
domingo, 28 de novembro de 2010
Cultura castreja
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Anjo amado

Um pouco de calor humano
Creio que o amor tem asas de ouro.
amém.
Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamante,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes
Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro.
amém.
- Natália Correia
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Taramundi, Eu-Návia e Nabia

Singularidade histórica
Na Idade Antiga, o território eunaviego estava habitado polos Albions, um povo incluído dentro da Gallaecia. Na Baixa Idade Média, a comarca fazia parte da diocese de Britónia, umha das divisons mais importantes do Galliciense Regnum. O começo do afastamento institucional começa com brigas intestinas da Igreja: no século XIII, o bispado de Lugo deixa esta comarca nas maos do bispado de Oviedo. Esta transferência administrativa nom obstaculiza a galeguidade da zona, nuns tempos onde ainda nom funcionava o esmagador aparato políticoadministrativo, educativo e económico dos estados nacionais. De facto, esta terra era conhecida como “Terra de Riba d'Eu” ao longo da Idade Média, e organizouse territorialmente sob o nome de Arcediagado de Riba d'Eu até há aproximadamente um século.
Alguns projectos de organizaçom provincial do liberalismo espanhol encaixavam de novo a comarca do leste no tronco galego. No plano do governo espanhol de 1810 –em plena convulsom revolucionária motivada pola guerra do francês– incluía-se na nossa terra. E o mesmo acontecia com os planos provinciais de 1813 e 1821. Que foi o que fanou esta reconduçom do Návia-Eu para a Galiza? A conhecida divisom territorial de Javier de Burgos, em 1833. Existírom projectos posteriores que matizavam a organizaçom proposta polo andaluz: em 1842, apresentou-se no congresso dos deputados umha nova proposta para constituir com o Návia-Eu a Província de Riba d'Eu. E ainda que nunca se materializou esta nova província galega, a transcendental desamortizaçom de Madoz já articulava disposiçons comuns para toda a Galiza, incluindo com toda naturalidade esta terra estremeira.
A comarca do Eu-Návia é, de todas as terras estremeiras, a que antes se arredou institucionalmente da Galiza. Esse feito, junto ao convívio da idiossincrasia galega com umha forte identidade astur, tem distanciado muito mais de nós esta bisbarra do Leste; enquanto umha quantidade importante de bercianos e seabreses aderem a um certo sentimento galego, nesta terra entre os dous rios a localizaçom é mais equívoca.
Algum sector do asturianismo risca de “expansom galega” a vindicaçom da cultura tradicional; frente a esta posiçom trabalha um perdurável associativismo. Parte dele sente-se plenamente galego de naçom, enquanto outro, com a mesma legitimidade, se define como “asturiano de naçom, mas de língua e cultura galegas”. No entanto, o espanholismo mais exaltado aguilhoa de Oviedo o antigaleguismo mais primário.
O Eu-Návia é umha das comarcas mais orientais da Galiza. Milhares de galegos e galegas pudérom comprovar mais graficamente o seu encaixe geográfico no resto do país graças ao mapa que a organizaçom NÓS-UP editou há seis anos, com umha tremenda acolhida social. Esta primeira imagem da Galiza completa (que polia o mapa que Domingo Fontán realizara no século XIX) incluía também as terras do Eu-Návia. A comarca parte dumha rasa costeira bem plana, sulcada de pequenos vales, que conduz para um interior mui montanhoso, de geografia abrupta, arredado de Espanha pola fronteira natural da Serra do Ranhadoiro. Ainda a dia de hoje, e apesar do absoluto desentendimento institucional, sobrevivem 40.000 galegofalantes nesta terra. Além do galego falado, o idioma floresce numha cumprida literatura comarcal, que ganha corpo ao longo dos séculos XIX e XX. Nomes como os de Antolín Santos Mediante, um dos precursores, de temática ruralista, som mui conhecidos na zona.
- Portal Gallego
Nabia
Castro de San Cibrán de Lás e Templo da Vera Cruz de San Cibrán

O Castro de San Cibrao de Lás, também conhecido como "A Ciudá", Lambrica, Lansbrica, Lanobrica é um dos povoados castrejos em processo de escavação de maior tamanho entre os localizados no território da actual Galiza. Do resultado dos estudos arqueológicos pode-se definir um período de ocupação continuada desde o século II a.C. até o século II d.C., e com possíveis ocupações esporádicas mais tardiasO nome de A Cidade é o tradicional entre as gentes das redondezas. Os nomes de Lambrica, Lanobriga e Lansbrica procedem de diversas leituras que foram feitas sobre uma ara romana dedicada ao deus Bandua, existente em uma casa particular na vizinha paróquia de Eiras.
Pelo seu tamanho pode ser comparado com o de Santa Tegra e com as Citânias do norte de Portugal, povoamentos castrejos que se caracterizam pelo seu avançado estado de romanização e pelas suas grandes dimensões. Entre os expoentes mais significativos podem-se citar a Citânia de Briteiros, Castro de Mozinho e o de Sanfins.
Templo da Vera Cruz de San Cibrán
IGLESIA PARROQUIAL: Es la más antigua de O Carballiño y desde que sus imágenes fueron trasladadas al Templo de la Veracruz permanece prácticamente cerrada al culto. Se construyó a principios de siglo en el mismo lugar que había ocupado una vieja capilla con advocación a San Antonio. La torre es el elemento más representativo de la Iglesia, sobre un cuerpo cuadrangular se alzan sus partes superiores semicirculares, siendo el tercer y cuarto cuerpos octogonales.
TEMPLO DE LA VERACRUZ: Es la obra más emblemática de O Carballiño. Su construcción se encargó en 1942 a Antonio Palacios Ramilo. Es además importante señalar la contribución hecha por el pueblo, y a dos personalidades además de su arquitecto, como son el párroco D. Evaristo Vaamonde da Cortiña y a su constructor D. Adolfo Otero Landeiro que consiguieron que la obra llegase a buen término. La construcción del templo se realizó mayoritariamente con lo que el párroco pudo ir consiguiendo a través de colectas, donativos de veraneantes y emigrantes y alguna subvención del Estado.
El emplazamiento de La Veracruz no fue fruto del azar, se pretendía que sirviese de enlace de tres puntos fundamentales: la estación del ferrocarril, la nueva Iglesia y la Casa Consistorial.
Su estilo es difícil de definir porque es una mezcla de distintas formas arquitectónicas y escultóricas. Los materiales que se emplearon para su levantamiento son en su totalidad de la comarca, en especial granito y pizarra
Su torre tiene 52 metros de altura. El elemento central del Templo es la rotonda que según Antonio Palacios: “Es el elemento más grandioso de toda la concepción interior del templo, novísima sí, pero también muy vieja y tradicional. La rotonda está abierta por un cimborrio constituido por cúpulas semiesféricas de 15 metros de diámetro, cortadas por ocho chaflanes (...) Sirven de apoyo al conjunto ocho fuertes columnas monolíticas en granito pulimentado de 4´5 metros de altura y 0´7 metros de diámetro. Sobre ellas se voltean –en los chaflanes mayores- arcos parabólicos, forma esencialmente gallega que repugna el arco apuntado...”
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Bandua, São Brás, os São Torcato e o torque
(fonte: Wikipedia)Bandua é um Deus supremo da cultura castreja (dos Galaicos, portanto), mas também dos Lusitanos, considerado o Deus da guerra e vinculado à tradição céltica centro europeia.Geralmente aparece com diferentes epítetos - Bandua Aposolego, Bandua Cadogus, Bandua Aetobrigus, Bandua Roudeacus, Bandua Isibraiegus - que fazem referência ao seu carácter militar.
Nas fontes romanas aparece associado a Marte.Apareceram menções em gravuras de numerosos lugares do noroeste peninsular, com menor frequência no resto da península. Uma ara dedicada a este Deus descobriu-se-se no Castro de San Cibrao de Lás, no concelho de San Amaro, uma ara particularmente importante, já que menciona o nome do castro, sendo este um dos poucos castros dos quais se conhece o nome: Lansbricae.

São Torcato I -
S. Torcato (bispo) Séc. I
São Torcato é considerado o primeiro dos Varões Apostólicos, bispos enviados ainda no século I para evangelizar a Península Ibérica. A sua história está envolvida em lenda. Aparentemente, terá aportado a Cádis, no sul de Espanha, onde teria morrido e sido sepultado.
O seu corpo terá sido trazido para o norte da Península no século VIII, quando os cristãos de Cádis fugiram da invasão dos mouros, e depositado no mosteiro de Celanova, perto de Ourense. Mais tarde, as suas relíquias foram distribuídas por vários mosteiros da Galiza e do norte de Portugal. No ano de 1059 (cerca de cem anos antes da independência de Portugal), já existia o mosteiro de S. Torcato, perto de Guimarães, o mais célebre centro português da devoção ao santo bispo, o qual veio a dar o nome a muitas aldeias no Minho.
São Torcato II
Ladislao Castro sinala que a figura de San Brais - un bispo armenio martirizado en tempos do emperador Diocleciano, segundo as crónicas dá Igrexa - ofrece bastantes semellanzas con San Torcuato, outra figura tradicional que é obxecto de culto popular en diversos lugares de Galicia e do norte de Portugal e ó que tamén se atribúen poderes curativos.
Ambos os personaxes «parecen ir paralelos e ás veces substitúense», explica ou historiador. En certas representacións antigas, vos dous santos teñen ou torque como atributo e ou propio nome de Torcuato significa etimoloxicamente «portador do torque».
As dúas figuras, en opinión do prehistoriador ourensán, parecen estar relacionadas directamente cunha divindade do panteón castrexo, chamada Bandua.
Na localidade ourensán de Santa Comba de Bande, onde tamén hai un culto tradicional a San Brais, vos arqueólogos encontraron unha ara ou altar dedicada a este deus adorado polos habitantes dous castros prerromanos, que seguiu recibindo culto despois dá romanización de Galicia.
(Eiras, San Amaro)
Ou soado arqueólogo Florentino López Cuevillas, por outro lado, sinala que ou deus Bandua tamén debeu de ser obxecto de culto non castro ourensán de San Cibrán de Lás, situado cerca dun lugar que se chama Couto de San Trocado.
Este último nome é unha variante popular de Torcuato presente en diversos lugares de Galicia.
A teoría de Castro é que tanto San Brais como San Torcuato herdaron en parte as funcións e os atributos do deus Bandua, que probablemente tamén tinga virtudes curativas e ó que se lle debían de ofrendar torques.
(fonte: La Voz de Galicia)



---
domingo, 21 de novembro de 2010
Roger la Flor, 2ª parte


Qué os diré? Con tales presas abasteció Siracusa, el castillo de Agosta, Lentini y todos los demás lugares que se tenian por el señor rey al rededor de Siracusa, donde trató de hacer un gran mercado de viveres, y de enviar para Mesina, habiendo pagado luego, con el dinero que hizo, álos soldados que habia en todos los puntos referidos. Es decir, que pagó todo el mundo, en dinero ó en viveres, por seis meses, con lo que logró dejarlo todo bien provisto. Hecho esto, le sobraron todavia de sus ganancias mas de ocho mil onzas, y pasando á Mesina, entregó al señor rey, que recorria la Sicilia, mil onzas en carlino, y pagó tambien en dinero ó viveres, y asimismo por seis meses, á los soldados que estaban con el conde de Squilace, y en Calana, la Mota el castillo de Santa Agata, Pentedatilo, Mandolela (Amandolea) y en Guirays (Gersei).
Armó despues quatro galeras, ademas de la suya, las cuales tomó de la atarazana, y armadas que las tuvo, hizo outra vez rumbo hacia la Pulla, y apreso en Otrento la nave de En Berenguer Samuntada de Barcelona, que hiba cargada de trigo y pertenecia al rey Carlos, cuya nave, que era de tres puentes, enviaba este á Catania. Tripuló Roger la mencionada nave, y la envió á Mesina, proporcionando grande abundancia á la ciudad con las otras naves y leños que apresó, pues fueron mas de treinta las que allí envió cargadas igualmente de viveres; de suerte, que fué infinito lo que él vino á ganar, como fué grande el bien que hizo á Mesina, á Reggio y a todo el país.
Luego que hubo hecho todo esto, en que mas de cincuenta caballerias, todas buenas, las hizo montar por escuderos catalanes y aragoneses, que recibió en su compañia, - á sua casa cinco caballeros, tambien catalanes y aragoneses, y provisto de gran cantidad de dinero, fué alli donde estaba el señor rey, que era en Piazza, donde le encontró, y en aquel punto entrególe mas de mil onzas em dinero, habiendo hecho donativos á D. Frederico, á En G. Galcerán, y á En Brenguer.Entenza especialmente, con los cuales se hacera íntimo, reinando tal amor, que parecia tratarse de hermanos, y en que --- entre elles lo que hubiesen. Que os ---. No habia rico hombre ni caballero que no aceptase sus dones, y en todos los --- que hiba á visitar, daba á los soldados por seis meses; así que, fortalecio al señor rey, y refrescó de modo á su gente, que cada uno valia por dos de lo que antes eran --- señor rey, viendo lo que Roger valia, le nombrou vicealmirante de Sicilia, nombróle del consejo, y le dió el castillo de Trip, el de Alicata y las rentas de Malta.
Viendo asimismo Roger el honor que el señor rey le habia dispensado, dejóle su compañia de á caballo, con sus respectivos jefes, que eran En Berenguer de Montroig, catalan, y micer Roger de la Matina, á quienes entregó el suficiente dinero para subvenirse y para lo demás que hubiesen menester. Despidióse luego del señor rey, y pasando á Mesina, donde armó cinco galeras y un leño, trató de batir todo el Principado, la playa romana y la ribera de Pisa, Génova, Provenza, Cataluña, España y Berberia. En tal viaje, apoderábase de todo cuanto encontraba, así de amigos, como de enemigos, con tal que fuese dinero ó mercaderia buena que pudiese meter en sus galeras, con la diferencia, que á los amigos les daba un debitorio, diciéndoles que cuando habria paz se les satisfaria, y á los enemigos les quitaba todo cuanto bueno llevaban, dejandoles, sin embargo, los leños y las personas, pues á ninguna hacia mal.De este modo, al apartarse de él cada cual marchaba satisfecho, y así ganó en tal viaje una infinidad de oro, plata y buenos géneros, tanto como pudieron llevar sus galeras.
Con tal ganancia, volvióse á Sicilia, donde todos los soldados, así a caballo como de á pié, le esperaban, como los judios al Mesias. Cuando estuvo en Trápani oyó decir que el duque habia ido contra Mesina, cuya ciudad tenia sitiada por mar y por tierra, y dirigiéndose Roger á Siracusa, desarmó en tal punto, mas, si era grande la confianza con que le aguardaban los soldados, no lo fué menos el modo como trató de socorrerles, pues á todo el mundo, fuese quien fuese el que encontraba, ya fuesen de á caballo, ya de á pie, ó guardias de castillo, y lo mismo en Sicilia que en Calabria, á todos pagaba por seis meses, y así era tal la buena voluntad de los soldados, que cada uno valia por dos.
Mandó venir luego su compañia, y dándola asimismo igual paga, envió en seguida al señor rey gran refresco de dinero, no menos que á todos los ricos hombres.
(*) Flor es el apellido traducido, pues el verdadero era Blum, que significa aquella palabra en aleman.
Roger la Flor, 1ª parte
Reflere el principio de fray Roger, que despues fué tan ensalzado, y las grandes proezas que hizo durante su vida.
Es el caso, que el emperador Federico tuvo un halconero de Alemania, que tenia por nombre Ricardo de Flor (*), bellisimo sujeto, al que dió por esposa, en la ciudad de Brindis, una doncella, hija de un propietario de dicha ciudad, que era á la vez rico hombre, de modo, que entre lo que le dió el emperador, y lo que le sobrevino por su mujer, vino a ser tambien un gran rico hombre. Tuvo con ella dos hijos, el mayor, que se llamava Jacobo de Flor, y el menor, que tenia por nombre Roger de Flor. Cuando Conradino fué al reino de Sicilia, tenia el mayor de dichos dos hermanos no mas que cuatro años, y Roger solamente uno. Quiso su padre, que era buen guerrero, asistir a la batalla de Conradino contra el rey Carlos, y en ella murió; mas, como el rey Carlos, despues de haberse apoderado del reino, se apoderó asímismo de todo cuanto perteneciese á los que hubiesen estado en la batalla, ó hubiesen pertenecido a la familia del imperador y del rey Mamfredo, resultó que esos dos muchachos y a su madre no les quedó mas que lo quo ella habia aportado en dote, pues de lo demas fueron desheredados.
En aquel tiempo, acudian las naves de todas las casas de comercio á Brindis, donde iban a invernar las de Pulla, que querian sacar del reino peregrinos ó víveres, pues tenian allí las casas grandes establecimientos, como los tienen todavía en Brindis, por toda la Pulla y lo demás del reino, de modo que las naves que alli invernaban, empezaban a cargar por la primavera , para pasar a Acre, llevándose peregrinos, aceite, vino, y de toda suerte de grasa y de trigo. A buen seguro que es el tal lugar el mas á proposito para pasar á Ultramar, que ningun otro de cristianos, pues es la tierra mas abundante y fértil entlodo, y la mas cercana á Roma, siendo, además, el mejor puerto del mundo, de modo que las casas están construidas dentro del mar.
Mas adelante, cuando el mozo Roger tuve ocho años, sucedió que un prohombre del Temple, que era fray sargento, llamado fray Vassayll, natural de Marsella, y que se encontraba de comendador de una nave del Temple, marino experto, fué a invernar en Brindis con su nave, haciéndola lastrar y recorrer en la Pulla. Mientras se componia la nave, el muchacho Roger andaba por ella y por la jarcia tal lijeramente como si fuese um mono, y pasaba todo el dia con los de la embarcacion, por el motivo de estar la casa de su madre cerca del punto donde aquella tenia el lastre.
Con esto, el mencionado prohombre fray Vassayll prendóse tanto del mozo Roger, que le amaba lo propio que si fuese hijo suyo, y pidiéndolo á sua madre, dijole, que si se lo entregaba, emplearia todo su valimiento para que fuese algun dia hombre de provecho en el Temple. La madre, pareciendole que era un honrado sujeto el que tal le pedia, entregóselo gustosa, y él lo recibió, saliendo, con esto, el muchacho el mas experto en cosas de mar que imaginar se pueda, pues maravilla era verle encaramar, y otras cosas que hacia; así sucedió, que á los quince años fué reputado como uno de los mejores marineros del mundo, y á los veinte fue buen marinero, así por su discurso como por práctica, de suerte que el tal prohombre fray Vassayll le dejaba ya la direccion de la nave á su libre voluntad. Viendo el maestre del Temple que era Roger fogoso y capaz al mismo tiempo, dióle el manto de la órden, haciéndole fray sargento, y á poco de ser fraile, compró el Temple una gran nave á los genoveses, la mayor que se hubiese fabricado en aquellos tiempos, la cual tenia por nombre el Halcon, y entrególa al mencionado fray Roger de Flor.Con ella navego largo tiempo Roger, dando pruebas de su conocimiento y gran valor, como se encontró con ella en Acre, entre las del Temple que allí habia, y de todas cuantas allí estaban, ninguna era tan querida como aquella, debiendo entenderse que era el tal fray Roger el hombre mas generoso de cuantos hayan nacido, pudiendo solo compararse con un rey joven, como que cuanto ganaba lo repartia y daba luego á los principales caballeros del Temple, y á los muchos amigos que se sabia conquistar.
Perdióse en aquel tiempo Acre, en cuyo puerto se hallaba con su nave, y en admitiendo en ella á damas y doncellas con grandes tesoros, y á otra mucha gente de importancia, los transportó luego á Montpelegrin, con lo que vino á ser infinito lo que ganó en tal viaje. Cuando hubo pasado el mar, y se halló otra vez á la parte de acá, hizo grandes donativos al maestre y á todos cuantos mandaban en el Temple; mas, no bien lo hubo hecho, cuando algunos envidiosos lo acusaron al maestre, diciendo que del suceso de Acre era grande el tesoro que le habia quedado, resultando de aqui que el maestre se apoderó de cuanto le pertenecia, y luego hasta quiso prenderle. Al saberlo Roger, desamparó la nave, que estaba en el puerto de Marsella, y se fué á Génova, donde encontró á micer Ticino Doria y á otros muchos amigos que habia sabido granjearse; pidióles prestada una cantidad, con la que compró una buena galera, cuyo nombre era la Oliveta, y armaándola muy bien, paso con ella á Catania, y se presentó al duque, para ofrecersele, y ver en lo que estimaria así su galera, como á su persona. Mala acogida le dió el duque, de hecho y de palabras, y así estuvo aguardando tres dias, sin haber podido pbtener respuesta alguna favorable, mas el cuarto dia, fuése á su presencia, y le dijo:
- Ya veo, señor, que no os place emplearme en servicio vuestro; quedad, pues, con Dios, y yo iré en busca de otro señor a quien plazca mi servicio. - A lo que el duque contestó, que fuese en buena hora.
Con esto, embarcose al punto Roger, y se fué á Mesina, donde encontró al señor rey Federico; fué a su presencia, ofreciósele, así como habia hecho al duque, y acogiendole muy agradablemente el señor rey, dióle gracias por su oferta, le hizo, en seguida, de su casa, y le señaló buena y conveniente paga, prestándole homenaje Roger, con todos los que le habian acompañado. Viendo Roger la bella y honrosa acogida del señor rey, dióse por muy satisfecho, y habiendo estado ocho dias á su lado, despues de haber resfrescado á su gente, despidióse de él, é hizo rumbo hácia la Pulla, donde apresó una nave del rey Carlos, que hiba á Catania, cargada de viveres para el duque, la que tripuló en seguida con gente de los suyos, y pasando los de la nave á la galera, envió aquella, que era de tres puentes, á Siracusa, cargada de trigo y otros viveres, Apresó luego diez taridas, cargadas asimismo de viveres, que el rey Carlos enviava al duque, y con ellas pasó á Siracusa, cuya ciudad reanimó, pues en tal ocasion habia en ella gran escases, llevando luego viveres con la misma galera al castillo de Agosta.
sábado, 20 de novembro de 2010
04 de Dezembro de 1149

Mas o homem, se é certo que o conduz,
Por entre as cerrações do seu destino,
Não sei que mão feita d’amor e luz
Lá para as bandas dum porvir divino…
Se, desde Prometeu até Jesus,
O fazem ir — estranho peregrino,
O Homem, tenteando a grossa treva,
Vai… mas ignora sempre quem o leva!
(Continua no livro)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Castelo de Monforte de Rio Livre
Enquadramento
Rural, isolado, no alto de um outeiro da serra do Brunheiro, a 849 metros de altitude, com vasto domínio visual sobre a Veiga de Chaves, permitindo avistar as fortificações de Chaves e Monterrey, em Verin, Espanha.
Descrição
Fortificação composta pelo castelo propriamente dito, implantado na zona mais elevada do outeiro, e pela cerca da antiga vila medieval, que se estende para NE., ao longo da encosta declivosa.
Época Construção
Séc. XIII / XIV
70 d.C. - possível construção de um forte romano no local do actual castelo; pensa-se que ali foi subsistindo população ao longo dos séculos, até às invasões muçulmanas e depois até à reconquista cristã;
Tipologia
Arquitectura militar, medieval.
Características Particulares
Castelo integrado na linha estratégica da defesa de Trás-os-Montes, constituindo um ponto de vigia em frente do castelo de Monterrey e do de Chaves, construído não muito longe da via romana que, de Bracara Augusta (Braga) ia a Asturica (Astorga, em Espanha). De planimetria pouco comum nas fortificações medievais, o facto de possuir a torre de menagem adossada exteriormente ao pátio de armas, ainda que parcialmente protegida pela cerca urbana, revela uma certa evolução na defesa. Aliás a sua construção é apontada para cerca de 1312. A torre constitui um exemplo interessante, não só por integrar cisterna abobada, no piso rebaixado relativamente ao portal de acesso, mas também pelo remate em parapeito avançado corrido, assente em cachorros escalonados, e ameias piramidais, provovelmente de construção gótica. É rasgada regularmente por seteiras a abrir para o interior, e por duplo vão em arco quebrado, com conversadeiras, ao nível do andar nobre, onde se desenvolve, no intradorso da caixa murária, escada de acesso à cobertura. O castelo de Monforte constitui o melhor exemplar transmontano de uma vila medieval desertificada protegida por cerca urbana. A cerca é bastante extensa, mas era apenas reforçada por um cubelo, nas imediações do qual se abriam duas portas, uma delas de acesso à fonte da vila. Interiormente, a cerca era seccionada por duas outras muralhas, separando a zona de construções junto ao castelo do restante da vila. A antiga barbacã com troneiras desenhada por Duarte d'Armas já não é representada nos desenhos do séc. 18, no entanto fotografias aéreas parecem denunciar ainda alicerces de um troço. Nas imediações do castelo existem restos de um antigo aldeamento romano.
Observações
*1 - A vila de Monforte de Rio Livre era cabeça de um concelho que abrangia a área de várias freguesias: Vicente, Roriz, Travancas, Mairos, Paradela, Sanfins, Castanheira, Águas Frisa, Tronco, Bobadela e Oucidres, Lebução, Bouçoais, Fiães, Tinhela, Alvarelhos, Sonim, Barreiros, Santa Valha e Fornos do Pinhal.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Capela de S. Pedro de Varais ou Varães

------

-----------

Este monumento, cuja construção terá sido feita entre os séculos X e XIV, caracteriza-se por uma organização planimétrica simples e pela escassez de elementos decorativos. Apresenta uma planta longitudinal composta de nave única e capela-mor quadrangular irregular. A fachada principal é coroada por um campanário de sineira única típico do período Românico Tardio.
Os painéis pintados a fresco no interior da capela, e restaurados em 1999, datam da primeira metade do século XVI.
Tratando-se do imóvel arquitectónico mais antigo do concelho, esta capela deparou-se com a necessidade urgente de obras de recuperação. Para dignificar o templo e permitir o usufruto do espaço onde se situa, a Câmara Municipal realizou, ainda, arranjos urbanísticos e beneficiou o acesso à Capela de S. Pedro de Varais.
Esta capela fica na Freguesia de Vile, bem no centro do Vale do Âncora, está situada numa área montanhosa dos contrafortes da Serra D`Arga e é desconhecida a data da sua construção, apontando-se como mais provável o final do séc. XII e o início do séc. XIII, sendo certo que já é referida numa Bula de 1320 do Papa João XXII, que concede a D. Dinis por três anos e para ajuda da guerra contra os mouros, a décima de todas as rendas eclesiásticas dos seus reinos, com excepção das igrejas, comendas e benefícios, que pertencessem à Ordem de Malta. Nessa Bula datada de Avinhão, a 23 de Maio de 1320, lá vem taxada em 180 libras a igreja de S. Pedro de Varais, ligada ao Bispado de Tui.
A Capela de S. Pedro de Varais, apesar das suas pequenas dimensões, é um monumento românico de perfeita arquitectura e rara beleza. Diz a tradição tratar-se de um Mosteiro antigo e a sua situação assim o parece indicar pois, se não fora o destino cenobítico e o caracter procurado, de eremita, para o tempo, não se teria erguido tal igreja no seio de um monte difícil de subir de ambas as partes, tanto de Vile, como de Azevedo.
(fonte: Câmara M. de Caminha)
Enquadramento
Rural, isolada, destacada em plataforma, na vertente de 2 montes escarpados, conhecido por "monte do cão vermelho", nos contrafortes da Serra de Arga. Ergue-se num adro lajeado e com "solo-cimento", acedido por rampas laterais para peões e com zona de parqueamento em terra vegetal. Fronteiro possui eucaliptos.
Descrição
Planta longitudinal composta de nave única e capela-mor quadrangular irregular. Coberturas escalonadas com telhados de 2 águas. Frontispício orientado, terminado em empena truncada por sineira, de arco pleno e rematada em empena. Portal de arco quebrado, com duas aduelas sobre imposta saliente, assente em pés direitos e tímpano com cruz hasteada ladeada por dois sinos - saimões dentro de círculos; encima-o rosácea. Fachadas laterais iguais, com pórtico de arco quebrado, de duas aduelas sobre pés-direitos e tímpano com cruz hasteada, enquadrado por duas frestas capialçadas para fora, à excepção de uma na fachada N., e com moldura curva superior. Sob as frestas, surgem dois ou três cachorros dispostos regularmente. Cornija biselada assente sobre modilhões lisos ou de motivos geométricos. INTERIOR rebocado, com as frestas capialçadas para dentro com moldura curva superior. Pavimento de lajes graníticas irregulares e tecto com forro de madeira. No lado da Epístola, arcosólio de arco quebrado chanfrado, mas já sem tampa. Arco triunfal, quebrado, sobre impostas salientes e encimado por pequena fresta entaipada. É envolvido por pinturas a fresco, desenvolvidas em três registos, separados por friso ocre liso traçado a terra sienna de traçado livre sem preocupação de esquadria. No primeiro registo figura o Martírio de São Sebastião, no segundo um monge inserido numa edícula, segurando um livro e uma cruz, e no terceiro três cenas separadas por friso: na primeira figura Cristo morto no regaço da Virgem, tendo São João à esquerda e Maria Madalena enxugando as lágrimas, à direita; na segundo, ao centro, figura uma imagem muito incompleta e ainda por identificar; e na do lado esquerdo ilegível. Mesa de altar colateral, no lado da Epístola, em pedra, com o pano lateral pintado com motivos geométricos. O intradorso do arco é pintado com motivos decorativos variados, de forma geométrica. Capela-mor com duas frestas capialçadas para o interior e arcosólio sem tampa no lado do Evangelho; na parede testeira, pinturas a fresco, enquadradas por frisos geométricos e vegetalistas separadores; uma outra cena existe à volta da fresta sobre o arco triunfal. Retábulo-mor em pedra, com embutidos de várias cores, de nicho entre pilastras e arquivoltas a pleno centro, sobrepostas por raios e mitra papal com chaves - símbolo do Apóstolo Pedro. Mesa de altar também em pedra, com sebastos, sanefa e pano central destacados.
Época Construção
Séc. XIII (conjectural) / XVI / XVIII
Cronologia
Séc. X / XII - Provável construção de uma ermida alto-medieval, de que a metade inferior da capela-mor parecem ser os restos subsistentes;
1128 - documentos anteriores, referem-na como simples ermida pertencente ao Convento Vitoriano das Donas;
Séc. XII / XIII - provável reconstrução ou ampliação da capela;
1258 - referida nas Inquirições; 1320, 23 Maio - Papa João XXII concede Bula a D. Dinis, por 3 anos, para ajudar na guerra contra os mouros, através da décima de todas as rendas eclesiásticas do seu reino, com excepção das igrejas, comendas e benefícios pertencentes à Ordem de Malta, onde se incluia a capela de São Pedro de Varais;
Séc. XIII / XIV - reconstrução;
1321 - o censual do cabido de Tui para o Arcediago da Terra da Vinha atribui-lhe o rendimento de 1 quarteiro de trigo e 1 libra de cera;
1551 / 1581 - O censual de Fr. Baltasar Limpo dá conta dos seus benefícios, metade na posse do mosteiro de São Salvador da Torre e outra metade na mão de senhores leigos. Refere também a confirmação duma doação do padroado ao Marquês de Vila Real por estes Senhores, feita pelo Arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa;
1640 / 1641 - as povoações de Vile e Azevedo, até ali congregadas numa só freguesia e tendo-a por matriz comum, desmembraram-se noutras freguesias, cada 1 delas procurando ter matriz própria; os párocos de Vile, não se contentando apenas com a sua nova igreja de São Sebastião, obtiveram direito à posse da antiga matriz, a ponto de irem ali anualmente dizer missa no dia de São Pedro; posteriormente, os de Azevedo obrigaram à sua cedência, integrando-a na interparoquial Confraria de Santo Isidoro;
1748 - data do altar-mor;
1758 - Memórias Paroquiais referem-na já na dependência do Mosteiro de Tibães, que supria o necessário à fábrica da igreja;
1850 - reparação pela confraria de Santo Isidoro;
1995 - assinatura de protocolo entre a Região de Turismo do Alto Minho, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, a Direcção-Geral do Património e o Fundo de Turismo para recuperação, beneficiação e criação de um itenerário de visitas integradas das igrejas românicas da bacia do Alto Minho;
1997 - durante os trabalhos arqueológicos, pôs-se a descoberto, fronteiro à fachada principal, o afloramento rochoso com diversos recortes artificiais, vestígiois de afeiçoamento da rocha para receber uma estrutura, possivelmente de um alpendre; perpendicularmente ao cunhal SE. da nave identificou-se parte de um alicerce, que poderá corresponder a restos de um simples anexo ou de uma ala de um edifício mais complexo;
1998, final - lançamento público do Itinerário Românico da Ribeira Minho.
Tipologia
Arquitectura religiosa, românica. Capela rural, de planta longitudinal composta por uma só nave e cpaela-mor, mais baixa e estreita, construída num românico tardio, como atestam os portais de arco já muito quebrado. Intrega-se na 2ª fase do Românico Português e, mais concretamente, na 2ª fase do foco do Alto Minho. O arcosólio parece datar do séc. 14, época em que provavelmente sofreu algumas modificações, denotáveis na diferença de frestas e na rosácea do frontispício. Interior com cobertura de madeira, pinturas a fresco do séc. 16 na nave, envolvendo o arco triunfal, e na capela-mor. O retábulo-mor é barroco, de estilo nacional.
Características Particulares
Incluída no Itenerário do Românico da Ribeira Minho.
Caracteriza-se pela sua simplicidade, quase sem decoração, a qual reserva exclusivamente para os tímpanos, com grafitos de valor apotropaico, e para os modilhões, quase todos rudes e arcaicos, embora os da capela-mor, ainda que lisos, acusem um maior cuidado. Planimetricamente o eixo central da capela-mor desvia-se cerca de 10º para S. do eixo longitudinal da nave, sem qualquer razão de ordem topográfica.
O facto do aparelho apresentar diferenças construtivas entre a nave e a metade inferior da capela-mor, os entablamentos serem mais cuidados e com cachorros na capela-mor e mais irregular e com cachorros grosseiros na nave, as diferentes modinaturas das frrestas, umas simples e capialçadas para o interior, e outras serem mais elaboradas, com fecho moldurado e capialçadas para o exterior, mas claramente rasgadas em fase posterior às primeiras, indiciam diferentes épocas construtivas.
Possui pinturas murais do Séc. XVI na nave, envolvendo o arco triunfal e organizando-se em três registos com várias imagens enquadradas por frisos, e na capela-mor. As pinturas do primeirro registo na nave utilizam mais recursos cromáticos o que, juntamente com a análise estilística, leva a crer serem posteriores às restantes. O friso lembra as pinturas da Igreja de Midões, datadas de 1536 e assinadas por Arnaus, embora esta seja de melhor execução.
Observações
Segundo a tradição, foi inicialmente uma igreja conventual, contudo nem os documentos fazem qualquer alusão ao facto, nem os vestígios materiais são suficientes para atestá-lo. Os cachorros dispostos nas duas fachadas laterais serviriam para suporte de alpendre, como era comum na época. Durante os desaterros no adro, afloraram à superficíe algumas ruínas, designadamente partes de sepulturas nas proximidades do portal lateral S., o alicerce de uma parede e entalhes escavados na rocha. O alicerce, descoberto perpendicularmente ao cunhal SE. da nave, é constituído por alvenaria de blocos graníticos de várias dimensões, toscamente afeiçoados e alinhados em duas fiadas paralelas. Sobre ele elevar-se-ia uma parede com 90 cm de espessura, como revelam as marcas do seu arranque no cunhal da nave. Aí são visíveis os silhares partidos que "engatavam" na parede da igreja denunciando uma contemporaneidade construtiva dos vestígios, que poderão corresponder a restos de um anexo ou da ala de um edifício mais complexo. Frente à fachada principal identificaram-se diversos recortes artificiais na rocha, de planta quadrada, paralelamente à parede, inflectindo em ângulo recto para esta fachada no topo N. Este embasamento poderá ter pertencido a um alpendre / pórtico, que antecederia a estrada. Segundo os autores do artigo "Capela de São Pedro de Varais" in "Monumentos" nº 13 ( p. 140 ) a diferença de aparelho entre a nave e a metade inferior da capela-mor, das cornijas e cachorros e das frestas poderão ser justificadas por três fases construtivas distintas; 1) Séc. X a XII - como ermida alto-medieval, de que a metade inferior da capela-mor parece ser o resto subsistente; 2) Séc. XII - XIII - reconstrução / ampliação românica; Séc. XIII - XIV - reconstrução gótica. As pinturas a fresco foram realizadas com pigmentos minerais de terras vermelhas, ocres, ocres amarelos naturais, vermelhão e negro. Os rebocos são constituídos por cal e areia fina e com muitas partículas de origem marítima como crustáceos. São compactados e finos não tendo havido preocupação de nivelamento exaustivo da superfície.












