
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Endovélico

- Santa Rosa ViterboDepois que Resende, no Liv. IV, Antiqut. Lusit., aduziu as inscrições dedicadas ao deus Endovelico, que se acham no frontíspicio do convento dos Agostinhos de Vila Viçosa, e outra que se vê no castelo da Vila do Alandroal, extraídas todas das ruínas do famoso templo, que a esta divindade falsa se erigiu num outeiro não longe da vila de Terena: depois que Brito tratou largamente do mesmo assunto no Tomo I da Mon. Lusit., nada mais resta, que assentirmos aos que dizem, que fora este templo fundado por Maharbal, capitão Carthaginez, e dedicado a Cupido; pois a figura do ídolo, com os olhos fechados, o coração na boca, e asas nos pés, bem claramente nos mostram a natureza do amor profano, que em nada repara, tudo descobre, e n’um instante se remonta, foge, e desaparece, deixando frustrados, e iludidos os seus devotos.
Diogo Mendes de Vasconcellos, nos seus escholios a Resende, desaprovando a conjectura fraca, de que alguma povoação chamada Endovelia désse o nome a Endovelico; e mesmo que este fosse o deos dos caminhos; se convence de que a gentilidado cega lhe dera aquele nome, persuadida que ele tivesse particular virtude para ele arrancar e extrair do corpo setas, dardos, ossos, pedras, ferros, e quaisquer outras coisas estranhas, que nele se aferravam, e intrometiam. Porém icado o Amor a divindade mais poderosa para arrancar os segredos do coração humano, não havendo já mais reservas entre os que muito, e profanamante se amam: foi muito natural chamar-se Endovelico, aquele deus, que poderosamente arrancava os segredos mais intimos, e os mais recatados pensamentos: quasi valde, aut intus avellens. Du Cange. v. Endo, diz o seguinte: «Veteriubus Latinis Endo, vel Indu, idem erat quod Intus a Graeco ENDON: unde voces pler aeque v.g. Endoclusus, Endofestare, Endortium, Endopetitus, Endorigus, etc, por Inclusus, Infestare, Initium, Impetitus, Irriguus, etc.» Digamos pois que Endovelico era o mesmo, que Endoavellens, ou Intusavellens.
A sua primeira estátua foi de prata maçiça; mas roubada com todas as mais preciosidades raras do seu templo pelos soldados de Julio César quando conquistaram Hespanha: outra de fino mármore substítuiu a primeira, a qual os Cristãos meteram depois no grosso da parede da Igreja de S. Miguel (como tendo o diabo aos pés) onde, quase todos os nossos dias, foi achada, e feita em pedaços por gente rústica, e que não sabia estimar esta maravilha da escultura, como diz a Chronica dos Eremitas da Serra d'Ossa.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Uma Homenagem a ...
Lustre de Irmandade, Amizade e Bondade---Irmão, Amigo, Confidente---Amparo nas horas difíceis---Mão amiga sempre presente
- Vieira Guimarães, A Ordem de CristoD. Lopo Fernandes que por mais de um título provou ser digno de tão alta escolha (sucedendo a Gualdim Pais).
Continuou na senda (...) do seu antecessor, dilatando o reino e repovoando as terras desertas e arruinadas por onde tinha passado o anjo mau da guerra.
Em 1197 doou-lhe D. Sancho I, Idanha-a-Velha, que já tinha pertencido aos templários e em 1199 recebe em paga de bons e leais serviços e em troca do padroado das igrejas de Mogadouro e Penas-Róias, cujos castelos os templários tinham fundado, as vasta região de Acafá que é hoje a Vila Nova de Ródão com o seu dilatadíssimo território circunvizinho.
Breve foi o seu mestrado.
Na investida que D. Sancho fez aos estados leoneses pelo meado de 1199, morre valorosa e gloriosamente no cêrco de Ciudad- Rodrigo.
Seu corpo foi conduzido e depositado honradamente por D. Sancho na igreja de Santa Maria dos Olivais, foi sepultado numa capela que de propósito ali tinha sido feita e que demoliram, sem respeito pelo ilustre mestre, para se construir a actual sacristia.
Sobre o rico túmulo que o rei e a Ordem mandaram levantar, puseram o seu busto e numa das faces o epitáfio, que dizia de sua morte em Leão.

E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
Eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.
- Miguel Torga, Portugal
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Amazigh

Let your senses and bodies stretch out
Like a welcomed season
Onto the meadows and shores and hills.
Open up to the Roof.
Make a new water-mark on your excitement
And love.
Like a blooming night flower,
Bestow your vital fragrance of happiness
And giving
Upon our intimate assembly.
Change rooms in your mind for a day.
All the hemispheres in existence
Lie beside an equator
In your heart.
Greet Yourself
In your thousand other forms
As you mount the hidden tide and travel
Back home.
All the hemispheres in heaven
Are sitting around a fire
Chatting
While stitching themselves together
Into the Great Circle inside of
You.
- Hafiz
terça-feira, 6 de julho de 2010
Código de Ética dos Índios Norte-Americanos

Conselho Indígena Inter-Tribal
Composto pelas Tribos:
*Cherokee Blackfoot
*Cherokee
*Lumbee
*Comanche
*Mohawk
*Willow Cree
*Plains Cree
*Tuscarora
*Sicangu Lakota Sioux
*Crow-Montana
*Northener Cheynne-Montana
1 - Levante-se com o Sol para Orar; ore sozinho, ore com frequência.
O Grande Espírito ouvirá, se se der ao trabalho de falar-Lhe.
2 - Seja tolerante para com aqueles que estão perdidos no Caminho.
A ignorância, a superioridade, a raiva, o ciúme e a avareza, surgem de uma Alma em dificuldades.
Peça para que possam reencontrar o Caminho do Grande Espírito.
3 - Procure conhecer-se a si mesmo, e através de si mesmo.
Não permita que outros percorram o seu Caminho por si.
O seu Caminho, a sua Estrada, é apenas sua.
Outros podem compartilhar o seu Caminho e Caminhar a seu lado, mas ninguém pode Caminhar por si.
4 - Trate aqueles que convida a entrarem no seu Lar com grande consideração.
Sirva-os do melhor que tiver, e trate-os com Respeito e Honra.
5 - Não tome para si aquilo que não é seu, quer seja algo que pertença a outra pessoa, à natureza ou à cultura. Se não lhe foi dado, não é seu.
6 - Respeite tudo o que foi colocado sobre a Terra.
Sejam pessoas, plantas ou animais.
7 - Respeite o pensamento, os desejos e as palavras das outras pessoas. Nunca interrompa os outros, nem os ridicularize, não os imite de forma rude.
Permita a cada pessoa o direito à Expressão Pessoal.
8 - Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.
9 - Os pensamentos maus causam doenças à mente, ao corpo e ao Espírito. Pratique o Optimismo.
10 - A natureza não é nossa, é apenas uma parte de nós. A natureza faz parte da nossa família terrena.
11 - As crianças são a semente do futuro. Plante Amor nos seus Corações, regue com Sabedoria, são lições de vida. Quando crescerem, dê-lhes espaço para continuarem a crescer.
12 - Evite magoar o Coração das outras pessoas, pois o veneno da dor causada aos outros, regressará a si.
13 - Seja sincero e verdadeiro em qualquer circunstância.
A Honestidade é um teste à nossa Herança do Universo.
14 - Mantenha-se equilibrado. O seu corpo físico, emocional, mental e espiritual necessitam de ser fortes, puros e saudáveis. Cuide do seu corpo físico para que possa fortalecer o seu corpo mental. Enriqueça o seu corpo espiritual para curar o seu corpo emocional.
15 - Tome decisões conscientes. Seja responsável pelas suas próprias acções.
16 - Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque na propriedade pessoal das outras pessoas, em particular em objectos religiosos e/ou sagrados. Tal é proibido.
17 - Comece por ser verdadeiro consigo mesmo. Se não puder nutrir e ajudar-se a si mesmo, não poderá nutrir e ajudar os outros.
18 - Respeite outras crenças religiosas. Não imponha as suas creças aos outros.
19 - Partilhe a sua boa fortuna com os outros. Participe com Caridade.
Através de Caboclo Guaraci
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A Botica
- Trad a partir de Fr. Hieronimo Roman, La Yn. Cau. de CristoVem a propósito falar desta sala, pois dela sai outra esmola piedosíssima.
Junto à Enfermaria, está uma rica peça em local acomodado, que serve de Botica. A qual, podemos dizer que serve sem qualquer tipo de interesse a toda a vizinhança e comunidade que existe a dez léguas ao redor do Convento.
Porque a terra de seu é limitada e pobre, todos os necessitados acodem a ela a pedir os necessários medicamentos.
Principalmente os da Vila de Thomar, que contém mil fogos, e onde há bem poucos que possam deixar de considerarem-se dignos de serem tidos por pobres.
A todos os doentes, que os médicos da Vila afirmem serem pobres, dá-se-lhes o necessário tal como se dá aos religiosos do Convento internamente.
Em geral, a todos aqueles que pedem minudências, tais como unguentos, águas e outras coisas sem prescrição médica, dá-se-lhes de tudo com generosidade, e para que se possa aferir da grande liberalidade piedosa deste Convento, direi para frisar este propósito, que existe na Vila de Thomar e nos arredores quatro mosteiros da Ordem do Pobre São Francisco (...) a todos se lhes dá os medicamentos necessários, sem haver falta de nada, e com tanta liberdade vêm pedi-los, que mais parece que os compram, e são dados com tanta liberalidade como se por eles recebessem, e com uma alegria tão grande, pois esse é o seu interesse: espiritual.
Também fornecem o Hospital de tudo o que seja necessário, e se os oficiais da Misericórdia pedirem alguma coisa, dão-lhes com grande liberalidade.

«O teu humilde servo», respondi eu.
«O que é que te traz aqui?»
«Saudar-te, meu Senhor.»
«_Quanto tempo mais viajarás?»
«_Até que TÚ me detenhas.»
«_Quanto tempo mais ferverás no fogo?»
«_Até que esteja purificado. Este é o meu juramento:
No altar do amor entrego riquezas e posição.»
«Tens defendido o teu caso, mas não tens testemunhas.»
«As minhas lágrimas são minhas testemunhas,
a palidez do meu rosto são as minhas provas.»
«O teu testemunho não tem validade:
Os teus olhos estão demasiado húmidos para ver.»
«_Pelo esplendor da Tua justiça os meus olhos
tornaram-se limpos e sem imperfeição.»
«_O que procuras?»
«_Ter-te como Amigo permanente.»
«_Que queres de Mim?»
«_A tua abundante Graça.»
«_Quem foi o teu companheiro na viagem?»
«_O pensamento de Ti, meu Rei.»
«_O que é que te trouxe aqui?»
«A fragrância do Teu vinho.»
«_Que é que te agrada mais?
«_A companhia do Soberano.»
«_Que é que encontras n’Ele?»
«_Centenas de milagres.»
«_Porque é que está o palácio deserto?»
«_Porque todos temem o ladrão.»
«_Quem é o ladrão?»
«_Quem me mantenha afastado de Ti.»
«_Aonde encontras segurança?»
«_No serviço e na renúncia.»
«_Que te oferece a renúncia?»
«_A esperança de salvação»
«_Onde se acha a graça?»
«_Na presença do Teu amor.»
«_Como te aproveitas desta vida?»
«_Mantendo-me fiel a mim mesmo.»
Chegado está o momento do Silêncio.
Se falo da Sua verdadeira essência,
Vocês sairão do vosso ser voando,
E nem porta nem telhado os poderão reter!
- Rumi








