As imagens retratam uma janela que foi descoberta, literalmente, i.e., foi colocada à vista.
Encontra-se, como se pode ver pelas imagens, de parede entre a designada Casa do Capítulo Manuelina, e a Casa do Capítulo.
Esta janela estava emparedada, com os trabalhos de prospecção que estão a ser realizados, começa a ser exposta.
Eis o início do resultado dessa exposição.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Uma espreitadela ...
Castelo de Castelo Branco



Localizado num esporão granítico a uma altitude de 470 m., no Cerro da Cardoza. Para SE., domina.se a Serra de Monforte, a N., as da Gardunha e Estrela; a E., a fronteira e a NE., Idanha-a-Nova. Próximo localiza-se a casa n.º 92 da R. D'Ega , a Igreja de Santa Maria do Castelo, bem como a Casa dos Romeiros.
Descrição
Do castelo resta um troço da muralha, orientado, com adarve que liga uma torre do sistema defensivo da alcáçova e a torre de menagem do antigo palácio dos comendadores. A torre defensiva é de planta quadrangular e acede-se ao seu interior por uma escadaria. A torre que pertencia ao paço quinhentista é de planta rectangular e ameada. A fachada voltada a O. está praticamente destruída. A fachada orientada com duas janelas de balcão, uma no primeiro piso e outra no segundo, sendo esta geminada com arco em querena sobre moldura chanfrada *1. Na fachada voltada a N., uma janela no segundo piso com lintel recto e arco em querena. Recentemente foi colocada ao nível do segundo piso estrutura metálica à cota do pavimento que existiria. No interior do perímetro das muralhas existe a igreja de Santa Maria do castelo *2.
Época Construção
Séc. XII (data por mim alterada, de XIII para XII) / XVI
Cronologia
1165 - conquista do território aos mouros e doação da zona aos Templários *3, que então se denominava Vila Franca da Cardosa;
1198 - a doação foi revista por D. Sancho I, ficando metade do território na posse de Fernando Sanches;
1213 - doação de foral, segundo o modelo de Ávila / Évora;
1214 - a totalidade da Cardosa foi doada à Ordem do Templo, confirmada pela bula de Inocêncio III, em 1245, altura em que se refere, pela primeira vez, o nome Castelo Branco;
1214-1230 - edificada a primeira muralha pela Ordem do Templo, criando, com Tomar, Monsanto, Zêzere, Almourol e Pombal uma importante linha defensiva;
1229 - D. Simão Mendes, Mestre da Ordem do Templo, mandou construir o palácio para os comendadores;
Séc. XIII, final - notícia de obras no reinado de D. Dinis; tinha quatro portas, a do Ouro, Santiago, Traição e Pelame;
1343 - construída uma segunda muralha, correspondendo a uma alargamento passando a alcáçova a ter sete portas, em vez das três primitivas; execução da torre de menagem, agora adossada à muralha; D. Afonso IV ordena que as vilas de Castelo Branco e Nisa fizessem muralhas, sendo as obras pagas com fundos da sisa sobre o cereal, vinho, carne, sobejos dos hospitais e gafarias e sobras dos Resíduos dos Testamentos, tudo da Ordem, até ao montante de 600 libras;
1357, 1 Outubro - primeira referência a um alcaide-mor no castelo, no processo da sua doação a Martim Lourenço de Figueiredo;
1408 - o palácio é descrito como tendo três câmaras, uma torre e duas cavalriças, tendo, junto ao mesmo, uma cozinha, uma vacaria, um celeiro e uma casa para guardar a prata;
Séc. XV - construção da barbacã;
1422 - no Rol dos Besteiros, é referida a existência de 6390 habitantes;
1496 - na Inquirição, é referida a existência de 839 habitantes;
Séc. XVI - edificação do Paço Quinhentista do qual resta a torre; Duarte D'Armas no seu "Livro das Fortalezas" mostra uma imponente torre de menagem e um Paço - o Palácio dos Comendadores -, com pomar, uma cinta de muralhas com pano duplo junto aos terrenos da planície defendida por cinco torres, uma delas mais alta, que constitui a torre do relógio, já referida como tal; referidas as torres com pedrarias lavradas, com juntas de cal;
1508 - Mateus Fernandes fez uma avaliação das obras necessárias;
1509 - referência a oito portas, a do Ouro, Traição, Espírito Santo, Relógio, Vila, Esteval, Santiago, Santarém; instituição de couto de homiziados;
1510, 20 Novembro - Álvaro Cardoso foi nomeado recebedor do dinheiro das obras do castelo;
1527 - no Numeramento, existe a referência a 1417 habitantes;
1535 - D. João III dá à vila o título de Notável;
Séc. XVII - os últimos comendadores a habitar o palácio foram D. Fernando e D. António de Meneses;
1704, 22 Maio - invasão hispano-francesa derrubou parte da muralha;
1706 - no tombo da vila de Castelo Branco, é referido que o palácio tinha um portal de acesso em cantaria, tendo, à direita, a estrebaria e, no oposto, a cisterna, que se enchia com as águas pluviais do telhado da Igreja de Santa Maria; o pátio encontrava-se murado, situado entre a cabeceira da igreja e o palácio, construído em cantaria lavrada; na entrada, um alpendre sobre 4 arcos de cantaria, sobre o qual surgia uma varanda forrada de madeira de castanho e com guarda de cantaria; à esquerda uma escadaria com 28 degraus, tendo ao lado a cozinha; tinha duas salas com lareiras e janelas conversadeiras; na torre, com três pisos, o sótão, a sala de guarda roupa e outra, no piso inferior, com janela conversadeira; este ligava por passadiço ameiado com a torre de menagem;
1753, Outubro - a antiga alcáçova ainda se encontrava em óptimo estado de conservação, conforme descrição da mesma *4;
1762 - saque da praça, na sequência da Guerra dos Sete Anos;
1763 - devolução da Praça pelo Tratado de Paris;
1769, 6 Novembro - um alvará extingue o cargo de alcaide-mor;
1771, 20 Março - elevada a cidade e tornando-se sede de bispado;
Séc. XIX, 1.º quartel - feitura de uma nova porta para aceder à barbacã N.;
1807 - invasão de Junot, na marcha para Lisboa, deixando o castelo bastante arruinado;
1818 - no Tombo dos Bens do Concelho, é efectuada uma medição das muralhas *5;
1821 - começavam a ser retiradas pedras do Castelo e do Paço pelos habitantes para construção das suas habitações;
1835, 17 Julho - uma Portaria do Ministério da Guarda a pedido da Câmara Municipal, efectuado no ano anterior, concede licença para se destruir os arcos das muralhas e empregar essas pedras em obras de manifesta utilidade pública; foram derrubadas as portas da Vila, do Relógio e do Espírito Santo, sendo a pedra utilizada na construção da Ponte da Granja;
1839, 9 Março - nova Portaria autoriza que fosse vendida parte das pedras das paredes do Castelo e telha e madeira do palácio; 20 Março - portaria permite a venda das telhas e dos madeiramentos; (malvados)
1851 - a Câmara estuda a possibilidade de implantar o cemitério no local, ideia abandonada em 1864 - por ser uma zona demasiado rochosa;
Séc. XIX, 2.ª metade - pela acção do governador-civil Guilhermino de Barros, algumas muralhas foram reconstruídas, bem como algumas estruturas do palácio;
1852, 15 Novembro - violento temporal fez desabar algumas paredes da alcáçova e das muralhas; 19 Novembro - o parque foi cedido à Câmara para cemitério, obra que não se concretizou;
1862 - destruição da Porta do Postiguinho;
1875 / 1876 - início das obras no palácio, para adaptação a casa do professor da escola que se achava anexa, que não se concluiriam;
1893, 18 Maio - a Câmara verifica que os muros da barbacã do Espírito Santo se encontravam arruinados ameaçando perigo, sendo pertencentes a três particulares, pelo que os obrigou a demoli-los caso não procedessem às obras necessárias;
1929 - a Câmara construíu um urinol público na muralha da R. Vaz Preto;
1930 - desaba a última torre da muralha que já se apresentava em ruína;
1933 - construção de três reservatórios de água, adjudicados a Manuel Figueira, em terreno adquirido por 6.000$00;
1936, Março - uma tempestada provocou a derrocada da torre existente no ângulo E. / N.;
1936 - é solicitada à DGEMN um vistoria ao local e inicia-se o projecto de recuperação, como miradouro; simultaneamente, a Câmara solicitou um projecto de reconstrução ao engenheiro Manuel Tavares dos Santos, mas a falta de recursos tornou o projecto inviável;
1975 - é considerada a hipótese de demolir a muralha da R. Vaz Preto;
1977 - a DGEMN faz uma prospecção nesse local, sondando vestígios de outros troços; a Câmara expropriou e demoliu casas adossadas ao troço das muralhas;
1981 - demolição de uns barracões pertencentes à GNR adossados à muralha da R. Vaz Preto;
2000 - demolição de duas casas na R. Vaz Preto pôs a descoberto parte da muralha, nomeadamente um dos torreões.
Tipologia
Arquitectura militar, medieval e quinhentista.
Castelo de que resta parcos vestígios, nomeadamente um troço da muralha com adarve e a torre de menagem do antigo palácio dos comendadores, construído no Século XVI, com vãos de expressão manuelina.
Características Particulares
Castelo integrado na linha defensiva da Raia, mantendo uma torre do primitivo paço quinhentista com janelas geminadas com decoração manuelina, de carácter fitomórfico e arco de querena. Segundo Nuno Villamariz, segue a planta da fortificação de Chastel Blanc na Síria, erguida pela Ordem dos Templários em 1171 *6.
Observações
*1 - a forma desta janela é atribuída aos restauros efectuados pela DGEMN.
*2 - o troço da muralha descrito, fazia parte de uma cerca com a configuração de um pentágono irregular, com 5 torres, 2 delas voltadas para a Cidade velha e 3 para o exterior; junto à torre nascente, erguia-se o alcácer Manuelino demolido por determinação da DGEMN.
*3 - apesar de existirem vestígios datáveis da Pré e da Proto-história no local.
*4 - o Palácio situava-se dentro do castelo, no lado E., junto à capela-mor da Igreja de Santa Maria; a porta principal era de cantaria, com portas de madeira chapeadas a ferro, com 3 varas de altura e 2,5 de largura, que acedia a um pátio com 25x15 varas; no lado direito, um quarto com balcão com acesso por escada de pedra de 12 degraus, 2 portas e 2 janelas para o pátio, tendo 3 para o lado da vila; estava dividido em 4 dependências, 2 de telha vã e 2 com forro de madeira; por baixo do alpendre um arco de pedra de acesso à cavalariça, com 18x6 varas; no pátio, um jardim cercado por muro de cantaria com 7x9 varas com árvores e jasmineiros, situado debaixo de uma galeria com 4 janelas; no lado esquerdo do pátio, uma cisterna com guardas de cantaria e uma porta por trás da Igreja de Santa Maria, parcialmente tapada e que acedia à tribuna dos Comendadores; tem casas térreas, antigo paiol, quase todas arruinadas; por cima da porta, um patim de cantaria que leva à escada principal com 26 degraus, no cimo da qual outro patim com forro de madeira, sustentado por 3 colunas que protege a porta com 9x7 palmos; dá acesso a um recinto lajeado com abóbada, antigamente descoberto, e que era cisterna, com 4x3 varas e com duas portas, uma delas ligada à casa térrea com chaminé e forno e outra à sala de espera, com duas janelas, uma de assentos e outra rasgada, viradas a E., e uma chaminé; tem 3 portas, uma que liga a um quarto com janela, outra a uma sala com janela a N., a qual tem 2 portas, uma para o últimoquarto e outra para a última sala, com duas janelas e chaminé; a terceira porta acede a um compartimento ladrilhado com 3 portas, uma para a cozinha, da qual se vai para a varanda, uma para a varanda, ladrilhada com guarda de pedra e alegretes para flores; os quartos estão sobre 3 arcos de pedra, tapados, à excepção de um, que permite o acesso, tendo, à esquerda, um portado que liga a uma sala abobadada; em frente ao arco, porta em cantaria lavrada, de acesso a uma sala, sob a de espera, toda ladrilhada e, ao centro, florão de azulejo, abrindo a N. para um passeio ladrilhado de pedra miúda e cercado por parede com alegretes; na mesma sala, uma porta que acede à tulha e, em frentr à sala abobadada, uma tulha de azeite; as paredes são mais altas que as coberturas e cercadas de ameias.
*5 - "(...) principia a medição junto a porta de Santa Maria em a muralha e tem do norte para o sul 7 varas e dahi vai ao redor da muralha com caras ao poente ate a porta do Ouro the onde tem 231 varas e de largo 12 varas e dahi vai continuando athe a Porta da Traição tem 10 varas, e da Porta do Ouro tem 101 e 21 de Largo e dai vai athe a Porta do Esteval partindo com a muralha tem 171 varas e dahi continua athe a Porta de Sam Tiago ao canto da torre e tem 73 varas e de largura 7, e dahi vai continuando athe a Porta da Vila partindo com a muralha da banda do sul e do norte com quinta de Sua Excellencia Reverendíssima, e tem 210 varas de cumprimento" (SILVEIRA, António e outros, 2003, p. 22).
*6 - segundo este autor, estaria prevista a construção de uma torre sobre a igreja.
(fonte: IHRU)
Castelo
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Castelo de Penamacor
--------

-----------------

--------------------------

Enquadramento
Localiza-se no interior do país, a 12Km da fronteira com Espanha, numa pequena colina que se destaca na planície beirã. A paisagem divide-se entre a planície com diversas culturas de cereal, vinha, pequenos pomares, olival, alguns sobreiros e eucaliptos e as pequenas elevações compostas por afloramentos rochosos de granito das mais diversas dimensões. O município divide-se em 12 *1 freguesias e é limitado a N. pelo município do Sabugal, a E. por Espanha, a S. por Idanha-a-Nova e a O. pelo Fundão.
1189 - concessão de foral por D. Sancho I e doação da vila ao Mestre Gualdim Paes da Ordem dos Templários a quem mandou construir uma praça de armas, muralhas e castelo;
1217 - confirmação do foral por D. Afonso II;
Séc. XV - D. Afonso V faz de Penamacor cabeça de condado doa a D. Lopo de Albuquerque e seu alcaide-mor é Luís de Vasconcellos e Sousa, 3º Conde de Castelo Melhor;
1510, 1 Junho - concessão de novo foral por D. Manuel I
Tipologia
Núcleo urbano sede municipal. Vila situada em encosta na fronteira da Beira. Vila medieval de fundação de ordem religiosa militar (ordem do Templo), com castelo e cerca urbana; praça de guerra
Observações
*1 Águas, Aldeia de João Pires, Aldeia do Bispo, Aranhas, Bemposta, Benquerença, Meimão, Meimoa, Pedrógão de São Pedro, Penamacor, Salvador, Vale da Senhora da Póvoa. Penamacor está geminada com Clamart em França.
(fonte: IHRU)

domingo, 28 de novembro de 2010
Cultura castreja

sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Anjo amado

Um pouco de calor humano
Creio que o amor tem asas de ouro.
amém.
Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamante,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes
Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro.
amém.
- Natália Correia
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Taramundi, Eu-Návia e Nabia

Singularidade histórica
Na Idade Antiga, o território eunaviego estava habitado polos Albions, um povo incluído dentro da Gallaecia. Na Baixa Idade Média, a comarca fazia parte da diocese de Britónia, umha das divisons mais importantes do Galliciense Regnum. O começo do afastamento institucional começa com brigas intestinas da Igreja: no século XIII, o bispado de Lugo deixa esta comarca nas maos do bispado de Oviedo. Esta transferência administrativa nom obstaculiza a galeguidade da zona, nuns tempos onde ainda nom funcionava o esmagador aparato políticoadministrativo, educativo e económico dos estados nacionais. De facto, esta terra era conhecida como “Terra de Riba d'Eu” ao longo da Idade Média, e organizouse territorialmente sob o nome de Arcediagado de Riba d'Eu até há aproximadamente um século.
Alguns projectos de organizaçom provincial do liberalismo espanhol encaixavam de novo a comarca do leste no tronco galego. No plano do governo espanhol de 1810 –em plena convulsom revolucionária motivada pola guerra do francês– incluía-se na nossa terra. E o mesmo acontecia com os planos provinciais de 1813 e 1821. Que foi o que fanou esta reconduçom do Návia-Eu para a Galiza? A conhecida divisom territorial de Javier de Burgos, em 1833. Existírom projectos posteriores que matizavam a organizaçom proposta polo andaluz: em 1842, apresentou-se no congresso dos deputados umha nova proposta para constituir com o Návia-Eu a Província de Riba d'Eu. E ainda que nunca se materializou esta nova província galega, a transcendental desamortizaçom de Madoz já articulava disposiçons comuns para toda a Galiza, incluindo com toda naturalidade esta terra estremeira.
A comarca do Eu-Návia é, de todas as terras estremeiras, a que antes se arredou institucionalmente da Galiza. Esse feito, junto ao convívio da idiossincrasia galega com umha forte identidade astur, tem distanciado muito mais de nós esta bisbarra do Leste; enquanto umha quantidade importante de bercianos e seabreses aderem a um certo sentimento galego, nesta terra entre os dous rios a localizaçom é mais equívoca.
Algum sector do asturianismo risca de “expansom galega” a vindicaçom da cultura tradicional; frente a esta posiçom trabalha um perdurável associativismo. Parte dele sente-se plenamente galego de naçom, enquanto outro, com a mesma legitimidade, se define como “asturiano de naçom, mas de língua e cultura galegas”. No entanto, o espanholismo mais exaltado aguilhoa de Oviedo o antigaleguismo mais primário.
O Eu-Návia é umha das comarcas mais orientais da Galiza. Milhares de galegos e galegas pudérom comprovar mais graficamente o seu encaixe geográfico no resto do país graças ao mapa que a organizaçom NÓS-UP editou há seis anos, com umha tremenda acolhida social. Esta primeira imagem da Galiza completa (que polia o mapa que Domingo Fontán realizara no século XIX) incluía também as terras do Eu-Návia. A comarca parte dumha rasa costeira bem plana, sulcada de pequenos vales, que conduz para um interior mui montanhoso, de geografia abrupta, arredado de Espanha pola fronteira natural da Serra do Ranhadoiro. Ainda a dia de hoje, e apesar do absoluto desentendimento institucional, sobrevivem 40.000 galegofalantes nesta terra. Além do galego falado, o idioma floresce numha cumprida literatura comarcal, que ganha corpo ao longo dos séculos XIX e XX. Nomes como os de Antolín Santos Mediante, um dos precursores, de temática ruralista, som mui conhecidos na zona.
- Portal Gallego
Nabia
Castro de San Cibrán de Lás e Templo da Vera Cruz de San Cibrán

O Castro de San Cibrao de Lás, também conhecido como "A Ciudá", Lambrica, Lansbrica, Lanobrica é um dos povoados castrejos em processo de escavação de maior tamanho entre os localizados no território da actual Galiza. Do resultado dos estudos arqueológicos pode-se definir um período de ocupação continuada desde o século II a.C. até o século II d.C., e com possíveis ocupações esporádicas mais tardiasO nome de A Cidade é o tradicional entre as gentes das redondezas. Os nomes de Lambrica, Lanobriga e Lansbrica procedem de diversas leituras que foram feitas sobre uma ara romana dedicada ao deus Bandua, existente em uma casa particular na vizinha paróquia de Eiras.
Pelo seu tamanho pode ser comparado com o de Santa Tegra e com as Citânias do norte de Portugal, povoamentos castrejos que se caracterizam pelo seu avançado estado de romanização e pelas suas grandes dimensões. Entre os expoentes mais significativos podem-se citar a Citânia de Briteiros, Castro de Mozinho e o de Sanfins.
Templo da Vera Cruz de San Cibrán
IGLESIA PARROQUIAL: Es la más antigua de O Carballiño y desde que sus imágenes fueron trasladadas al Templo de la Veracruz permanece prácticamente cerrada al culto. Se construyó a principios de siglo en el mismo lugar que había ocupado una vieja capilla con advocación a San Antonio. La torre es el elemento más representativo de la Iglesia, sobre un cuerpo cuadrangular se alzan sus partes superiores semicirculares, siendo el tercer y cuarto cuerpos octogonales.
TEMPLO DE LA VERACRUZ: Es la obra más emblemática de O Carballiño. Su construcción se encargó en 1942 a Antonio Palacios Ramilo. Es además importante señalar la contribución hecha por el pueblo, y a dos personalidades además de su arquitecto, como son el párroco D. Evaristo Vaamonde da Cortiña y a su constructor D. Adolfo Otero Landeiro que consiguieron que la obra llegase a buen término. La construcción del templo se realizó mayoritariamente con lo que el párroco pudo ir consiguiendo a través de colectas, donativos de veraneantes y emigrantes y alguna subvención del Estado.
El emplazamiento de La Veracruz no fue fruto del azar, se pretendía que sirviese de enlace de tres puntos fundamentales: la estación del ferrocarril, la nueva Iglesia y la Casa Consistorial.
Su estilo es difícil de definir porque es una mezcla de distintas formas arquitectónicas y escultóricas. Los materiales que se emplearon para su levantamiento son en su totalidad de la comarca, en especial granito y pizarra
Su torre tiene 52 metros de altura. El elemento central del Templo es la rotonda que según Antonio Palacios: “Es el elemento más grandioso de toda la concepción interior del templo, novísima sí, pero también muy vieja y tradicional. La rotonda está abierta por un cimborrio constituido por cúpulas semiesféricas de 15 metros de diámetro, cortadas por ocho chaflanes (...) Sirven de apoyo al conjunto ocho fuertes columnas monolíticas en granito pulimentado de 4´5 metros de altura y 0´7 metros de diámetro. Sobre ellas se voltean –en los chaflanes mayores- arcos parabólicos, forma esencialmente gallega que repugna el arco apuntado...”
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Bandua, São Brás, os São Torcato e o torque
(fonte: Wikipedia)Bandua é um Deus supremo da cultura castreja (dos Galaicos, portanto), mas também dos Lusitanos, considerado o Deus da guerra e vinculado à tradição céltica centro europeia.Geralmente aparece com diferentes epítetos - Bandua Aposolego, Bandua Cadogus, Bandua Aetobrigus, Bandua Roudeacus, Bandua Isibraiegus - que fazem referência ao seu carácter militar.
Nas fontes romanas aparece associado a Marte.Apareceram menções em gravuras de numerosos lugares do noroeste peninsular, com menor frequência no resto da península. Uma ara dedicada a este Deus descobriu-se-se no Castro de San Cibrao de Lás, no concelho de San Amaro, uma ara particularmente importante, já que menciona o nome do castro, sendo este um dos poucos castros dos quais se conhece o nome: Lansbricae.

São Torcato I -
S. Torcato (bispo) Séc. I
São Torcato é considerado o primeiro dos Varões Apostólicos, bispos enviados ainda no século I para evangelizar a Península Ibérica. A sua história está envolvida em lenda. Aparentemente, terá aportado a Cádis, no sul de Espanha, onde teria morrido e sido sepultado.
O seu corpo terá sido trazido para o norte da Península no século VIII, quando os cristãos de Cádis fugiram da invasão dos mouros, e depositado no mosteiro de Celanova, perto de Ourense. Mais tarde, as suas relíquias foram distribuídas por vários mosteiros da Galiza e do norte de Portugal. No ano de 1059 (cerca de cem anos antes da independência de Portugal), já existia o mosteiro de S. Torcato, perto de Guimarães, o mais célebre centro português da devoção ao santo bispo, o qual veio a dar o nome a muitas aldeias no Minho.
São Torcato II
Ladislao Castro sinala que a figura de San Brais - un bispo armenio martirizado en tempos do emperador Diocleciano, segundo as crónicas dá Igrexa - ofrece bastantes semellanzas con San Torcuato, outra figura tradicional que é obxecto de culto popular en diversos lugares de Galicia e do norte de Portugal e ó que tamén se atribúen poderes curativos.
Ambos os personaxes «parecen ir paralelos e ás veces substitúense», explica ou historiador. En certas representacións antigas, vos dous santos teñen ou torque como atributo e ou propio nome de Torcuato significa etimoloxicamente «portador do torque».
As dúas figuras, en opinión do prehistoriador ourensán, parecen estar relacionadas directamente cunha divindade do panteón castrexo, chamada Bandua.
Na localidade ourensán de Santa Comba de Bande, onde tamén hai un culto tradicional a San Brais, vos arqueólogos encontraron unha ara ou altar dedicada a este deus adorado polos habitantes dous castros prerromanos, que seguiu recibindo culto despois dá romanización de Galicia.
(Eiras, San Amaro)
Ou soado arqueólogo Florentino López Cuevillas, por outro lado, sinala que ou deus Bandua tamén debeu de ser obxecto de culto non castro ourensán de San Cibrán de Lás, situado cerca dun lugar que se chama Couto de San Trocado.
Este último nome é unha variante popular de Torcuato presente en diversos lugares de Galicia.
A teoría de Castro é que tanto San Brais como San Torcuato herdaron en parte as funcións e os atributos do deus Bandua, que probablemente tamén tinga virtudes curativas e ó que se lle debían de ofrendar torques.
(fonte: La Voz de Galicia)



---
domingo, 21 de novembro de 2010
Roger la Flor, 2ª parte


Qué os diré? Con tales presas abasteció Siracusa, el castillo de Agosta, Lentini y todos los demás lugares que se tenian por el señor rey al rededor de Siracusa, donde trató de hacer un gran mercado de viveres, y de enviar para Mesina, habiendo pagado luego, con el dinero que hizo, álos soldados que habia en todos los puntos referidos. Es decir, que pagó todo el mundo, en dinero ó en viveres, por seis meses, con lo que logró dejarlo todo bien provisto. Hecho esto, le sobraron todavia de sus ganancias mas de ocho mil onzas, y pasando á Mesina, entregó al señor rey, que recorria la Sicilia, mil onzas en carlino, y pagó tambien en dinero ó viveres, y asimismo por seis meses, á los soldados que estaban con el conde de Squilace, y en Calana, la Mota el castillo de Santa Agata, Pentedatilo, Mandolela (Amandolea) y en Guirays (Gersei).
Armó despues quatro galeras, ademas de la suya, las cuales tomó de la atarazana, y armadas que las tuvo, hizo outra vez rumbo hacia la Pulla, y apreso en Otrento la nave de En Berenguer Samuntada de Barcelona, que hiba cargada de trigo y pertenecia al rey Carlos, cuya nave, que era de tres puentes, enviaba este á Catania. Tripuló Roger la mencionada nave, y la envió á Mesina, proporcionando grande abundancia á la ciudad con las otras naves y leños que apresó, pues fueron mas de treinta las que allí envió cargadas igualmente de viveres; de suerte, que fué infinito lo que él vino á ganar, como fué grande el bien que hizo á Mesina, á Reggio y a todo el país.
Luego que hubo hecho todo esto, en que mas de cincuenta caballerias, todas buenas, las hizo montar por escuderos catalanes y aragoneses, que recibió en su compañia, - á sua casa cinco caballeros, tambien catalanes y aragoneses, y provisto de gran cantidad de dinero, fué alli donde estaba el señor rey, que era en Piazza, donde le encontró, y en aquel punto entrególe mas de mil onzas em dinero, habiendo hecho donativos á D. Frederico, á En G. Galcerán, y á En Brenguer.Entenza especialmente, con los cuales se hacera íntimo, reinando tal amor, que parecia tratarse de hermanos, y en que --- entre elles lo que hubiesen. Que os ---. No habia rico hombre ni caballero que no aceptase sus dones, y en todos los --- que hiba á visitar, daba á los soldados por seis meses; así que, fortalecio al señor rey, y refrescó de modo á su gente, que cada uno valia por dos de lo que antes eran --- señor rey, viendo lo que Roger valia, le nombrou vicealmirante de Sicilia, nombróle del consejo, y le dió el castillo de Trip, el de Alicata y las rentas de Malta.
Viendo asimismo Roger el honor que el señor rey le habia dispensado, dejóle su compañia de á caballo, con sus respectivos jefes, que eran En Berenguer de Montroig, catalan, y micer Roger de la Matina, á quienes entregó el suficiente dinero para subvenirse y para lo demás que hubiesen menester. Despidióse luego del señor rey, y pasando á Mesina, donde armó cinco galeras y un leño, trató de batir todo el Principado, la playa romana y la ribera de Pisa, Génova, Provenza, Cataluña, España y Berberia. En tal viaje, apoderábase de todo cuanto encontraba, así de amigos, como de enemigos, con tal que fuese dinero ó mercaderia buena que pudiese meter en sus galeras, con la diferencia, que á los amigos les daba un debitorio, diciéndoles que cuando habria paz se les satisfaria, y á los enemigos les quitaba todo cuanto bueno llevaban, dejandoles, sin embargo, los leños y las personas, pues á ninguna hacia mal.De este modo, al apartarse de él cada cual marchaba satisfecho, y así ganó en tal viaje una infinidad de oro, plata y buenos géneros, tanto como pudieron llevar sus galeras.
Con tal ganancia, volvióse á Sicilia, donde todos los soldados, así a caballo como de á pié, le esperaban, como los judios al Mesias. Cuando estuvo en Trápani oyó decir que el duque habia ido contra Mesina, cuya ciudad tenia sitiada por mar y por tierra, y dirigiéndose Roger á Siracusa, desarmó en tal punto, mas, si era grande la confianza con que le aguardaban los soldados, no lo fué menos el modo como trató de socorrerles, pues á todo el mundo, fuese quien fuese el que encontraba, ya fuesen de á caballo, ya de á pie, ó guardias de castillo, y lo mismo en Sicilia que en Calabria, á todos pagaba por seis meses, y así era tal la buena voluntad de los soldados, que cada uno valia por dos.
Mandó venir luego su compañia, y dándola asimismo igual paga, envió en seguida al señor rey gran refresco de dinero, no menos que á todos los ricos hombres.
(*) Flor es el apellido traducido, pues el verdadero era Blum, que significa aquella palabra en aleman.
Roger la Flor, 1ª parte
Reflere el principio de fray Roger, que despues fué tan ensalzado, y las grandes proezas que hizo durante su vida.
Es el caso, que el emperador Federico tuvo un halconero de Alemania, que tenia por nombre Ricardo de Flor (*), bellisimo sujeto, al que dió por esposa, en la ciudad de Brindis, una doncella, hija de un propietario de dicha ciudad, que era á la vez rico hombre, de modo, que entre lo que le dió el emperador, y lo que le sobrevino por su mujer, vino a ser tambien un gran rico hombre. Tuvo con ella dos hijos, el mayor, que se llamava Jacobo de Flor, y el menor, que tenia por nombre Roger de Flor. Cuando Conradino fué al reino de Sicilia, tenia el mayor de dichos dos hermanos no mas que cuatro años, y Roger solamente uno. Quiso su padre, que era buen guerrero, asistir a la batalla de Conradino contra el rey Carlos, y en ella murió; mas, como el rey Carlos, despues de haberse apoderado del reino, se apoderó asímismo de todo cuanto perteneciese á los que hubiesen estado en la batalla, ó hubiesen pertenecido a la familia del imperador y del rey Mamfredo, resultó que esos dos muchachos y a su madre no les quedó mas que lo quo ella habia aportado en dote, pues de lo demas fueron desheredados.
En aquel tiempo, acudian las naves de todas las casas de comercio á Brindis, donde iban a invernar las de Pulla, que querian sacar del reino peregrinos ó víveres, pues tenian allí las casas grandes establecimientos, como los tienen todavía en Brindis, por toda la Pulla y lo demás del reino, de modo que las naves que alli invernaban, empezaban a cargar por la primavera , para pasar a Acre, llevándose peregrinos, aceite, vino, y de toda suerte de grasa y de trigo. A buen seguro que es el tal lugar el mas á proposito para pasar á Ultramar, que ningun otro de cristianos, pues es la tierra mas abundante y fértil entlodo, y la mas cercana á Roma, siendo, además, el mejor puerto del mundo, de modo que las casas están construidas dentro del mar.
Mas adelante, cuando el mozo Roger tuve ocho años, sucedió que un prohombre del Temple, que era fray sargento, llamado fray Vassayll, natural de Marsella, y que se encontraba de comendador de una nave del Temple, marino experto, fué a invernar en Brindis con su nave, haciéndola lastrar y recorrer en la Pulla. Mientras se componia la nave, el muchacho Roger andaba por ella y por la jarcia tal lijeramente como si fuese um mono, y pasaba todo el dia con los de la embarcacion, por el motivo de estar la casa de su madre cerca del punto donde aquella tenia el lastre.
Con esto, el mencionado prohombre fray Vassayll prendóse tanto del mozo Roger, que le amaba lo propio que si fuese hijo suyo, y pidiéndolo á sua madre, dijole, que si se lo entregaba, emplearia todo su valimiento para que fuese algun dia hombre de provecho en el Temple. La madre, pareciendole que era un honrado sujeto el que tal le pedia, entregóselo gustosa, y él lo recibió, saliendo, con esto, el muchacho el mas experto en cosas de mar que imaginar se pueda, pues maravilla era verle encaramar, y otras cosas que hacia; así sucedió, que á los quince años fué reputado como uno de los mejores marineros del mundo, y á los veinte fue buen marinero, así por su discurso como por práctica, de suerte que el tal prohombre fray Vassayll le dejaba ya la direccion de la nave á su libre voluntad. Viendo el maestre del Temple que era Roger fogoso y capaz al mismo tiempo, dióle el manto de la órden, haciéndole fray sargento, y á poco de ser fraile, compró el Temple una gran nave á los genoveses, la mayor que se hubiese fabricado en aquellos tiempos, la cual tenia por nombre el Halcon, y entrególa al mencionado fray Roger de Flor.Con ella navego largo tiempo Roger, dando pruebas de su conocimiento y gran valor, como se encontró con ella en Acre, entre las del Temple que allí habia, y de todas cuantas allí estaban, ninguna era tan querida como aquella, debiendo entenderse que era el tal fray Roger el hombre mas generoso de cuantos hayan nacido, pudiendo solo compararse con un rey joven, como que cuanto ganaba lo repartia y daba luego á los principales caballeros del Temple, y á los muchos amigos que se sabia conquistar.
Perdióse en aquel tiempo Acre, en cuyo puerto se hallaba con su nave, y en admitiendo en ella á damas y doncellas con grandes tesoros, y á otra mucha gente de importancia, los transportó luego á Montpelegrin, con lo que vino á ser infinito lo que ganó en tal viaje. Cuando hubo pasado el mar, y se halló otra vez á la parte de acá, hizo grandes donativos al maestre y á todos cuantos mandaban en el Temple; mas, no bien lo hubo hecho, cuando algunos envidiosos lo acusaron al maestre, diciendo que del suceso de Acre era grande el tesoro que le habia quedado, resultando de aqui que el maestre se apoderó de cuanto le pertenecia, y luego hasta quiso prenderle. Al saberlo Roger, desamparó la nave, que estaba en el puerto de Marsella, y se fué á Génova, donde encontró á micer Ticino Doria y á otros muchos amigos que habia sabido granjearse; pidióles prestada una cantidad, con la que compró una buena galera, cuyo nombre era la Oliveta, y armaándola muy bien, paso con ella á Catania, y se presentó al duque, para ofrecersele, y ver en lo que estimaria así su galera, como á su persona. Mala acogida le dió el duque, de hecho y de palabras, y así estuvo aguardando tres dias, sin haber podido pbtener respuesta alguna favorable, mas el cuarto dia, fuése á su presencia, y le dijo:
- Ya veo, señor, que no os place emplearme en servicio vuestro; quedad, pues, con Dios, y yo iré en busca de otro señor a quien plazca mi servicio. - A lo que el duque contestó, que fuese en buena hora.
Con esto, embarcose al punto Roger, y se fué á Mesina, donde encontró al señor rey Federico; fué a su presencia, ofreciósele, así como habia hecho al duque, y acogiendole muy agradablemente el señor rey, dióle gracias por su oferta, le hizo, en seguida, de su casa, y le señaló buena y conveniente paga, prestándole homenaje Roger, con todos los que le habian acompañado. Viendo Roger la bella y honrosa acogida del señor rey, dióse por muy satisfecho, y habiendo estado ocho dias á su lado, despues de haber resfrescado á su gente, despidióse de él, é hizo rumbo hácia la Pulla, donde apresó una nave del rey Carlos, que hiba á Catania, cargada de viveres para el duque, la que tripuló en seguida con gente de los suyos, y pasando los de la nave á la galera, envió aquella, que era de tres puentes, á Siracusa, cargada de trigo y otros viveres, Apresó luego diez taridas, cargadas asimismo de viveres, que el rey Carlos enviava al duque, y con ellas pasó á Siracusa, cuya ciudad reanimó, pues en tal ocasion habia en ella gran escases, llevando luego viveres con la misma galera al castillo de Agosta.
sábado, 20 de novembro de 2010
04 de Dezembro de 1149

Mas o homem, se é certo que o conduz,
Por entre as cerrações do seu destino,
Não sei que mão feita d’amor e luz
Lá para as bandas dum porvir divino…
Se, desde Prometeu até Jesus,
O fazem ir — estranho peregrino,
O Homem, tenteando a grossa treva,
Vai… mas ignora sempre quem o leva!
(Continua no livro)










