segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma Homenagem bela


No dia dos 825 anos da passagem de D. Afonso Henriques, o 1º Rei de Portugal.

Uma sentida e terna recordação e homenagem:
Ao primeiro Templário português

Vem.
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes,
sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos,
sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca,
contemo-nos todos os segredos do mundo,
como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos
que só são capazes de entender
se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão: "toca",
se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.


- Rumi

domingo, 5 de dezembro de 2010

Brighid e Santa Brígida

Brighid, Brígida, representada como uma Deusa Triplíce Celta, mas também Germânica e Nórdica.

Brigit é uma antiga Deusa Tripla do Fogo e foi venerada por toda a Bretanha e Europa.
Está particularmente associada ao Imbolc, o primeiro dos 4 grandes festivais célticos do ano.
Preside o fogo, a beleza e todas as Artes.
O nome Brigit originalmente teria significado Deusa, e era conferido a todas as Deusas irlandesas e britânicas.
Na forma irlandesa o seu nome significa "Alta" ou "exaltada".
Alguns, no entanto, dizem que o nome Brigit vem de Breo-saigit que quer dizer flecha flamejante.
Também é chamada de Bride (BRIDA), Brigit e Brighde, simbolizando os 3 diferentes tipos de fogo.
Ela é o Fogo da Inspiração, a Musa, a Deusa da poesia declamada pela fonte sagrada.
A palavra poesia vem de poesias, significando criação.
Antigamente os poetas encontravam-se sobre a protecção de Brigit.
Os seus sacerdotes traziam um bastão dourado com pequenos sinos em sua honra.
Outros nomes foram-lhe conferidos, tais foram: Brigidu, Brigantia e Briginda.
Brigit é a Deusa das Fontes Curadoras. Há muitas fontes de Brigit por toda a Bretanha, onde as suas águas ainda hoje podem ser bebidas. As pessoas podem banhar-se nas águas curadoras que contém minerais, e a sua vibração ígnea.
As fontes termais expressam o encontro do fogo com água, e por isso são especialmente sagradas para a Deusa.
Brigit é a Deusa da Lareira da casa e dos ferreiros.
Antigamente a lareira era o coração das casas, a fonte de luz, de calor e alimentação.
Uma nova casa só era considerada um lar depois que uma chama de Brigit fosse acesa na lareira.
Brigit também é a Deusa da Forja, a ígnea arte alquímica de moldar metais brutos criando beleza.
Dizem que por meio da forja, Brigit construiu o primeiro apito que tornou possível chamar alguém à distância e durante a noite.
É também a Deusa Vaca Branca reverenciada antigamente como a Senhora capaz de dar e sustentar a vida. É comummente representada como uma mulher ordenhando uma vaca, envergando um longa túnica de lã de ovelha, um de seus muitos animais sagrados.
A forma latinizada do nome Brigit é Brigantia, encontrado por toda Bretanha e Europa.
Brigantia foi também o antigo reino que incluía a antiga Inglaterra, Bretanha e norte da Espanha.
Brigit foi reverenciada em Roma, na Bretanaha e País de Gales, mas é indubitavelmente uma Deusa muito mais antiga.
Ela foi transformada em Santa Brígida pela Igreja Católica em meados de 453 D.C.
Assim como a Deusa Brigit, Santa Brígida era conhecida como a padroeira dos trabalhos agrícolas e do gado, protectora da casa contra o fogo e calamidade.
Brigit também é uma Deusa do Sol, conhecida na Irlanda como Bride dos Cabelos Dourados, Bride das Colinas Brancas, e na Escócia como Bride das Claras Palmas e Maria dos Galeses.
Como Noiva (note-se que Bride é a palavra inglesa para noiva) é a Deusa original que todos os noivos honram quando desejam casar-se.
Brigit possui 4 animais sagrados: a cobra, a vaca, o lobo e o abutre.
A Cobra é a "Serpente Criadora" que era guardada nos seus santuários onde oráculos eram revelados aos homens.
O seu segundo animal é a Vaca Sagrada. Seu abundante leite nutre os humanos, as crianças em particular.
É relacionada com o lobo, pois este é um dos animais sagrados das Ilhas britânicas.
No seu aspecto de Deusa da Morte, está associada com o Abutre ou outras aves de rapina.
Igualmente é-lhe consagrado o cisne; tanto o branco quanto o negro.
Os antigos povos europeus acreditavam que o cisne era o resultado da união da serpente com o pato, simbolizando o fogo e a água respectivamente, ambos sagrados para Brigit.
A festa de Brigit inicia-se no começo de Fevereiro, entre o Inverno e a primavera.
Esta festa é denomida Imbolc e significa: "no leite", uma vez que esta celebração ocorre durante o período em que as ovelhas e vacas encontram-se em seu período de lactação.
Nesta data, os primeiros raios de sol de Brigit iluminam os dias escuros do inverno.
Este é o momento quando Brigit espalha o seu manto sobre a Terra, uma vez mais, abençoado a vida.
Antigamente dizia-se que "Brigit é aquela que sopra a vida na boca do Inverno morto".
Antigamente a Chama de Brigita queimava continuamente no seu santuário em Kildare.
O fogo era guardado por 19 Virgens num Ciclo de 20 dias, um para cada Virgem, e ao vigésimo dia, Brigit tratava ela mesma da chama.
Assumiu inúmeros aspectos e atributos através dos tempos. As suas três cores sagradas são o vermelho, o laranja e o verde; cada uma desta cores representam um dos atributos de Brigit.
O vermelho simboliza o fogo da forja.
O laranja representa a luz solar, pois antes da ascensão patriarcal de Deuses como Bel e Lugh ao patamar de Deuses solares, era a Brigit que o Sol era consagrado.
O verde representa as fontes e ervas que curam, no papel de Brigit como Curadora.
Só um toque, ritos que podem ser considerados apenas o Samhain e o Beltane, já que o ano era dividido entre a parte clara e a parte escura o Imbolc, não entra na mesma grandeza dos outros dois. Trtam-se mais uma de comemoração tradicional do que de um rito em si.
Apenas a wicca (que não é uma religião puramente celta) considera o Imbolc assim.
Mas de forma alguma isso desmerece essa deusa maravilhosa, foi so um toque mesmo.
O Imbolc ocorre seis semanas após Yule, simbolizando a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e a sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor.
A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta data na festa da Candelária: a Purificação de Maria.
A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida, e o seu santuário foi transformado num mosteiro de monjas.

- D. A.

Brigantia (Muito interessante. Leva-me a pensar em que pode ser raiz do termo: brigantinos - os naturais de Bragança.)

Tógfaidh mé mo thinne inniu
i láthair na nDéithe naofa neimhe,
i láthair Bríd is áille cruth,
i láthair Lugh na n-uile scéimh,
gan fuath, gan tnúth gan formad,
gan eagla gan uamhan neach faoin ngréin,
agus NaohmMháthair dom thearmann.
A Dhéithe, adaígí féin i mo chroí istigh aibhleog an ghrá
Dom namhaid, do mo ghaol, dom chairde,
don saoi, don daoi, don tráill,
ón ní ísle crannchuire
go dtí an t-ainm is airde.

Eu construo o meu fogo de hoje
Na presença dos Deuses do Céu.
Na presença de Brigid das formas bonitas
Na presença de Lugh senhor de todas as belezas
Sem ódio, sem inveja, sem ciúmes,
Sem medo ou horror a ninguém debaixo do Sol,
Porque o meu refugio é a Mãe Sagrada.
Oh Deuses, acendam o fogo do amor dentro do meu coração,
Pelos meus inimigos, pelos meus parentes, pelos meus amigos,
Pelo sábio, o ignorante, e o escravo.
Da coisa mais humilde
À mais importante.

sábado, 4 de dezembro de 2010

La seconde Estampie Royale

Jerusalem do Romeu

Capela de Nossa Senhora de Jerusalém e cruzeiro

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Enquadramento
Urbano, isolado, a 429 m de altitude, disposto paralelamente à via pública que atravessa a povoação e que conduz à Igreja Paroquial, sem separador da mesma. O cruzeiro ergue-se em frente da capela, inserido em plataforma quadrangular, de nível rebaixado e delimitada por lajes. A capela e cruzeiro são parcialmente enquadrados por jardim, com espaço arelvado, canteiros de roseiras e bordejado por arbustos. Nas imediações da capela, ergue-se o restaurante tradicional Maria Rita e fonte de espaldar, terminado em cornija recta com lápide inscrita com a data de 1975, e tanque lavadouro coberto por alpendre de madeira e cobertura de telha, sobre pilares de betão.

Descrição
CAPELA: Planta longitudinal, de massa simples e volume único com cobertura homogénea em telhados de duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais em perpianhos, à excepção da fachada principal que é em alvenaria de granito aparente, e terminadas em beirada simples. Fachada principal virada a S., terminada em empena truncada por sineira, em arco de volta perfeita sobre pilares, albergando sino, e terminando em perfil curvo, coroada por cruz latina de braços quadrangulares, frontalmente percorridos por sulco e com resplendor na zona do encontro dos braços. É rasgada por portal de verga abatida, inscrita ao centro com ANNO DE 1596, e percorrida por filete, sendo encimado por dois silhares em ângulo sobre três formando volutas estilizadas. Fachada lateral esquerda rasgada a meio por porta travessa de verga recta e moldura simples, e a oposta por fresta de capialço e janela rectangular, moldurada e gradeada. Fachada posterior cega e terminada em empena.

CRUZEIRO composto por soco de dois degraus escalonados de planta quadrangular, base também quadrangular, de ângulos arredondados e topo terminado em quarto de círculo côncavo reverso; coluna de fuste quadrangular de arestas suaves e inferiormente acentuado com capitel cilíndrico sobreposto por friso rectangular horizontal relevado com quatro outros verticais no alinhamento dos braços da cruz. É coroado por cruz latina, de secção quadrangular, com ponta de diamante nos topos e tendo pequeno resplendor nos ângulos.

Época Construção
Séc. XVI / XX

Cronologia
1596 - data inscrita na verga do portal da capela assinalando a sua construção;

1758, 26 Abril - o padre António Marques nas Memórias Paroquiais da freguesia refere a existência da Capela da Senhora de Jerusalém e São Marcos do termo do lugar e o ermitão da mesma;

Séc. XX - época provável da construção do cruzeiro.

Tipologia
Arquitectura religiosa, quinhentista e do séc. 20. Capela quinhentista de planta longitudinal simples, interiormente com iluminação unilateral. Fachadas rebocadas e pintadas, à excepção da principal, que é em alvenaria de pedra aparente, termina em empena truncada por sineira e é rasgada por portal de verga abatida; fachadas laterais com perpianhos nos cunhais, terminadas em beirada simples, a esquerda rasgada por porta travessa de verga recta e a oposta por fresta e janela. Fachada posterior cega, terminada em empena. Cruzeiro do séc. 20 com fuste quadrangular, capitel cilíndrico sobreposto por molduras rectilíneas horizontal e verticais e cruz de braços quadrangulares com resplendor.

Características Particulares
Capela de construção quinhentista, com portal percorrido por filete esculpido e verga inscrita, encimada por três silhares formando volutas. Os vãos da fachada lateral esquerda, de diferente modinatura, serão de construção díspar. Cruzeiro de linhas geométricas.

(fonte: IHRU)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Górgona Medusa

A Medusa (em grego: Μέδουσα, Médousa, "guardiã", "protectora"), na mitologia grega, era um monstro ctónico do sexo feminino, uma das três Górgonas.
Filha de Fórcis e Ceto (embora o autor antigo Higino interpole uma geração e cite outro casal ctónico como os pais da Medusa), quem quer que olhasse directamente para ela era transformado em pedra.
Ao contrário de suas irmãs Górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal; foi decapitada pelo herói Perseu, que utilizou posteriormente a sua cabeça como arma, até ao momento em que a deu à deusa Atena que a colocou no seu escudo.
Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objecto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.

Simbolismo
Aegis é o nome do escudo da deusa Atena, o qual tem a Górgona, e que viria originar o nome em português de Égide [Égide (em grego: Αιγίς) era, na mitologia grega, o escudo mágico que Zeus utilizou em sua luta contra os titãs, e que lhe dava grande defesa pessoal. O escudo Égide tinha uma figura gorgónica em relevo, o que o tornava amedrontador para os seus inimigos], que significa precisamente "escudo".

As gravuras da Górgona Medusa que decoravam os telhados dos templos gregos, tinham como objectivo assustar os maus espíritos.
As mais famosas dessas gravuras encontravam-se nos frontões do Templo de Ártemis (a quarta maravilha do Mundo Antigo) na ilha de Éfeso.

(fonte: Wikipedia)

Tem característica triplíce.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Castelo de Belver





Castelo de Gualdim

Enquadramento
Periurbano, isolado no topo de um cabeço a O. da Vila, fronteiro ao Rio Tejo, na sua margem direita, junto à confluência do Ribeiro de Belver, desfrutando-se um magnífico panorama. A E. e SE. montado de olival.

Descrição
Planta composta por uma torre isolada, rectangular, rodeada por cerca de traçado arredondado. A torre apresenta a porta na face S., antecedida de escada de alvenaria de pedra adossada ao respectivo paramento. Ultrapassada a entrada da torre, de tripla porta em arcos redondos, acede-se ao primeiro piso, com a boca da masmorra no pavimento. Esta sala apresenta uma janela de moldura rectangular e uma escada que dá acesso ao segundo piso. A segunda sala possui janela semelhante à do piso inferior, uma porta em arco redondo a dar para uma varanda de que só existem vestígios, e uma outra porta também em arco redondo, que dá acesso à escada para o eirado. Este apresenta ameias pouco largas e adarve que rodeia a cobertura telhada da torre. Cerca com adarve, ameias e seteiras primitivas. Porta principal a S., em arco redondo, sendo a constituição do amuralhado a seguinte, a partir desta porta e no sentido dos ponteiros do relógio: torreão de secção rectangular com sala sob o eirado e porta em arco redondo; troço de muralha terminando em cubelo; na confluência, varanda com porta de arco redondo; cubelo; troço de muralha que apresenta uma sobrelargura junto a outro cubelo, a que se liga, escondendo a Porta da Traição; cubelo; troço de muralha; torreão de secção rectangular com sala sob o eirado e porta de arco redondo; troço de muralha com quatro seteiras primitivas na base e, nas ameias, abertas com peitoril redondo; torreão de secção rectangular; troço de muralha com sete seteiras de tipo primitivo na base e, nas ameias, as abertas apresentam peitoril redondo; torreão de secção rectangular com sala sob o eirado e porta de arco redondo; troço de muralha com a porta principal do castelo. Todos os torreões têm a gola aberta para o adarve. Vestígios dos edifícios da alcaidaria e da guarnição, a SE., S. e SO., entre os quais uma parede com três arcos frente à porta principal. A O., uma cisterna com duas bocas redondas. A N., a capela de São Brás.

Época Construção
Séc. XII / XIII/ XIV / XVI / XVII / XX

Cronologia
1194 - D. Sancho I concede a região a N do Rio Tejo, denominada Guidintesta, ou Guidi in testa, ou ainda Costa, à Ordem do Hospital, para ali se construir o castelo, previamente chamado de Belver pelo monarca;
1210 - D. Sancho I dita o seu testamento, recebendo a Ordem do Hospital, cuja vanguarda se encontrava instalada no castelo de Belver, grosso quinhão da sua herança;
1212 - o castelo já estaria construído;
1336 - 1341 - Belver foi uma das Comendadorias mais importantes da Ordem do Hospital, mas não a Sede e a Casa Capitular, que terá permanecido em Leça do Balio;
1336 - 1341 - transferência da cabeça da Ordem do Hospital para Crato/Flor da Rosa, criando-se o Priorado do Crato;
1390 - D. Nuno Alvares Pereira ampliou e reabilitou o castelo;
Séc. XVI, finais - construção da capela de São Brás;
Séc. XVII - há notícia de que Cosmander terá realizado algumas reabilitações no castelo;
1846 - o castelo passa a albergar o cemitério de Belver;
1909 - ocorrência de um terramoto que causa graves danos na fortificação;
1939 - 1946 - obras de reconstrução, com demolição e reconstrução de alguns elementos;
1992, 01 Junho - afectação do imóvel ao IPPAR, pelo Decreto-lei 106F/92.

Tipologia
Arquitectura militar, medieval.
Castelo de montanha de planta irregular com torre no interior e capela renascentista.
A torre de menagem não maciça, com masmorra no piso térreo parece ser uma característica das construções da Ordem do Hospital em Portugal, já que a torre do Mosteiro de Leça do Balio, construída antes do Castelo de Belver, e as Torres do Castelo de Amieira, construídas depois, apresentam esta característica; isto acontece num tempo em que o castelo estratégico apresenta quase sempre as torres maciças até ao adarve.

Características Particulares
A torre de menagem não maciça, com masmorra no piso térreo.

(fonte: IHRU)

Castelo

Apenas um comentário:
lesta é a memória das gentes em "perder-se da Memória"; ingratos Corações que não reconhecem e valorizam os nobres ofícios e sacrifícios.

Castelo Novo









Castelo de Gualdim

Enquadramento
Urbano, isolado, no aglomerado urbano a uma cota que varia entre os 640 e 650 metros de altitude, na encosta leste da Serra da Gardunha. Em torno do Castelo desenvolveu-se a povoação de Castelo Novo, substituindo a de Castelo Velho, no topo da Serra da Gardunha. Próximo localizam-se os Paços do Concelho ou Antiga Casa da Câmara, Capela de Santo António e a Igreja Matriz.

Descrição
Planta irregular, no ponto mais elevado da aldeia, num afloramento rochoso, o troço S. construído sobre afloramento rochoso de desnível acentuado, sendo possível discernir a estrutura da cidadela, com duas portas (a E. e O.), embora se suspeite da existência de mais uma no troço da muralha a N.. No troço da muralha O. ainda existem adarves, ameias e merlões em bom estado de conservação. A porta O., em arco apontado, em cantaria granítica para o exterior e arco abatido para o interior, encontra-se flanqueada por duas torres, uma delas formando cubelo; sobre a entrada, mantêm-se os mata-cães. A porta E. é em arco de volta perfeita em cantaria granítica. No reduto, surgem duas torres, a sineira e de menagem. A torre sineira é de planta quadrada simples, com remate em cornija com quatro gárgulas nos ângulos, com cobertura em falsa abóbada de betão, e dois registos divididos por cornija; tem acesso assegurado por duas portas rasgadas nas faces E. e O., ambas de verga recta com moldura granítica; na face O., dois postigos; na zona superior, rasgam-se quatro sineiras em arco de volta perfeita, a da face E. com um sino e, inferiormente, um relógio. A torre de menagem encontra-se praticamente destruída no topo O., sendo visível a sua altura primitiva pela existência de gárgulas na face E..

Época Construção
Séc. XIII (conjectural) / XVI

Cronologia
1221, 8 Janeiro - testamento de D. Pedro Guterri onde é feita referência ao Castelo; alguns historiadores atribuem a D. Pedro Guterri a sua edificação, outros a Gualdim Pais, Mestre da Ordem do Templo no Reinado de D. Sancho I (Almeida, 1976);

1223, 8 Janeiro - o foral de Lardosa refere a existência do castelo;

1223 - o foral de Lardosa refere o castelo;

Séc. XIV - um incêndio obriga ao abandono temporário da fortificação;

Séc. XV - obras na fortificação; a partir desta data, fica desactivado o Castelo Velho, no topo da Gardunha, de que não subsistem quaisquer vestígios;

1500 / 1502 - o mestre das obras dos muros do castelo é Luís de Cáceres, pedreiro, e o vedor é Joane Mendes Cerveira;

1505 - segundo a Comenda de Castelo Novo e Alpedrinha, constituía cabeça da Comenda e encontrava-se em avançado estado de degradação, na sua maior parte de cantaria, com sua Torre de Menagem, onde havia casas para aposento dos Alcaides (Mor e Pequeno); de redor havia muros e cercas, todas ameadas, e dentro da cerca principal dois pardieiros que tinham sido estrebaria e palheiro do Comendador; este, que era por inerência o Alcaide-Mor, fazia menagem do Castelo ao Mestre da Ordem de Cristo *1;

1510 - sofre melhoramentos por ordem de D. Manuel;

1537 - a torre do castelo encontrava-se provida de sinos;

1740 - Doutor Juiz ao proceder à actualização dos bens da Comenda, com o Procurador e medidores da mesma, refere que se encontra quase em ruína;

1758 - nas Memórias Paroquiais é referido que o sismo de 1755 provocara derrocadas;

Séc. XVIII, 2.ª metade - obras na fortificação pelo engenheiro Eugénio dos Santos de Carvalho;

2002 / 2003, Agosto - prospecções arqueológicas na zona envolvente do Castelo, pela equipa Arqueonova *2;

2003 - projecto de revitalização do castelo pela DGEMN.

Tipologia
Arquitectura militar, gótica e manuelina.
Castelo de planta irregular, construído sobre afloramento rochoso, contemplando torre sineira e de menagem.
Duas portas, uma delas ladeada por duas torres, uma do tipo cubelo, sobre a qual se mantêm os mata-cães.
Torres sineira e de menagem quadradas.

Características Particulares
Polo militar da povoação e um dos Castelos da Raia.
Duas torres, a sineira e de menagem sem construções adossadas.
No troço da muralha O. ainda existem adarves, ameias e merlões em bom estado de conservação.

Observações
*1 - "O qual está posto em um cabeço, ao pé de uma serra fragosa e alta que se chama a serra da Gardunha. E tem logo à entrada uma barbacã que tem um pedaço derribado, e tem um portal de pedra sem portas. E logo adiante tem um muro de boa altura, bom e forte, o mais dele de cantaria, e tem outro portal de pedra lavrado, e sobre ele uma torre de altura do dito muro, com suas portas boas. E além desta entrada tem outra cerca pequena, que atravessa da barreira de dentro pera o muro, com seu portal e boas portas. E mais dentro vai outra cerca que tem outro pedaço derribado, e tem um portal sem portas. E mais dentro vai outra cerca que tem outro pedaço derribado, e tem um portal sem portas. E está junto da porta de uma casa torre de menagem, forteleza do dito castelo. E além desta cerca está a dita casa torre, que é grande e de razoada altura, as paredes pela maior parte são de canto talhado, e o mais de alvenaria, bem madeirada e telhada de telha vã. E por cima tem um andar, per que se corre ao longo do telhado, a que sobem per uma escada de pedra. E tem a dita casa um repartimento de uma meia parede de pedra e barro, que ora serve de aposentamento do alcaide pequeno. Esta casa se serve per um portal de pedraria forte, e tem suas portas fortes e boas. Esta casa, muro e cercas são todas ameadas de arredor, onde dentro da dita cerca, ao pé da dita casa grande, estão dois pardieiros que foram estrebaria e palheiro do comendador" (GOMES, Rita Costa, pp. 95-96).

*2 - durante as escavações foi encontrado um rico espólio, entre o qual se destaca o achado de dezenas de moedas, as mais antigas datáveis do Séc. XIV, bem como importantes estruturas dos Sécs. XV e XVI.

(fonte: IHRU)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Pedra da Serpe

...sinus dehiscit incolis Oestrymnicus inquo insulae sese exerunt Oestrymnides, laxe yacentes et metallo divites stanni atque plumbi...ast hinc duobus in sacram, sic insulam dixere prisci, solibus cursus rati est. Haec inter undas multam caespitem iacet eamque late gens Hiernorum colit. Propinqua rursus insula Albionum patet.

- Rufo Festo Avieno, Ora Marítima (fragmento)

A Restauração da Independência

História da Restauração da Independência

Lápide Deo Gratias de D. João IV à Nossa Senhora da Conceição, que o Rei D. João IV fez questão de mandar colocar em Thomar - 1646
...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Uma espreitadela ...


As imagens retratam uma janela que foi descoberta, literalmente, i.e., foi colocada à vista.
Encontra-se, como se pode ver pelas imagens, de parede entre a designada Casa do Capítulo Manuelina, e a Casa do Capítulo.
Esta janela estava emparedada, com os trabalhos de prospecção que estão a ser realizados, começa a ser exposta.
Eis o início do resultado dessa exposição.

Castelo de Castelo Branco

Poderão confirmar pela leitura da cronologia, que aquilo que sinto actualmente pelas gentes de Castelo Branco é mais do que justificado: uns pusilâmes, medrosos e ingratos.



Enquadramento
Localizado num esporão granítico a uma altitude de 470 m., no Cerro da Cardoza. Para SE., domina.se a Serra de Monforte, a N., as da Gardunha e Estrela; a E., a fronteira e a NE., Idanha-a-Nova. Próximo localiza-se a casa n.º 92 da R. D'Ega , a Igreja de Santa Maria do Castelo, bem como a Casa dos Romeiros.

Descrição
Do castelo resta um troço da muralha, orientado, com adarve que liga uma torre do sistema defensivo da alcáçova e a torre de menagem do antigo palácio dos comendadores. A torre defensiva é de planta quadrangular e acede-se ao seu interior por uma escadaria. A torre que pertencia ao paço quinhentista é de planta rectangular e ameada. A fachada voltada a O. está praticamente destruída. A fachada orientada com duas janelas de balcão, uma no primeiro piso e outra no segundo, sendo esta geminada com arco em querena sobre moldura chanfrada *1. Na fachada voltada a N., uma janela no segundo piso com lintel recto e arco em querena. Recentemente foi colocada ao nível do segundo piso estrutura metálica à cota do pavimento que existiria. No interior do perímetro das muralhas existe a igreja de Santa Maria do castelo *2.

Época Construção
Séc. XII (data por mim alterada, de XIII para XII) / XVI

Cronologia
1165 -
conquista do território aos mouros e doação da zona aos Templários *3, que então se denominava Vila Franca da Cardosa;
1198 - a doação foi revista por D. Sancho I, ficando metade do território na posse de Fernando Sanches;
1213 - doação de foral, segundo o modelo de Ávila / Évora;
1214 - a totalidade da Cardosa foi doada à Ordem do Templo, confirmada pela bula de Inocêncio III, em 1245, altura em que se refere, pela primeira vez, o nome Castelo Branco;
1214-1230 - edificada a primeira muralha pela Ordem do Templo, criando, com Tomar, Monsanto, Zêzere, Almourol e Pombal uma importante linha defensiva;
1229 - D. Simão Mendes, Mestre da Ordem do Templo, mandou construir o palácio para os comendadores;
Séc. XIII, final - notícia de obras no reinado de D. Dinis; tinha quatro portas, a do Ouro, Santiago, Traição e Pelame;
1343 - construída uma segunda muralha, correspondendo a uma alargamento passando a alcáçova a ter sete portas, em vez das três primitivas; execução da torre de menagem, agora adossada à muralha; D. Afonso IV ordena que as vilas de Castelo Branco e Nisa fizessem muralhas, sendo as obras pagas com fundos da sisa sobre o cereal, vinho, carne, sobejos dos hospitais e gafarias e sobras dos Resíduos dos Testamentos, tudo da Ordem, até ao montante de 600 libras;
1357, 1 Outubro - primeira referência a um alcaide-mor no castelo, no processo da sua doação a Martim Lourenço de Figueiredo;
1408 - o palácio é descrito como tendo três câmaras, uma torre e duas cavalriças, tendo, junto ao mesmo, uma cozinha, uma vacaria, um celeiro e uma casa para guardar a prata;
Séc. XV - construção da barbacã;
1422 - no Rol dos Besteiros, é referida a existência de 6390 habitantes;
1496 - na Inquirição, é referida a existência de 839 habitantes;
Séc. XVI - edificação do Paço Quinhentista do qual resta a torre; Duarte D'Armas no seu "Livro das Fortalezas" mostra uma imponente torre de menagem e um Paço - o Palácio dos Comendadores -, com pomar, uma cinta de muralhas com pano duplo junto aos terrenos da planície defendida por cinco torres, uma delas mais alta, que constitui a torre do relógio, já referida como tal; referidas as torres com pedrarias lavradas, com juntas de cal;
1508 - Mateus Fernandes fez uma avaliação das obras necessárias;
1509 - referência a oito portas, a do Ouro, Traição, Espírito Santo, Relógio, Vila, Esteval, Santiago, Santarém; instituição de couto de homiziados;
1510, 20 Novembro - Álvaro Cardoso foi nomeado recebedor do dinheiro das obras do castelo;
1527 - no Numeramento, existe a referência a 1417 habitantes;
1535 - D. João III dá à vila o título de Notável;
Séc. XVII - os últimos comendadores a habitar o palácio foram D. Fernando e D. António de Meneses;
1704, 22 Maio - invasão hispano-francesa derrubou parte da muralha;
1706 - no tombo da vila de Castelo Branco, é referido que o palácio tinha um portal de acesso em cantaria, tendo, à direita, a estrebaria e, no oposto, a cisterna, que se enchia com as águas pluviais do telhado da Igreja de Santa Maria; o pátio encontrava-se murado, situado entre a cabeceira da igreja e o palácio, construído em cantaria lavrada; na entrada, um alpendre sobre 4 arcos de cantaria, sobre o qual surgia uma varanda forrada de madeira de castanho e com guarda de cantaria; à esquerda uma escadaria com 28 degraus, tendo ao lado a cozinha; tinha duas salas com lareiras e janelas conversadeiras; na torre, com três pisos, o sótão, a sala de guarda roupa e outra, no piso inferior, com janela conversadeira; este ligava por passadiço ameiado com a torre de menagem;
1753, Outubro - a antiga alcáçova ainda se encontrava em óptimo estado de conservação, conforme descrição da mesma *4;
1762 - saque da praça, na sequência da Guerra dos Sete Anos;
1763 - devolução da Praça pelo Tratado de Paris;
1769, 6 Novembro - um alvará extingue o cargo de alcaide-mor;
1771, 20 Março - elevada a cidade e tornando-se sede de bispado;
Séc. XIX, 1.º quartel - feitura de uma nova porta para aceder à barbacã N.;
1807 - invasão de Junot, na marcha para Lisboa, deixando o castelo bastante arruinado;
1818 - no Tombo dos Bens do Concelho, é efectuada uma medição das muralhas *5;
1821 - começavam a ser retiradas pedras do Castelo e do Paço pelos habitantes para construção das suas habitações;
1835, 17 Julho - uma Portaria do Ministério da Guarda a pedido da Câmara Municipal, efectuado no ano anterior, concede licença para se destruir os arcos das muralhas e empregar essas pedras em obras de manifesta utilidade pública; foram derrubadas as portas da Vila, do Relógio e do Espírito Santo, sendo a pedra utilizada na construção da Ponte da Granja;
1839, 9 Março - nova Portaria autoriza que fosse vendida parte das pedras das paredes do Castelo e telha e madeira do palácio; 20 Março - portaria permite a venda das telhas e dos madeiramentos; (malvados)
1851 - a Câmara estuda a possibilidade de implantar o cemitério no local, ideia abandonada em 1864 - por ser uma zona demasiado rochosa;
Séc. XIX, 2.ª metade - pela acção do governador-civil Guilhermino de Barros, algumas muralhas foram reconstruídas, bem como algumas estruturas do palácio;
1852, 15 Novembro - violento temporal fez desabar algumas paredes da alcáçova e das muralhas; 19 Novembro - o parque foi cedido à Câmara para cemitério, obra que não se concretizou;
1862 - destruição da Porta do Postiguinho;
1875 / 1876 - início das obras no palácio, para adaptação a casa do professor da escola que se achava anexa, que não se concluiriam;
1893, 18 Maio - a Câmara verifica que os muros da barbacã do Espírito Santo se encontravam arruinados ameaçando perigo, sendo pertencentes a três particulares, pelo que os obrigou a demoli-los caso não procedessem às obras necessárias;
1929 - a Câmara construíu um urinol público na muralha da R. Vaz Preto;
1930 - desaba a última torre da muralha que já se apresentava em ruína;
1933 - construção de três reservatórios de água, adjudicados a Manuel Figueira, em terreno adquirido por 6.000$00;
1936, Março - uma tempestada provocou a derrocada da torre existente no ângulo E. / N.;
1936 - é solicitada à DGEMN um vistoria ao local e inicia-se o projecto de recuperação, como miradouro; simultaneamente, a Câmara solicitou um projecto de reconstrução ao engenheiro Manuel Tavares dos Santos, mas a falta de recursos tornou o projecto inviável;
1975 - é considerada a hipótese de demolir a muralha da R. Vaz Preto;
1977 - a DGEMN faz uma prospecção nesse local, sondando vestígios de outros troços; a Câmara expropriou e demoliu casas adossadas ao troço das muralhas;
1981 - demolição de uns barracões pertencentes à GNR adossados à muralha da R. Vaz Preto;
2000 - demolição de duas casas na R. Vaz Preto pôs a descoberto parte da muralha, nomeadamente um dos torreões.

Tipologia
Arquitectura militar, medieval e quinhentista.
Castelo de que resta parcos vestígios, nomeadamente um troço da muralha com adarve e a torre de menagem do antigo palácio dos comendadores, construído no Século XVI, com vãos de expressão manuelina.

Características Particulares
Castelo integrado na linha defensiva da Raia, mantendo uma torre do primitivo paço quinhentista com janelas geminadas com decoração manuelina, de carácter fitomórfico e arco de querena. Segundo Nuno Villamariz, segue a planta da fortificação de Chastel Blanc na Síria, erguida pela Ordem dos Templários em 1171 *6.

Observações
*1 - a forma desta janela é atribuída aos restauros efectuados pela DGEMN.
*2 - o troço da muralha descrito, fazia parte de uma cerca com a configuração de um pentágono irregular, com 5 torres, 2 delas voltadas para a Cidade velha e 3 para o exterior; junto à torre nascente, erguia-se o alcácer Manuelino demolido por determinação da DGEMN.
*3 - apesar de existirem vestígios datáveis da Pré e da Proto-história no local.
*4 - o Palácio situava-se dentro do castelo, no lado E., junto à capela-mor da Igreja de Santa Maria; a porta principal era de cantaria, com portas de madeira chapeadas a ferro, com 3 varas de altura e 2,5 de largura, que acedia a um pátio com 25x15 varas; no lado direito, um quarto com balcão com acesso por escada de pedra de 12 degraus, 2 portas e 2 janelas para o pátio, tendo 3 para o lado da vila; estava dividido em 4 dependências, 2 de telha vã e 2 com forro de madeira; por baixo do alpendre um arco de pedra de acesso à cavalariça, com 18x6 varas; no pátio, um jardim cercado por muro de cantaria com 7x9 varas com árvores e jasmineiros, situado debaixo de uma galeria com 4 janelas; no lado esquerdo do pátio, uma cisterna com guardas de cantaria e uma porta por trás da Igreja de Santa Maria, parcialmente tapada e que acedia à tribuna dos Comendadores; tem casas térreas, antigo paiol, quase todas arruinadas; por cima da porta, um patim de cantaria que leva à escada principal com 26 degraus, no cimo da qual outro patim com forro de madeira, sustentado por 3 colunas que protege a porta com 9x7 palmos; dá acesso a um recinto lajeado com abóbada, antigamente descoberto, e que era cisterna, com 4x3 varas e com duas portas, uma delas ligada à casa térrea com chaminé e forno e outra à sala de espera, com duas janelas, uma de assentos e outra rasgada, viradas a E., e uma chaminé; tem 3 portas, uma que liga a um quarto com janela, outra a uma sala com janela a N., a qual tem 2 portas, uma para o últimoquarto e outra para a última sala, com duas janelas e chaminé; a terceira porta acede a um compartimento ladrilhado com 3 portas, uma para a cozinha, da qual se vai para a varanda, uma para a varanda, ladrilhada com guarda de pedra e alegretes para flores; os quartos estão sobre 3 arcos de pedra, tapados, à excepção de um, que permite o acesso, tendo, à esquerda, um portado que liga a uma sala abobadada; em frente ao arco, porta em cantaria lavrada, de acesso a uma sala, sob a de espera, toda ladrilhada e, ao centro, florão de azulejo, abrindo a N. para um passeio ladrilhado de pedra miúda e cercado por parede com alegretes; na mesma sala, uma porta que acede à tulha e, em frentr à sala abobadada, uma tulha de azeite; as paredes são mais altas que as coberturas e cercadas de ameias.
*5 - "(...) principia a medição junto a porta de Santa Maria em a muralha e tem do norte para o sul 7 varas e dahi vai ao redor da muralha com caras ao poente ate a porta do Ouro the onde tem 231 varas e de largo 12 varas e dahi vai continuando athe a Porta da Traição tem 10 varas, e da Porta do Ouro tem 101 e 21 de Largo e dai vai athe a Porta do Esteval partindo com a muralha tem 171 varas e dahi continua athe a Porta de Sam Tiago ao canto da torre e tem 73 varas e de largura 7, e dahi vai continuando athe a Porta da Vila partindo com a muralha da banda do sul e do norte com quinta de Sua Excellencia Reverendíssima, e tem 210 varas de cumprimento" (SILVEIRA, António e outros, 2003, p. 22).
*6 - segundo este autor, estaria prevista a construção de uma torre sobre a igreja.

(fonte: IHRU)


Castelo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Castelo de Penamacor

Castelo de Gualdim

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Enquadramento
Localiza-se no interior do país, a 12Km da fronteira com Espanha, numa pequena colina que se destaca na planície beirã. A paisagem divide-se entre a planície com diversas culturas de cereal, vinha, pequenos pomares, olival, alguns sobreiros e eucaliptos e as pequenas elevações compostas por afloramentos rochosos de granito das mais diversas dimensões. O município divide-se em 12 *1 freguesias e é limitado a N. pelo município do Sabugal, a E. por Espanha, a S. por Idanha-a-Nova e a O. pelo Fundão.

Cronologia
1189 - concessão de foral por D. Sancho I e doação da vila ao Mestre Gualdim Paes da Ordem dos Templários a quem mandou construir uma praça de armas, muralhas e castelo;

1217 - confirmação do foral por D. Afonso II;

Séc. XV - D. Afonso V faz de Penamacor cabeça de condado doa a D. Lopo de Albuquerque e seu alcaide-mor é Luís de Vasconcellos e Sousa, 3º Conde de Castelo Melhor;

1510, 1 Junho - concessão de novo foral por D. Manuel I

Tipologia
Núcleo urbano sede municipal. Vila situada em encosta na fronteira da Beira. Vila medieval de fundação de ordem religiosa militar (ordem do Templo), com castelo e cerca urbana; praça de guerra

Observações
*1 Águas, Aldeia de João Pires, Aldeia do Bispo, Aranhas, Bemposta, Benquerença, Meimão, Meimoa, Pedrógão de São Pedro, Penamacor, Salvador, Vale da Senhora da Póvoa. Penamacor está geminada com Clamart em França.

(fonte: IHRU)

Castelo