quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Coruja (Simbologia)

A Coruja é considerada a "Águia da Noite", é símbolo da vigilância, da meditação e da capacidade de enxergar nas trevas.

Eostre e as Três Lebres

Eostre

Eostre (Eostra, Eostrae, Eastre, Estre, Austra ou Ostara) é a deusa da fertilidade e do renascimento (da plena luz crescente da primavera) na mitologia anglo-saxónica, na mitologia nórdica e na mitologia germânica.

A primavera, lebres e os ovos coloridos, eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.

Do seu culto pagão surgiu a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvido e misturado nas comemorações judaico-cristãs.

Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março.

Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa "Deusa da Aurora".

É uma Deusa anglo-saxónica e teutónica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento.

Ostara é o festival em homenagem à deusa Eostre ou Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é a lebre. Foi a partir desse antigo festival que teve origem a Páscoa.

Trata-se de um símbolo sagrado, dizem que misterioso ..., que pode ser encontrado em diferentes locais muito distantes entre si; locais históricos e arqueológicos em todo o mundo.

O símbolo consiste na representação de três lebres perseguindo-se mutuamente, com as orelhas unidas num triângulo.

Este símbolo pode ser encontrado por exemplo, em: igrejas medievais britânicas, artefactos mongóis do Séc. XIII, e em templos chineses da dinastia Sui - Sécs. VI e VII.

Pode afirmar-se que é um símbolo transversal e universal; pode ser encontrado em culturas tão diversas como os cristãos, os muçulmanos ou os budistas, separadas por grandes distâncias e épocas.

Nesta interessante equação, convém ter em conta os Anéis Borromean.

Boors

Um dos cavaleiros da Távora Redonda, e o único dos três da Demanda (ele, Percival e Galahad) que casou e gerou filhos. Por isso representa, o cavaleiro bem sucedido tanto no amor, quanto na espiritualidade.

É o menos conhecido dos três, mas em contrapartida, é o mais saudável, o mais feliz e o mais equilibrado.

La Tour du Temple, a Paris

On ignore au juste l’époque bien déterminée de la création du Temple.

Il importe peu d’ailleurs d’une erreur de quelques années, ce qui est certain, c’est qu’il fut bâti vers le milieu du onzième siècle, par ces moines guerriers qui avaient contribué, en Palestine, à la délivrance de lieux saints.

Après avoir fondé, à Jérusalem, l'hôpital du Saint-Sépulcre où ils recevaient les malades et les pélerins, ils se proclamèrent chevaliers et en prirent le titre:

telle est l’origine des Templiers, ou chevaliers du Temple.

Bientôt, ayant acquis de grandes richesses, ils assirent leurs commanderies dans toute l’Europe.

En Franco nous les voyons apparaitre seulement en 1118.

Ils bâtirent, sur le terrain qu’occupe aujourd’hui le quartier du Temple, un superbe édifice flanqué de tours crénelées, avec large fossé et murailles fortifiées pour en défendre l’approche.

Ce fut là le grand prieuré, ou résidence du grand prieur de l’ordre enlier du Temple.

Au treizième siècle le Temple s’embellit et s’agrandit encore.
Le frére Hubert, trésorier, fait bàtir le donjon, composé des tours où furent renfermés plusieurs prisonniers célèbres.

Cette résidence, outre l’agrément qu’elle offrait par ses labyrinthes de jardins, ses cours spacieuses, ses maisons fort belles pour l’époque, le tout compris sous la dénomination de Ville neuve du Temple, avait de plus l’avantage d’être une puissante forteresse.

C’est derrière les hautes et massives murailles de son enclos que Louis IX, partant peut la croisade, déposa son trésor.

Philippe le Bel l’imita et se fit, de plus, héberger dans l’enceinte du Temple, par ces mêmes religieux dont plus tard il devait faire brùler vive le grand maitre et les principaux dignitaires.
(...)

- Germaine Boué, La Tour du Temple

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pela flor pelo vento pelo fogo
Pela estrela da noite tão límpida e serena
Pelo nácar do tempo pelo cipreste agudo
Pelo amor sem ironia – por tudo
Que atentamente esperamos
Reconheci a tua presença incerta
Tua presença fantástica e liberta


- Sophia de Mello Breyner Andresen, Felicidade

Amiguinhos



terça-feira, 28 de setembro de 2010

900

O número de anos que hoje se comemora do nascimento do Primeiro Rei de Portugal.

Nascido em Viseu, aos 28 de Setembro de 1110, cumpre hoje 900 anos.

Os seus ossos, dizem, repousam no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Mais do que um Rei, foi um predestinado e um eleito: por Deus e pelos seus pares, para desempenhar um papel primordial no nascimento de um Projecto, de um País, mas mais importante do que tudo, de uma Nação

Por Tu Graal

Que destino é o meu senão o de assistir o meu destino...

- Vinicius de Moraes, A vida vivida

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Regressando, uma vez mais, à Torre de Santa Maria

De volta à "Torre" de Santa Maria

Desta feita para frisar que, anteriormente à profanação e destruição levada a cabo pela tríade de malfeitores: D. Manuel e respectiva prole, D. João III e o dito Prior António de Lisboa, em Santa Maria do Olival, a Torre era muito mais do que uma torre, e aquilo que hoje se apresenta como porta era uma janela.




Como se pode verificar, principalmente pelas duas últimas imagens, a pedra que servia de batente foi serrada!
Tendo constituído uma pedra única que foi serrada para permitir a entrada pela dita janela transformada em porta.

O que sucedeu ao soalho transformado em chão?

O que terá existido para além da Torre e ao seu redor, considerando que os cachorros fortes e de envergadura que se vêm a toda à volta da mesma foram lá deixados como gato de fora?... Ainda por cima eram calões!! Mas também, tendo João de Castilho sido o arquitecto da obra, muito provavelmente foi mesmo para avisar!!
Os pisos inferiores à cota de solo que hoje se vê foram aterrados, os vestígios quase todos apagados, quase porque da imagem pode ver-se que a Torre propriamente dita revelava um pouco mais.

Já os cachorros e o restante da construção existente primo tríade ... fica para outro momento.

Uma bela tarde de Outono

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A rosa


O seu nome vem do latim rosa, que por sua vez procede do grego rhodon numa referência a Rodes, ilha coberta de rosas.

Segundo a mitologia grega, teria sido criada, por Clóris, deusa das flores (Flora entre os romanos), com o corpo inanimado de uma ninfa.
Foi consagrada a Afrodite, deusa do amor, e depois a Vénus, na época romana. Dionísio, segundo a tradição mais difundida, ofereceu-lhe o seu inebriante perfume, e as Três Graças concederam-lhe o encanto e o brilho que ela trazia aos que a contemplavam.
Cupido, filho de Marte, deus da guerra, e de Vénus, usava uma coroa de rosas, assim como Príapo, deus dos jardins e da fecundidade.
Mil anos antes da nossa era, a rosa-de-damasco, uma das mais antigas que se conhece, era cultivada na ilha de Samos, no Mediterrâneo, em honra de Afrodite.

As lendas que falam do nascimento da rosa vermelha, símbolo de regeneração, são muitas.
Uma das versões da mitologia grega conta que teria sido tingida com o sangue de Adónis, mortalmente ferido, e o de sua amante, Afrodite, que, ao correr em seu socorro, ter-se-ia magoado num arbusto de rosas brancas.

O branco, símbolo da pureza, e o vermelho, símbolo da paixão amorosa, evocam os dois aspectos do amor encarnado por Vénus-Afrodite.
É por essa razão que a rosa era utilizada, na Antiguidade, nas cerimónias nupciais:
coroas de rosas ornavam a fronte dos esposos.
Descobriram-se bouquets intactos no sarcófago de Tutankhamon, e, sob o reinado de Ramsés II, a sua essência tornou-se um dos ingredientes de base nos rituais de mumificação.

A rainha Cleópatra (69 a.C.-30 a.C.) teria exigido que uma das salas de seu palácio em Alexandria fosse enchido com pétalas até a altura dos joelhos, com o fim de seduzir Marco António.

Indissociável da poesia persa, a rosa era também utilizada como metáfora para evocar a carnação da mulher amada.
E uma taça de vinho costumava ser comparada a uma rosa sem espinhos, pelo seu perfume inebriante e pela sua rica cor.

Na Idade Média, a literatura apoderou-se da rosa, símbolo do amor, com o alegórico
Romance da Rosa, de Guillaume de Lorris - Séc. XIII, no qual um jovem sonha com o amor ideal, e neste sonho a mulher que ele ama é simbolizada por um botão de rosa num jardim, representando a vida cortês.

Mas as Cruzadas é que iriam desempenhar um papel determinante na expansão da cultura das roseiras na França.

O conde de Champagne trouxe da Terra Santa, em 1240, uma variedade de um púrpura violáceo que se converteu na célebre rosa de Provins. BaPtizada Rosa "gallica officinalis" pelos botânicos, uma flor soberba, de aroma inebriante, também era conhecida pelo nome de "rosa dos boticários", devido às suas múltiplas propriedades medicinais.

Desde então, Provins, uma das três capitais do condado de Champagne, entregou-se à cultura e ao comércio da "sua rosa".
Na altura, fornecia aos mercados e feiras de Champagne os produtos ou os remédios que dela se extraíam sob a forma de conservas secas e líquidas. Essas especialidades eram muito procuradas pelos mercadores estrangeiros, que, transportando-as para as regiões vizinhas ou distantes, não raro até para o Oriente, contribuíram para aumentar o renome da cidade francesa.

O Renascimento associava à flor, o amor eterno.

Foram pétalas de rosa esvoaçantes que Sandro Botticelli pintou em 1485 no seu quadro: O Nascimento de Vênus e na A Primavera. Colocava em primeiro plano a deusa Flora espalhando flores pelo mundo e ulizando uma trança de rosas.
Os pintores flamengos e holandeses do Séc. XVII concederam-lhe um lugar importante nas suas opulentas composições florais.

Enquanto símbolo do cristianismo -
No início, a rosa foi rejeitada pelo cristianismo, devido à sua vinculação com o paganismo. Mas, segundo a tradição, já no Séc. VI, um bispo teria instaurado na sua aldeia natal um prémio de virtude; coroava de rosas a moça mais sábia da região, à qual era atribuído o título de "roseira".

No Séc. XI, a Igreja instaurou um novo ritual em que a flor era o elemento principal: todos os anos, no quarto domingo de Quaresma, o papa benzia uma rosa de ouro que conduzia em procissão após a missa, e oferecia de seguida a uma personalidade, não raramente escolhida entre os príncipes católicos, cuja piedade queria honrar.
Uma das mais antigas rosas de ouro conservadas no mundo — restam apenas três — encontra-se no tesouro da catedral de Basiléia, na Suíça.

No Séc. XII, São Bernardo fez da rosa o símbolo da Virgem.

Em 1216, o papa Inocêncio III oficializou o rito do rosário.
O termo rosário designava originalmente um "rosarium", ou jardim de rosas, e depois aplicou-se às grinaldas trançadas para coroar as estátuas da Virgem. Por extensão, a palavra iria definir o grande rosário que representa os mistérios da vida de Maria, cujas contas eram fabricadas na primavera com pétalas de rosa moídas, secas e perfumadas.
A flor tornou-se o emblema da fidelidade à Igreja.
Está presente na arte gótica das catedrais sob a forma de rosáceas.
A mística cristã medieval, retomando a simbologia antiga, considerava a rosa branca como o símbolo da pureza e, por conseqüência, da sabedoria monástica, enquanto a rosa vermelha evocava a Paixão de Cristo e o sangue dos mártires.

Cultivada como ornamento nos canteiros régios, e como planta medicinal nos jardins dos mosteiros, a rosa foi introduzida, no decurso dos Sécs. XII e XIII, no desenvolvimento de várias festas religiosas cristãs, nomeadamente o Pentecostes. Esta celebração sempre foi conhecida nos campos sob o nome de Páscoa das Rosas, em razão de um costume medieval encantador. Durante a missa, no momento do "Veni Sancte Spiritus", caem rosas da abóbada, ou antes, do alçapão chamado passagem do Espírito Santo, montado em algumas igrejas.

Santa Teresinha das Rosas
Em muitas vilas da França era costume vestirem as meninas com o hábito da Santa relembrando a pequena Teresinha, quando participava das procissões do Corpus Christi. Ela, com simplicidade, lançava pétalas de rosa para o Ostensório.
Era um gesto de carinho por Jesus, representado na Hóstia Consagrada. A rosa tornou-se o símbolo de Teresinha que, morrendo, disse: "Do céu mandarei uma chuva de rosas".
Diz a tradição que, após a Novena das Rosas, em homenagem a Santa Teresinha do Menino Jesus, a pessoa receberá de alguém, de uma maneira inesperada, uma rosa, sinal de que seu pedido será atendido pela querida santa.

Como tudo começou
As rosas selvagens são as rosas mais antigas, e existem há 12 ou 15 milhões de anos.

Já as rosas hoje encontradas nos jardins, vieram para a Europa trazidas pelos
cruzados, em 1250.

(fonte: Arnaldo, Poesia)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Maria

Maria (Μαρία transliteração em grego do hebraico Maryam, Miriam מרים que em hebraico significa "contumácia" ou "rebelião".

A origem é incerta, mas pode ter sido originalmente um nome egípcio, provavelmente derivado de Mry ("amada") ou Mr ("amor"), no sentido de "senhora amada".

Que bonita és, Stella Maris, e sempre serás...

Failté!