quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Sintra, doações: ad personam, ad institutio

Doação feita antes mesmo de ter sido eleito Mestre em Portugal da Ordem do Templo.
Pelo que, a propriedade era pessoal, e não pode ser confundida, com outro tipo de doação, ou propriedade institucional.
À Ordem do Templo foram feitas outras doações em Sintra, ad institutio ou seja à instituição.
A Gualdim Paes foram feitas doações nos arrabaldes de Sintra, nessa altura - ainda mais do que hoje - a distância percorrida a pé ou a cavalo, como se poderá ter em conta, era sempre grande, e os arrabaldes eram sempre distantes.
Tal distância não só preservava a paz e o sossego, como impedia o acesso das grandes hordas.
O povoado ficava sempre distante. E isso garantia o justo e merecido sossego.
De considerar que as doações ad institutio foram feitas em Sintra, propriamente dita.
A grande confusão reside no facto de que, ao ser eleito Mestre - e trata-se de um momento posterior às doações ad personam -, Gualdim Paes aceitou enquanto Mestre em Portugal da Ordem do Templo, ou seja, aceitou enquanto representante legal da instituição Ordem do Templo, doações à Ordem.
Ora, os dois tipos de doações, e bem assim os tempos distintos e espírito distinto das doações, não podem ser confundidas.
Assim sendo, tem toda a pertinência desfazer dúvidas e justamente atribuir doações pessoais a Gualdim Paes, à sua pessoa - o Homem, e não à instituição que ele posteriormente passou a legalmente representar.
O respirar da terra
Como não amar, profundamente, esta terra tão profundamente bela
No silêncio da terra. Onde ser é estar.
A sombra se inclina.
Habito dentro da grande pedra de água e sol.
Respiro sem o saber, respiro a terra.
Um intervalo de suavidade ardente e longa.
Sem adormecer no sono verde.
Afundo-me, sereno,
flor ou folha sobre folha abrindo-se,
respirando-me, flectindo-me
no intervalo aberto. Não sei se princípio.
Um rosto se desfaz, um sabor ao fundo
da água ou da terra,
o fogo único consumindo em ar.
Eis o lugar em que o centro se abre
ou a lisa permanência clara,
abandono igual ao puro ombro
em que nada se diz
e no silêncio se une a boca ao espaço.
Pedra harmoniosa
do abrigo simples,
lúcido, unido, silencioso umbigo
do ar.
Aí
o teu corpo
renasce
à flor da terra.
- António Ramos Rosa, No silêncio da terra
domingo, 10 de outubro de 2010
10 - 10 - 2010
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos.)
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.
- Miguel Torga, Viagem
sábado, 9 de outubro de 2010
Já não se fazem Homens destes.
Há uma história apócrifa, em que o embaixador castelhano teria ido ao Convento do Carmo encontrar-se com Nun'Álvares, e ter-lhe-á perguntado qual seria a sua posição se Castela novamente invadisse Portugal. D. Nuno terá levantado o seu hábito, e mostrado, por baixo deste, a sua cota de malha, indicando a sua disponibilidade para servir o seu país sempre que necessário e declarando que "se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal, serviria ao mesmo tempo a religião que professava e a terra que lhe dera o ser". Conta-se também que no inicio da sua vida monástica correra em Lisboa o boato de que Ceuta estaria em risco de ser apresada pelos Mouros. De imediato Frei Nuno manifesta a sua vontade em fazer parte da expedição que iria acudir a Ceuta. Quando o tentaram dissuadir, apontando a sua figura alquebrada pelos anos e por tantas canseiras, pegou numa lança e atirou-a do varandim do convento. A lança atravessou todo o Vale da Baixa de Lisboa, indo cravar-se numa porta do outro lado do Rossio e disse Nuno Álvares:
"Em África a poderei meter, se tanto for mister!" (daqui nasceu a expressão "meter uma lança em África", no sentido de se vencer uma grande dificuldade).
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Honorável Guardião
Nos seus tempos aúreos foi um verdadeiro leão!
Tem cumprido com Lealdade as Funções que lhe foram confiadas.
Bem haja Sr. Gato.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Naarda

It is probably the same as that called in the Peutinger Table Naharra.
Josephus speaks (l.c.) of Nearda as a place in Babylonia, possessing an extensive range of territory and defended from hostile attack by the Euphrates which flows round it.
When Tiberius overthrew the Jews in the East, the remnant of that people took refuge in Naarda and Nisibis; and the former city long remained a place of refuge for the Jews.
In the intermediate records of the Christian East we find occasional notices of this place, under the titles of Nahardeir and Beth-Nuhadra. Thus, in A.D. 421, a bishop of Nahardeir is mentioned (Assem. Bibl. Orient. iii. p. 264); in A.D. 755, Jonas is bishop of Beth-Nuhadra (Assem. ii. p. 111); and as late as A.D. 1285, another person is recorded as “Episcopus Nuhadrensis.” (Assem. ii. p. 249.)
During all this period Nearda is included within the episcopal province of Mosul. Lastly, in the Travels of Benjamin of Tudela, which took place towards the end of the 12th century, the traveller mentions going to “Juba, which is Pumbeditha, in Nehardea, containing about two thousand Jews” (p. 92, Asher's edit.); from which it appears that, at that period, Naarda was considered to comprehend a district with other towns in it.
Pumbeditha and Sura were two celebrated Jewish towns situated near one another, at no great distance from Baghdád.
- Dictionary of Greek and Roman Geography








