. És o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem traço…
Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço.
A solidariedade fez-se e faz-se sentir, e o empenho e boa vontade do quadro de pessoal do Conjunto Imemorial mostrou-se à altura dos acontecimentos.
Depois da tempestade, vem a bonança; e vem também, a limpeza, e a delicada tarefa da remoção das árvores de grande porte caídas em locais sensíveis.
A Mata foi a mais combalida; encontra-se interdita devido à queda de muitas árvores - umas partidas, as outras arrancadas pela raiz.
O som das motoserras varre os dias numa intensa e esforçada tentativa de limpeza (estava a necessitar, sim).
Em Santa Maria está tudo bem.
Em São João Baptista está tudo bem.
Na cidade e seus termos, vinga e vigora a solidariedade e a inter-ajuda; a prática e a concretização de mãos dadas.
Uma imagem bela ... Será que a imaginação imaginaria tanto? ... Ei-la aí, como prova e penhor de um mundo melhor.
A mudança, qual rio, inicia-se com uma gota, e que gota ...
A União faz a Força.
Uma linda lição de Vida.
Não tens corpo, nem pátria, nem família,
Não te curvas ao jugo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos,
O que vem e o que foi.
És a carne dos desuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
És aquele alimento
De quem, farto de pão, anda faminto.
És a graça da vida em toda a parte,
Ou em arte,
Ou em simples verdade.
És o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.
És um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
És o jeito
Que tem, antes de mestre, o aprendiz.
És a beleza, enfim. És o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem traço…
Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço.
- Miguel Torga, A Beleza
domingo, 12 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Gil Vicente: o dramaturgo, e, o ourives
Gil Vicente, foi a um tempo ourives e dramaturgo.

Enquanto ourives, ganhava o seu sustento e dos seus. E, enquanto dramaturgo, dava asas à sua enorme capacidade cénica e imaginativa
Manteve sempre uma forte ligação a Tomar, na medida em que na sua qualidade de ourives, foi fiscal de todas as obras de ouro e prata do Convento de Cristo, nomeado por D. Manuel. Esta peça, pode ser o resultado da sua capacidade de ourives (recorde-se que Gil Vicente nasceu na região da ourivesaria por excelência; a filigrana portuguesa).
Foi no Convento de Cristo, e perante D. João III, que levou à cena pela primeira vez a Farsa de Inês Pereira.
A peça teatral contaria as aventuras de uma tomarense do século XVI, tão bonita quanto cabeça de vento. Tinha dois namorados: um, sério e trabalhador, mas calado e antiquado; e o outro, um doidivanas, mas bom dançarino e cantor.
Manteve sempre uma forte ligação a Tomar, na medida em que na sua qualidade de ourives, foi fiscal de todas as obras de ouro e prata do Convento de Cristo, nomeado por D. Manuel. Esta peça, pode ser o resultado da sua capacidade de ourives (recorde-se que Gil Vicente nasceu na região da ourivesaria por excelência; a filigrana portuguesa).
Foi no Convento de Cristo, e perante D. João III, que levou à cena pela primeira vez a Farsa de Inês Pereira.
A peça teatral contaria as aventuras de uma tomarense do século XVI, tão bonita quanto cabeça de vento. Tinha dois namorados: um, sério e trabalhador, mas calado e antiquado; e o outro, um doidivanas, mas bom dançarino e cantor.
Inês acabou por escolher o mais divertido para casar-se. Contudo, o dançarino era muito ciumento e violento; batia-lhe e fechava-a a sete chaves. A pobre Inês pensava ter desposado uma festa contínua, e acabou trancafiada.
Valeu-lhe que o marido era escudeiro, e que acabou por ter de partir para a guerra no norte de África, onde acabou por morreu em combate contra os mouros.
Inês Pereira tornou-se o modelo da víuva alegre, e não tardou a casar-se com o seu primeiro pretendente.
Já tinha a sua cota parte de ciúmes e sovas.
Soía dizer: "Antes quero asno que me leve, do que cavalo que me derrube."
O Guardião de Azinhoso
Na senda da descoberta de Mogadouro, e seus termos, oferecida por Antero Neto no seu Mogadoyro, temos desta feita o previlégio de podermos ver um falcão, pousado e em vôo. Com neve em pano de fundo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Subscrevo na íntegra
Escolástica Maria
Mosteiro de Leça do Balio - Comenda Templária.
Um comentário:
Não é exemplo único da 'usurpação da propriedade' da Ordem do Templo em Portugal, infelizmente é um facto 'corriqueiro' na História deste País, mas aquilo que deveras tolhe é a falta de Honra e Dignidade por parte dos beneficiários dessa usurpação na não reposição da verdade ....
Mosteiro de Leça do Balio - Comenda Templária.
Um comentário:
Não é exemplo único da 'usurpação da propriedade' da Ordem do Templo em Portugal, infelizmente é um facto 'corriqueiro' na História deste País, mas aquilo que deveras tolhe é a falta de Honra e Dignidade por parte dos beneficiários dessa usurpação na não reposição da verdade ....
Bem Haja a Escolástica Maria pela Bravura e Coragem na defesa da verdade.
As imagens lembram-lhes 'algo'? ...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Anão e servos, menestrel e bardos,
o árabe narrador e as bailarinas
desertaram das salas do banquete.
Haydea e seu amante, a sós, estavam,
vendo o sol que em desmaio no ocidente
bordava o céu de franjas cor-de-rosa.
Ave-Maria! estrela do viandante,
tu conduzes ao pouso o peregrino
que anda, longe dos seus, na terra estranha.
Salve, estrela do mar; em ti se fitam
olhos e coração do marinheiro
que no oceano te saúda agora.
Salve, rainha excelsa, Ave-Maria!
Ei-la que chega a hora do teu culto,
à tardinha, em céu meigo, à luz do ocaso!
Bendita seja est'hora tão querida,
e o tempo, e o clima, e os sítios suspirados,
onde eu gozava na manhã da vida
o enlevo, - o santo enlevo, - deste instante!
Soava ao longe, - bem me lembro ainda, -
na velha torre o sino do mosteiro;
subia ao céu em notas morredouras
o harmonioso cântico da tarde;
era tudo silêncio, - e só se ouvia
a natureza a suspirar seus hinos
de arroubo e fé, - de devoção e pasmo.
Hora do coração, do amor, das preces,
Salve, Maria. Enlevo a ti minha alma,
Como é formoso o oval de teu semblante!
Amo teu rosto feiticeiro e belo,
amo o doce recato de teus olhos,
que se cravam na terra, enquanto adejam
sobre tua puríssima cabeça
cândidas asas de celeste anúncio!
Será isto um painel da fantasia?
Um quadro, um canto, uma legenda, um sonho?
Não! somente me prostro ante a verdade.
Aprazem-se uns obscuros casuístas
em criminar-me de ímpio. - Eles que venham
ajoelhar-se e suplicar comigo...
Veremos qual de nós melhor conhece
o caminho do céu. - São meus altares
as montanhas, as vagas do oceano,
a terra, o ar, os astros, o universo,
tudo o que emana da sublime Essência,
de onde exalou-se, e aonde irá minh'alma.
Hora doce do trêmulo crepúsculo!
quantas vezes errante, junto à praia,
na solidão dos bosques de Ravena,
que se alastram por onde antigamente
flutuavam as ondas do Adriático,
Bosques frondosos, para mim sagrados
pelos graciosos contos do Boccácio,
pelos versos de Dryden; - quantas vezes
aí cismei aos arrebóis da tarde!
Tudo o que há de mais grato, a ti devemos,
oh Héspero: - ao romeiro fatigado
dás a hospedagem: - a cansado obreiro,
a refeição da tarde; - ao passarinho,
a asa da mãe; - ao boi, o aprisco:
toda a paz que se goza em torno aos lares,
o quente, o meigo aninho dos penates,
descem contigo à hora do repouso,
tu coas n'alma o doce da saudade;
moves o coração, que a vez primeira
sai da terra natal, deixa os amigos,
e anda à mercê das ondas do oceano:
enterneces, enfim, o peregrino
ao som da torre, cuja voz sentida
como que chora o dia moribundo.
- Lord Byron
Thomar

Pátria até que os meus pés
Se magoem no chão.
Até que o coração
Bata descompassado.
Até que eu não entenda
A voz livre do vento
E o silêncio tolhido
Das penedias.
Até que a minha sede
Não reconheça as fontes.
Até que seja outro
E para outros
O aceno ancestral dos horizontes.
- Miguel Torga, Limite
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Almofala: A Torre das Águias
Enquadramento
Rural; isolado, situado em cabeço sobranceiro a vasto planalto, à Ribeira de Aguiar a O. e à Ribeira de Rodelos a N..
Na envolvente imediata foram detectadas fundações de muros que definem compartimentos, casas e ruas, vestígios de antiga aldeia.
Descrição
Planta rectangular; desprovida de cobertura.
Embasamento proeminente em forma de podium, com cerca de dois metros de altura, construído com grandes silhares de granito e rematado por cornija ou moldura, sendo visível nos lados N., S. e O., enquanto a E. parece ter sido truncado.
As paredes N., S. e O. assentes sobre o podium, são construídas em alvenaria de xisto, enquanto a parede E. congrega blocos irregulares de xisto e de granito; articulam-se através de quatro cunhais construídos com grandes blocos de granito.
Alçado principal: orientado a E.; três registos; 1º registo: porta em arco recto; 2º registo: janela em arco recto; 3º registo: janela em arco recto.
Alçado O.: três registos; 1º registo: cego ; 2º registo: pequena janela em arco recto descentrada; 3º registo: janela em arco recto.
Alçado N.: muros desmoronados.
Alçado S.: muros desmoronados.
Interior: espaço único entulhado; junto às paredes internas do podium e encostado a estas existe um pequeno muro de reforço; no reboco da face interna da parede O. existe ainda o registo de uma escada de acesso ao último registo.
Cronologia
Época romana, Séc. II d.c. - construção de templo ( A.V.Rodrigues, H.Frade );
Séc. X - hipotética construção de fortaleza (J.M.Garcia) *2;
Época medieval - seria atalaia ou torre defensiva em redor da qual se desenvolveu uma povoação ou teria permanecido a função religiosa ainda que reconvertida ? (H.Frade); denominar-se-ia inicialmente Turris Aquilaris (Torre das Águias) e teria servido de designativo ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar ou das Águias ( J.M.Garcia );
1165 - doação de Fernando II de Leão ao Convento de Santa Maria de Aguiar da Granja de Rio-Chico e outros domínios, daí resultando o facto da povoação de Torre das Águias se passar a denominar Torre dos Frades (J.M.Garcia);
Séc. XVI - as modificações operadas nesta época terão sido responsáveis pela redução do tamanho primitivo do edifício: a construção da parede E. terá levado à destruição de parte do podium e à mudança do acesso ao interior; possível remodelação das duas janelas da parede W.(H.Frade); as escavações efectuadas colocaram a descoberto vestígios da antiga aldeia;
1527 - contava 37 moradores;
Séc. XVII - funcionou como atalaia militar durante as Guerras da Restauração, que acumulou com a função residencial (J.Almeida, A.V.Rodrigues); reforçada com pequeno fortim;
1642 - teria sido definitivamente destruída e destituída da sua função militar após o ataque do Duque de Alba, o que terá contribuído para o desaparecimento gradual da povoação;
1941 - um ciclone terá provocado a ruína das paredes, segundo informação oral da população.
Tipologia
Arquitectura religiosa, romano e arquitectura militar, medieval.
Templo romano de planta clássica rectangular, correspondendo o actual espaço à cella; presença de podium, cuja cornija apresenta perfil característico dos templos dessa época.Teria sido inspirado no Templo de Júlio César no Forum de Roma (A.V.Rodrigues).
Características Particulares
Modificações posteriores para adaptação a atalaia militar e/ou residência senhorial; conjugação do aparelho de granito estrutural com alvenaria de xisto.
Observações
*1 Imóvel também designado por Torre das Águias, Torre dos Frades, Torre de Aguiar.
*2 Época romana, Séc. II d.c - construção de templo situando-se na proximidade de castro pré-romano (A. V. Rodrigues); construção de templo de planta rectangular, podium e paredes N. S. e O., tendo sido a actual parede E. construída posteriormente ainda que apresente o seu alicerce semelhante aos restantes, colocando-se a hipótese de que corresponderia à parede E. da cella, compartimento cujas dimensões corresponderiam ao espaço hoje visível; o acesso era feito através de uma escadaria que se desenvolvia através da parede E., dela apenas restando as fundações; teria talvez existido uma cripta, correspondente à altura do podium e sob a cella (H. Frade). A ausência de elementos arquitectónicos não permite ainda afirmar se se tratava de um templo in antis, com duas colunas adossadas e duas isentas na fachada, ou de um templo próstilo tetrástilo, ainda que esta última hipótese seja mais credível (H. Frade); desconhece-se a divindade a que era dedicado e a sua envolvente : forum, santuário ou local de culto da população de um vicus?
(fonte: IHRU)
Rural; isolado, situado em cabeço sobranceiro a vasto planalto, à Ribeira de Aguiar a O. e à Ribeira de Rodelos a N..
Na envolvente imediata foram detectadas fundações de muros que definem compartimentos, casas e ruas, vestígios de antiga aldeia.
Descrição
Planta rectangular; desprovida de cobertura.
Embasamento proeminente em forma de podium, com cerca de dois metros de altura, construído com grandes silhares de granito e rematado por cornija ou moldura, sendo visível nos lados N., S. e O., enquanto a E. parece ter sido truncado.
As paredes N., S. e O. assentes sobre o podium, são construídas em alvenaria de xisto, enquanto a parede E. congrega blocos irregulares de xisto e de granito; articulam-se através de quatro cunhais construídos com grandes blocos de granito.
Alçado principal: orientado a E.; três registos; 1º registo: porta em arco recto; 2º registo: janela em arco recto; 3º registo: janela em arco recto.
Alçado O.: três registos; 1º registo: cego ; 2º registo: pequena janela em arco recto descentrada; 3º registo: janela em arco recto.
Alçado N.: muros desmoronados.
Alçado S.: muros desmoronados.
Interior: espaço único entulhado; junto às paredes internas do podium e encostado a estas existe um pequeno muro de reforço; no reboco da face interna da parede O. existe ainda o registo de uma escada de acesso ao último registo.
Cronologia
Época romana, Séc. II d.c. - construção de templo ( A.V.Rodrigues, H.Frade );
Séc. X - hipotética construção de fortaleza (J.M.Garcia) *2;
Época medieval - seria atalaia ou torre defensiva em redor da qual se desenvolveu uma povoação ou teria permanecido a função religiosa ainda que reconvertida ? (H.Frade); denominar-se-ia inicialmente Turris Aquilaris (Torre das Águias) e teria servido de designativo ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar ou das Águias ( J.M.Garcia );
1165 - doação de Fernando II de Leão ao Convento de Santa Maria de Aguiar da Granja de Rio-Chico e outros domínios, daí resultando o facto da povoação de Torre das Águias se passar a denominar Torre dos Frades (J.M.Garcia);
Séc. XVI - as modificações operadas nesta época terão sido responsáveis pela redução do tamanho primitivo do edifício: a construção da parede E. terá levado à destruição de parte do podium e à mudança do acesso ao interior; possível remodelação das duas janelas da parede W.(H.Frade); as escavações efectuadas colocaram a descoberto vestígios da antiga aldeia;
1527 - contava 37 moradores;
Séc. XVII - funcionou como atalaia militar durante as Guerras da Restauração, que acumulou com a função residencial (J.Almeida, A.V.Rodrigues); reforçada com pequeno fortim;
1642 - teria sido definitivamente destruída e destituída da sua função militar após o ataque do Duque de Alba, o que terá contribuído para o desaparecimento gradual da povoação;
1941 - um ciclone terá provocado a ruína das paredes, segundo informação oral da população.
Tipologia
Arquitectura religiosa, romano e arquitectura militar, medieval.
Templo romano de planta clássica rectangular, correspondendo o actual espaço à cella; presença de podium, cuja cornija apresenta perfil característico dos templos dessa época.Teria sido inspirado no Templo de Júlio César no Forum de Roma (A.V.Rodrigues).
Características Particulares
Modificações posteriores para adaptação a atalaia militar e/ou residência senhorial; conjugação do aparelho de granito estrutural com alvenaria de xisto.
Observações
*1 Imóvel também designado por Torre das Águias, Torre dos Frades, Torre de Aguiar.
*2 Época romana, Séc. II d.c - construção de templo situando-se na proximidade de castro pré-romano (A. V. Rodrigues); construção de templo de planta rectangular, podium e paredes N. S. e O., tendo sido a actual parede E. construída posteriormente ainda que apresente o seu alicerce semelhante aos restantes, colocando-se a hipótese de que corresponderia à parede E. da cella, compartimento cujas dimensões corresponderiam ao espaço hoje visível; o acesso era feito através de uma escadaria que se desenvolvia através da parede E., dela apenas restando as fundações; teria talvez existido uma cripta, correspondente à altura do podium e sob a cella (H. Frade). A ausência de elementos arquitectónicos não permite ainda afirmar se se tratava de um templo in antis, com duas colunas adossadas e duas isentas na fachada, ou de um templo próstilo tetrástilo, ainda que esta última hipótese seja mais credível (H. Frade); desconhece-se a divindade a que era dedicado e a sua envolvente : forum, santuário ou local de culto da população de um vicus?
(fonte: IHRU)

Inserida num vale, e com o Rio Águeda a separá-la de Espanha, Almofala foi atractivo para vários povos.
Em Santo André foi localizado um castro Celta, destacando-se ainda hoje as esculturas Zoomórficas (Berrões) a atestar a presença de Vetões.
A presença romana é bem visível na torre e na Ara votiva que nos fala da CIVITAS COBELCORUM.
O topónimo Almofala tem origem árabe, no termo ALMOHALA e significa “acampamento”. Surge mencionado pela primeira vez em documentos do ano de 1217.
Em Outubro de 1642, a freguesia foi muito destruída pelos espanhóis e, existindo um cruzeiro a assinalar esse episódio.
Foi nessa altura que as aldeias de Torre dos Frades e Colmenar, foram completamente destruídas.
Em termos Monumentais destacam-se a Torre de Almofala, classificada como Monumento Nacional. O Cruzeiro Roquilho do séc. XVI, classificado como Imóvel de Interesse Público que assinala uma antiga via de peregrinação a Santiago de Compostela.
Em Santo André foi localizado um castro Celta, destacando-se ainda hoje as esculturas Zoomórficas (Berrões) a atestar a presença de Vetões.
A presença romana é bem visível na torre e na Ara votiva que nos fala da CIVITAS COBELCORUM.
O topónimo Almofala tem origem árabe, no termo ALMOHALA e significa “acampamento”. Surge mencionado pela primeira vez em documentos do ano de 1217.
Em Outubro de 1642, a freguesia foi muito destruída pelos espanhóis e, existindo um cruzeiro a assinalar esse episódio.
Foi nessa altura que as aldeias de Torre dos Frades e Colmenar, foram completamente destruídas.
Em termos Monumentais destacam-se a Torre de Almofala, classificada como Monumento Nacional. O Cruzeiro Roquilho do séc. XVI, classificado como Imóvel de Interesse Público que assinala uma antiga via de peregrinação a Santiago de Compostela.
(fonte: Câm. Mun. de F. de Castelo Rodrigo)
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