segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A lenda da talha dourada

Trata-se de uma lenda recolhida na Freg. de Olalhas, Tomar, por Nuno M. C. Ribeiro, e publicada no B. C. da C.M. de Tomar.


Certo dia uma menina pobre lembrou-se de ir passear pelos campos, perto da talha da moura, e sem esperar, aparece-lhe uma visão de uma senhora muito bondosa que lhe ofereceu carvão, para que se aquecesse no Inverno, dizendo-lhe também que esta seria a sua maior riqueza. Deu-lhe então o carvão que trazia no regaço.

A menina logo voltou para casa, segurando com ambas as mãos as pedras de carvão. Aí chegada, e ao olhar para o carvão, viu que já não era carvão o que trazia, mas sim pepitas de ouro ...

Pouco tempo depois voltou ao local da visão, à procura da bela senhora, mas não a encontrou mais ...

Quem tiver Olhos para Ver, Veja, ...

... quem tiver Ouvidos para Ouvir, Ouça.

Quando os testes batem à porta e é a cobardia que responde, é porque está preso no Mundo das Ilusões.

Quem consegue apenas enxergar o casulo, não tem capacidade para ver ou fazer desabrochar a Borboleta.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ilustre e Honrado Varão

D. Egas Moniz, (designado) o Aio

A batalha de Valdevez entre os exércitos de D. Afonso Henriques e Afonso VII de Castela não teve um resultado decisivo para nenhuma das hostes envolvidas.

D. Afonso Henriques retirou-se para Guimarães com o seu Aio Egas Moniz e com os outros chefes das cinco famílias mais importantes do Condado Portucalense, interessadas na independência.

O monarca castelhano pôs cerco ao castelo de Guimarães, mas o futuro rei de Portugal preferia morrer a render-se ao primo.

D. Egas Moniz, fundamentado na autoridade que a sua posição e a idade lhe conferiam, decidiu negociar a paz com Afonso VII a troco da vassalagem de D. Afonso Henriques e dos nobres que o apoiavam.

O rei castelhano aceitou a palavra de Egas Moniz de que D. Afonso Henriques cumpriria o voto de vassalagem. Mas um ano depois, D. Afonso Henriques quebrou o prometido e resolveu invadir a Galiza, dando origem a um dos momentos mais heróicos da nossa história.

Vestidos de condenados, D. Egas Moniz apresentou-se com toda a sua família na corte de D. Afonso VII, em Castela, pondo nas mãos do rei castelhano as suas vidas como penhor da promessa quebrada.

O rei castelhano, diante da coragem e humildade de D. Egas Moniz, decidiu perdoar-lhe e presenteou-o com favores.

Dizem que esta terá sido uma estratégia inteligente por parte de D. Egas Moniz para que o primeiro rei de Portugal pudesse ganhar tempo.

Ao entregar-se, D. Egas Moniz ressalvava a sua honra e também a de D. Afonso Henriques, assegurando através da sua inteligência a futura independência de Portugal.
Na realidade, os Homens Justos e Honrados assim procedem.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Benedictus

E é sempre a primeira vez

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de falcão sentido as asas


(refrão alterado a partir de Porto Sentido, de Rui Veloso)