
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O Guardião de Azinhoso
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Subscrevo na íntegra
Mosteiro de Leça do Balio - Comenda Templária.
Um comentário:
Não é exemplo único da 'usurpação da propriedade' da Ordem do Templo em Portugal, infelizmente é um facto 'corriqueiro' na História deste País, mas aquilo que deveras tolhe é a falta de Honra e Dignidade por parte dos beneficiários dessa usurpação na não reposição da verdade ....
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Anão e servos, menestrel e bardos,
o árabe narrador e as bailarinas
desertaram das salas do banquete.
Haydea e seu amante, a sós, estavam,
vendo o sol que em desmaio no ocidente
bordava o céu de franjas cor-de-rosa.
Ave-Maria! estrela do viandante,
tu conduzes ao pouso o peregrino
que anda, longe dos seus, na terra estranha.
Salve, estrela do mar; em ti se fitam
olhos e coração do marinheiro
que no oceano te saúda agora.
Salve, rainha excelsa, Ave-Maria!
Ei-la que chega a hora do teu culto,
à tardinha, em céu meigo, à luz do ocaso!
Bendita seja est'hora tão querida,
e o tempo, e o clima, e os sítios suspirados,
onde eu gozava na manhã da vida
o enlevo, - o santo enlevo, - deste instante!
Soava ao longe, - bem me lembro ainda, -
na velha torre o sino do mosteiro;
subia ao céu em notas morredouras
o harmonioso cântico da tarde;
era tudo silêncio, - e só se ouvia
a natureza a suspirar seus hinos
de arroubo e fé, - de devoção e pasmo.
Hora do coração, do amor, das preces,
Salve, Maria. Enlevo a ti minha alma,
Como é formoso o oval de teu semblante!
Amo teu rosto feiticeiro e belo,
amo o doce recato de teus olhos,
que se cravam na terra, enquanto adejam
sobre tua puríssima cabeça
cândidas asas de celeste anúncio!
Será isto um painel da fantasia?
Um quadro, um canto, uma legenda, um sonho?
Não! somente me prostro ante a verdade.
Aprazem-se uns obscuros casuístas
em criminar-me de ímpio. - Eles que venham
ajoelhar-se e suplicar comigo...
Veremos qual de nós melhor conhece
o caminho do céu. - São meus altares
as montanhas, as vagas do oceano,
a terra, o ar, os astros, o universo,
tudo o que emana da sublime Essência,
de onde exalou-se, e aonde irá minh'alma.
Hora doce do trêmulo crepúsculo!
quantas vezes errante, junto à praia,
na solidão dos bosques de Ravena,
que se alastram por onde antigamente
flutuavam as ondas do Adriático,
Bosques frondosos, para mim sagrados
pelos graciosos contos do Boccácio,
pelos versos de Dryden; - quantas vezes
aí cismei aos arrebóis da tarde!
Tudo o que há de mais grato, a ti devemos,
oh Héspero: - ao romeiro fatigado
dás a hospedagem: - a cansado obreiro,
a refeição da tarde; - ao passarinho,
a asa da mãe; - ao boi, o aprisco:
toda a paz que se goza em torno aos lares,
o quente, o meigo aninho dos penates,
descem contigo à hora do repouso,
tu coas n'alma o doce da saudade;
moves o coração, que a vez primeira
sai da terra natal, deixa os amigos,
e anda à mercê das ondas do oceano:
enterneces, enfim, o peregrino
ao som da torre, cuja voz sentida
como que chora o dia moribundo.
- Lord Byron
Thomar

Pátria até que os meus pés
Se magoem no chão.
Até que o coração
Bata descompassado.
Até que eu não entenda
A voz livre do vento
E o silêncio tolhido
Das penedias.
Até que a minha sede
Não reconheça as fontes.
Até que seja outro
E para outros
O aceno ancestral dos horizontes.
- Miguel Torga, Limite
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Almofala: A Torre das Águias
Rural; isolado, situado em cabeço sobranceiro a vasto planalto, à Ribeira de Aguiar a O. e à Ribeira de Rodelos a N..
Na envolvente imediata foram detectadas fundações de muros que definem compartimentos, casas e ruas, vestígios de antiga aldeia.
Descrição
Planta rectangular; desprovida de cobertura.
Embasamento proeminente em forma de podium, com cerca de dois metros de altura, construído com grandes silhares de granito e rematado por cornija ou moldura, sendo visível nos lados N., S. e O., enquanto a E. parece ter sido truncado.
As paredes N., S. e O. assentes sobre o podium, são construídas em alvenaria de xisto, enquanto a parede E. congrega blocos irregulares de xisto e de granito; articulam-se através de quatro cunhais construídos com grandes blocos de granito.
Alçado principal: orientado a E.; três registos; 1º registo: porta em arco recto; 2º registo: janela em arco recto; 3º registo: janela em arco recto.
Alçado O.: três registos; 1º registo: cego ; 2º registo: pequena janela em arco recto descentrada; 3º registo: janela em arco recto.
Alçado N.: muros desmoronados.
Alçado S.: muros desmoronados.
Interior: espaço único entulhado; junto às paredes internas do podium e encostado a estas existe um pequeno muro de reforço; no reboco da face interna da parede O. existe ainda o registo de uma escada de acesso ao último registo.
Cronologia
Época romana, Séc. II d.c. - construção de templo ( A.V.Rodrigues, H.Frade );
Séc. X - hipotética construção de fortaleza (J.M.Garcia) *2;
Época medieval - seria atalaia ou torre defensiva em redor da qual se desenvolveu uma povoação ou teria permanecido a função religiosa ainda que reconvertida ? (H.Frade); denominar-se-ia inicialmente Turris Aquilaris (Torre das Águias) e teria servido de designativo ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar ou das Águias ( J.M.Garcia );
1165 - doação de Fernando II de Leão ao Convento de Santa Maria de Aguiar da Granja de Rio-Chico e outros domínios, daí resultando o facto da povoação de Torre das Águias se passar a denominar Torre dos Frades (J.M.Garcia);
Séc. XVI - as modificações operadas nesta época terão sido responsáveis pela redução do tamanho primitivo do edifício: a construção da parede E. terá levado à destruição de parte do podium e à mudança do acesso ao interior; possível remodelação das duas janelas da parede W.(H.Frade); as escavações efectuadas colocaram a descoberto vestígios da antiga aldeia;
1527 - contava 37 moradores;
Séc. XVII - funcionou como atalaia militar durante as Guerras da Restauração, que acumulou com a função residencial (J.Almeida, A.V.Rodrigues); reforçada com pequeno fortim;
1642 - teria sido definitivamente destruída e destituída da sua função militar após o ataque do Duque de Alba, o que terá contribuído para o desaparecimento gradual da povoação;
1941 - um ciclone terá provocado a ruína das paredes, segundo informação oral da população.
Tipologia
Arquitectura religiosa, romano e arquitectura militar, medieval.
Templo romano de planta clássica rectangular, correspondendo o actual espaço à cella; presença de podium, cuja cornija apresenta perfil característico dos templos dessa época.Teria sido inspirado no Templo de Júlio César no Forum de Roma (A.V.Rodrigues).
Características Particulares
Modificações posteriores para adaptação a atalaia militar e/ou residência senhorial; conjugação do aparelho de granito estrutural com alvenaria de xisto.
Observações
*1 Imóvel também designado por Torre das Águias, Torre dos Frades, Torre de Aguiar.
*2 Época romana, Séc. II d.c - construção de templo situando-se na proximidade de castro pré-romano (A. V. Rodrigues); construção de templo de planta rectangular, podium e paredes N. S. e O., tendo sido a actual parede E. construída posteriormente ainda que apresente o seu alicerce semelhante aos restantes, colocando-se a hipótese de que corresponderia à parede E. da cella, compartimento cujas dimensões corresponderiam ao espaço hoje visível; o acesso era feito através de uma escadaria que se desenvolvia através da parede E., dela apenas restando as fundações; teria talvez existido uma cripta, correspondente à altura do podium e sob a cella (H. Frade). A ausência de elementos arquitectónicos não permite ainda afirmar se se tratava de um templo in antis, com duas colunas adossadas e duas isentas na fachada, ou de um templo próstilo tetrástilo, ainda que esta última hipótese seja mais credível (H. Frade); desconhece-se a divindade a que era dedicado e a sua envolvente : forum, santuário ou local de culto da população de um vicus?
(fonte: IHRU)

Em Santo André foi localizado um castro Celta, destacando-se ainda hoje as esculturas Zoomórficas (Berrões) a atestar a presença de Vetões.
A presença romana é bem visível na torre e na Ara votiva que nos fala da CIVITAS COBELCORUM.
O topónimo Almofala tem origem árabe, no termo ALMOHALA e significa “acampamento”. Surge mencionado pela primeira vez em documentos do ano de 1217.
Em Outubro de 1642, a freguesia foi muito destruída pelos espanhóis e, existindo um cruzeiro a assinalar esse episódio.
Foi nessa altura que as aldeias de Torre dos Frades e Colmenar, foram completamente destruídas.
Em termos Monumentais destacam-se a Torre de Almofala, classificada como Monumento Nacional. O Cruzeiro Roquilho do séc. XVI, classificado como Imóvel de Interesse Público que assinala uma antiga via de peregrinação a Santiago de Compostela.
(fonte: Câm. Mun. de F. de Castelo Rodrigo)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Uma Homenagem bela


Uma sentida e terna recordação e homenagem:
Ao primeiro Templário português
Vem.
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes,
sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos,
sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca,
contemo-nos todos os segredos do mundo,
como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos
que só são capazes de entender
se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão: "toca",
se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
- Rumi
domingo, 5 de dezembro de 2010
Brighid e Santa Brígida

- D. A.Brigit é uma antiga Deusa Tripla do Fogo e foi venerada por toda a Bretanha e Europa.
Está particularmente associada ao Imbolc, o primeiro dos 4 grandes festivais célticos do ano.
Preside o fogo, a beleza e todas as Artes.
O nome Brigit originalmente teria significado Deusa, e era conferido a todas as Deusas irlandesas e britânicas.
Na forma irlandesa o seu nome significa "Alta" ou "exaltada".
Alguns, no entanto, dizem que o nome Brigit vem de Breo-saigit que quer dizer flecha flamejante.
Também é chamada de Bride (BRIDA), Brigit e Brighde, simbolizando os 3 diferentes tipos de fogo.
Ela é o Fogo da Inspiração, a Musa, a Deusa da poesia declamada pela fonte sagrada.
A palavra poesia vem de poesias, significando criação.
Antigamente os poetas encontravam-se sobre a protecção de Brigit.
Os seus sacerdotes traziam um bastão dourado com pequenos sinos em sua honra.
Outros nomes foram-lhe conferidos, tais foram: Brigidu, Brigantia e Briginda.
Brigit é a Deusa das Fontes Curadoras. Há muitas fontes de Brigit por toda a Bretanha, onde as suas águas ainda hoje podem ser bebidas. As pessoas podem banhar-se nas águas curadoras que contém minerais, e a sua vibração ígnea.
As fontes termais expressam o encontro do fogo com água, e por isso são especialmente sagradas para a Deusa.
Brigit é a Deusa da Lareira da casa e dos ferreiros.
Antigamente a lareira era o coração das casas, a fonte de luz, de calor e alimentação.
Uma nova casa só era considerada um lar depois que uma chama de Brigit fosse acesa na lareira.
Brigit também é a Deusa da Forja, a ígnea arte alquímica de moldar metais brutos criando beleza.
Dizem que por meio da forja, Brigit construiu o primeiro apito que tornou possível chamar alguém à distância e durante a noite.
É também a Deusa Vaca Branca reverenciada antigamente como a Senhora capaz de dar e sustentar a vida. É comummente representada como uma mulher ordenhando uma vaca, envergando um longa túnica de lã de ovelha, um de seus muitos animais sagrados.
A forma latinizada do nome Brigit é Brigantia, encontrado por toda Bretanha e Europa.
Brigantia foi também o antigo reino que incluía a antiga Inglaterra, Bretanha e norte da Espanha.
Brigit foi reverenciada em Roma, na Bretanaha e País de Gales, mas é indubitavelmente uma Deusa muito mais antiga.
Ela foi transformada em Santa Brígida pela Igreja Católica em meados de 453 D.C.
Assim como a Deusa Brigit, Santa Brígida era conhecida como a padroeira dos trabalhos agrícolas e do gado, protectora da casa contra o fogo e calamidade.
Brigit também é uma Deusa do Sol, conhecida na Irlanda como Bride dos Cabelos Dourados, Bride das Colinas Brancas, e na Escócia como Bride das Claras Palmas e Maria dos Galeses.
Como Noiva (note-se que Bride é a palavra inglesa para noiva) é a Deusa original que todos os noivos honram quando desejam casar-se.
Brigit possui 4 animais sagrados: a cobra, a vaca, o lobo e o abutre.
A Cobra é a "Serpente Criadora" que era guardada nos seus santuários onde oráculos eram revelados aos homens.
O seu segundo animal é a Vaca Sagrada. Seu abundante leite nutre os humanos, as crianças em particular.
É relacionada com o lobo, pois este é um dos animais sagrados das Ilhas britânicas.
No seu aspecto de Deusa da Morte, está associada com o Abutre ou outras aves de rapina.
Igualmente é-lhe consagrado o cisne; tanto o branco quanto o negro.
Os antigos povos europeus acreditavam que o cisne era o resultado da união da serpente com o pato, simbolizando o fogo e a água respectivamente, ambos sagrados para Brigit.
A festa de Brigit inicia-se no começo de Fevereiro, entre o Inverno e a primavera.
Esta festa é denomida Imbolc e significa: "no leite", uma vez que esta celebração ocorre durante o período em que as ovelhas e vacas encontram-se em seu período de lactação.
Nesta data, os primeiros raios de sol de Brigit iluminam os dias escuros do inverno.
Este é o momento quando Brigit espalha o seu manto sobre a Terra, uma vez mais, abençoado a vida.
Antigamente dizia-se que "Brigit é aquela que sopra a vida na boca do Inverno morto".
Antigamente a Chama de Brigita queimava continuamente no seu santuário em Kildare.
O fogo era guardado por 19 Virgens num Ciclo de 20 dias, um para cada Virgem, e ao vigésimo dia, Brigit tratava ela mesma da chama.
Assumiu inúmeros aspectos e atributos através dos tempos. As suas três cores sagradas são o vermelho, o laranja e o verde; cada uma desta cores representam um dos atributos de Brigit.
O vermelho simboliza o fogo da forja.
O laranja representa a luz solar, pois antes da ascensão patriarcal de Deuses como Bel e Lugh ao patamar de Deuses solares, era a Brigit que o Sol era consagrado.
O verde representa as fontes e ervas que curam, no papel de Brigit como Curadora.
Só um toque, ritos que podem ser considerados apenas o Samhain e o Beltane, já que o ano era dividido entre a parte clara e a parte escura o Imbolc, não entra na mesma grandeza dos outros dois. Trtam-se mais uma de comemoração tradicional do que de um rito em si.
Apenas a wicca (que não é uma religião puramente celta) considera o Imbolc assim.
Mas de forma alguma isso desmerece essa deusa maravilhosa, foi so um toque mesmo.
O Imbolc ocorre seis semanas após Yule, simbolizando a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e a sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor.
A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta data na festa da Candelária: a Purificação de Maria.
A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida, e o seu santuário foi transformado num mosteiro de monjas.
Brigantia (Muito interessante. Leva-me a pensar em que pode ser raiz do termo: brigantinos - os naturais de Bragança.)
Tógfaidh mé mo thinne inniu
i láthair na nDéithe naofa neimhe,
i láthair Bríd is áille cruth,
i láthair Lugh na n-uile scéimh,
gan fuath, gan tnúth gan formad,
gan eagla gan uamhan neach faoin ngréin,
agus NaohmMháthair dom thearmann.
A Dhéithe, adaígí féin i mo chroí istigh aibhleog an ghrá
Dom namhaid, do mo ghaol, dom chairde,
don saoi, don daoi, don tráill,
ón ní ísle crannchuire
go dtí an t-ainm is airde.
Eu construo o meu fogo de hoje
Na presença dos Deuses do Céu.
Na presença de Brigid das formas bonitas
Na presença de Lugh senhor de todas as belezas
Sem ódio, sem inveja, sem ciúmes,
Sem medo ou horror a ninguém debaixo do Sol,
Porque o meu refugio é a Mãe Sagrada.
Oh Deuses, acendam o fogo do amor dentro do meu coração,
Pelos meus inimigos, pelos meus parentes, pelos meus amigos,
Pelo sábio, o ignorante, e o escravo.
Da coisa mais humilde
À mais importante.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Jerusalem do Romeu
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Enquadramento
Urbano, isolado, a 429 m de altitude, disposto paralelamente à via pública que atravessa a povoação e que conduz à Igreja Paroquial, sem separador da mesma. O cruzeiro ergue-se em frente da capela, inserido em plataforma quadrangular, de nível rebaixado e delimitada por lajes. A capela e cruzeiro são parcialmente enquadrados por jardim, com espaço arelvado, canteiros de roseiras e bordejado por arbustos. Nas imediações da capela, ergue-se o restaurante tradicional Maria Rita e fonte de espaldar, terminado em cornija recta com lápide inscrita com a data de 1975, e tanque lavadouro coberto por alpendre de madeira e cobertura de telha, sobre pilares de betão.
Descrição
CAPELA: Planta longitudinal, de massa simples e volume único com cobertura homogénea em telhados de duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais em perpianhos, à excepção da fachada principal que é em alvenaria de granito aparente, e terminadas em beirada simples. Fachada principal virada a S., terminada em empena truncada por sineira, em arco de volta perfeita sobre pilares, albergando sino, e terminando em perfil curvo, coroada por cruz latina de braços quadrangulares, frontalmente percorridos por sulco e com resplendor na zona do encontro dos braços. É rasgada por portal de verga abatida, inscrita ao centro com ANNO DE 1596, e percorrida por filete, sendo encimado por dois silhares em ângulo sobre três formando volutas estilizadas. Fachada lateral esquerda rasgada a meio por porta travessa de verga recta e moldura simples, e a oposta por fresta de capialço e janela rectangular, moldurada e gradeada. Fachada posterior cega e terminada em empena.
Época Construção
Séc. XVI / XX
Cronologia
1596 - data inscrita na verga do portal da capela assinalando a sua construção;
Tipologia
Arquitectura religiosa, quinhentista e do séc. 20. Capela quinhentista de planta longitudinal simples, interiormente com iluminação unilateral. Fachadas rebocadas e pintadas, à excepção da principal, que é em alvenaria de pedra aparente, termina em empena truncada por sineira e é rasgada por portal de verga abatida; fachadas laterais com perpianhos nos cunhais, terminadas em beirada simples, a esquerda rasgada por porta travessa de verga recta e a oposta por fresta e janela. Fachada posterior cega, terminada em empena. Cruzeiro do séc. 20 com fuste quadrangular, capitel cilíndrico sobreposto por molduras rectilíneas horizontal e verticais e cruz de braços quadrangulares com resplendor.
Características Particulares
Capela de construção quinhentista, com portal percorrido por filete esculpido e verga inscrita, encimada por três silhares formando volutas. Os vãos da fachada lateral esquerda, de diferente modinatura, serão de construção díspar. Cruzeiro de linhas geométricas.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Górgona Medusa
A Medusa (em grego: Μέδουσα, Médousa, "guardiã", "protectora"), na mitologia grega, era um monstro ctónico do sexo feminino, uma das três Górgonas.
Filha de Fórcis e Ceto (embora o autor antigo Higino interpole uma geração e cite outro casal ctónico como os pais da Medusa), quem quer que olhasse directamente para ela era transformado em pedra.
Ao contrário de suas irmãs Górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal; foi decapitada pelo herói Perseu, que utilizou posteriormente a sua cabeça como arma, até ao momento em que a deu à deusa Atena que a colocou no seu escudo.
Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objecto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.
Simbolismo
Aegis é o nome do escudo da deusa Atena, o qual tem a Górgona, e que viria originar o nome em português de Égide [Égide (em grego: Αιγίς) era, na mitologia grega, o escudo mágico que Zeus utilizou em sua luta contra os titãs, e que lhe dava grande defesa pessoal. O escudo Égide tinha uma figura gorgónica em relevo, o que o tornava amedrontador para os seus inimigos], que significa precisamente "escudo".
As gravuras da Górgona Medusa que decoravam os telhados dos templos gregos, tinham como objectivo assustar os maus espíritos.
As mais famosas dessas gravuras encontravam-se nos frontões do Templo de Ártemis (a quarta maravilha do Mundo Antigo) na ilha de Éfeso.
(fonte: Wikipedia)
Tem característica triplíce.quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Castelo de Belver
Enquadramento
Periurbano, isolado no topo de um cabeço a O. da Vila, fronteiro ao Rio Tejo, na sua margem direita, junto à confluência do Ribeiro de Belver, desfrutando-se um magnífico panorama. A E. e SE. montado de olival.
Descrição
Planta composta por uma torre isolada, rectangular, rodeada por cerca de traçado arredondado. A torre apresenta a porta na face S., antecedida de escada de alvenaria de pedra adossada ao respectivo paramento. Ultrapassada a entrada da torre, de tripla porta em arcos redondos, acede-se ao primeiro piso, com a boca da masmorra no pavimento. Esta sala apresenta uma janela de moldura rectangular e uma escada que dá acesso ao segundo piso. A segunda sala possui janela semelhante à do piso inferior, uma porta em arco redondo a dar para uma varanda de que só existem vestígios, e uma outra porta também em arco redondo, que dá acesso à escada para o eirado. Este apresenta ameias pouco largas e adarve que rodeia a cobertura telhada da torre. Cerca com adarve, ameias e seteiras primitivas. Porta principal a S., em arco redondo, sendo a constituição do amuralhado a seguinte, a partir desta porta e no sentido dos ponteiros do relógio: torreão de secção rectangular com sala sob o eirado e porta em arco redondo; troço de muralha terminando em cubelo; na confluência, varanda com porta de arco redondo; cubelo; troço de muralha que apresenta uma sobrelargura junto a outro cubelo, a que se liga, escondendo a Porta da Traição; cubelo; troço de muralha; torreão de secção rectangular com sala sob o eirado e porta de arco redondo; troço de muralha com quatro seteiras primitivas na base e, nas ameias, abertas com peitoril redondo; torreão de secção rectangular; troço de muralha com sete seteiras de tipo primitivo na base e, nas ameias, as abertas apresentam peitoril redondo; torreão de secção rectangular com sala sob o eirado e porta de arco redondo; troço de muralha com a porta principal do castelo. Todos os torreões têm a gola aberta para o adarve. Vestígios dos edifícios da alcaidaria e da guarnição, a SE., S. e SO., entre os quais uma parede com três arcos frente à porta principal. A O., uma cisterna com duas bocas redondas. A N., a capela de São Brás.
Época Construção
Séc. XII / XIII/ XIV / XVI / XVII / XX
Cronologia
1194 - D. Sancho I concede a região a N do Rio Tejo, denominada Guidintesta, ou Guidi in testa, ou ainda Costa, à Ordem do Hospital, para ali se construir o castelo, previamente chamado de Belver pelo monarca;
1210 - D. Sancho I dita o seu testamento, recebendo a Ordem do Hospital, cuja vanguarda se encontrava instalada no castelo de Belver, grosso quinhão da sua herança;
1212 - o castelo já estaria construído;
1336 - 1341 - Belver foi uma das Comendadorias mais importantes da Ordem do Hospital, mas não a Sede e a Casa Capitular, que terá permanecido em Leça do Balio;
1336 - 1341 - transferência da cabeça da Ordem do Hospital para Crato/Flor da Rosa, criando-se o Priorado do Crato;
1390 - D. Nuno Alvares Pereira ampliou e reabilitou o castelo;
Séc. XVI, finais - construção da capela de São Brás;
Séc. XVII - há notícia de que Cosmander terá realizado algumas reabilitações no castelo;
1846 - o castelo passa a albergar o cemitério de Belver;
1909 - ocorrência de um terramoto que causa graves danos na fortificação;
1939 - 1946 - obras de reconstrução, com demolição e reconstrução de alguns elementos;
1992, 01 Junho - afectação do imóvel ao IPPAR, pelo Decreto-lei 106F/92.
Tipologia
Arquitectura militar, medieval.
Características Particulares
A torre de menagem não maciça, com masmorra no piso térreo.
(fonte: IHRU)
Castelo
Apenas um comentário:
lesta é a memória das gentes em "perder-se da Memória"; ingratos Corações que não reconhecem e valorizam os nobres ofícios e sacrifícios.






