sábado, 19 de junho de 2010

Isís das Mil Faces

Eu sou a Deusa dos Mil Nomes
Do poder infinito e dos múltiplos dons
Manifestados na diversidade das minhas faces
Honradas e veneradas ao longo dos milénios
Eu sou Gaia, a Mãe Terra da antiga Grécia
Coloquei em ordem na vastidão do caos
Criando o universo ao ritmo da minha pulsação
Eu sou Ísis, a Deusa egípcia
Ofereço a cura e a transformação
Para quem as procura
Pois tenho o poder de plasmar um novo mundo
Eu sou Cerridwen dos celtas
No meu caldeirão mágico guardo o alimento da alma
A fonte inesgotável de sabedoria e inspiração
Quanto mais Eu dou, mais Eu recebo
Eu sou Athena da Grécia
Conhecida por minha sabedoria
Como meu totem – a coruja –
Ouço e vejo tudo o que se passa ao meu redor
Sou forte como o carvalho
Ou pacificadora como a oliveira
Eu sou Diana, a Deusa lunar romana
Protectora das mulheres e das crianças
Guardiã das florestas e dos animais
Acerto com as flechas no alvo dos meus desejos
Eu sou Bast, a Deusa felina do Egipto
Graciosa, sinuosa, brincalhona e afectuosa
Irradio o calor e a luz do glorioso Sol
Eu sou Freya, a bem amada Deusa nórdica
Sobrevoo o mundo, canto alegremente
Celebrando os laços entre amigos e amantes
Eu sou Hécate, a tríplice Deusa grega
Guardiã da noite e das encruzilhadas
Escolho o caminho que Eu quero percorrer
Permeando a razão com o brilho da intuição
Eu sou Ereshkigal da Assíria e Babilónia
A rainha do mundo subterrâneo
Para crescer, liberto-me da velha pele
Sou detentora do profundo poder da renovação
Eu sou Kwan Yin, a Deusa chinesa da compaixão
Ouço e consolo as dores do mundo
Protegendo as mães e seus filhos
Ensinando a magia da mutação
Eu sou Maat do Egipto
Verdade, justiça e lei são as regras do meu universo
Estabeleço a harmonia através do poder divino
Eu sou Nu Kwa da China, a criadora em forma de dragão
Estabeleço o equilíbrio cósmico
Ligo homens e mulheres
Com laços de igualdade, respeito e amor
Eu sou Pele, a Deusa havaiana dos vulcões
Rubra energia ígnea irrompe do meu centro
Criando novos mundos
Fluindo por cima dos obstáculos
Eu sou Rhiannon, a Deusa galesa equina
Viajo livre, serena e segura pelo mundo
Com minha voz melodiosa
Acordo os mortos e adormeço os vivos
Eu sou Sedna dos esquimós
Conheça-me e honre-me através dos animais
Ursos, baleias, focas e peixes
Todas as criaturas da terra e do mar
São partes de Mim e têm o direito de viver


- Autor desconhecido

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hieros Gamos

Casamento Sagrado

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Leylet en Nuktah

No Egipto, comemora-se hoje o festival da Noite da Lágrima ou Leylet en-Nuktah em homenagem a Isis e Osiris.


Uma comemoração que tem sido preservada pelos árabes.

É um dia muito especial no calendário tradicional egípcio.
De acordo com o calendário Copta, realiza-se anualmente no dia 17 de Junho.

Comemora o primeiro dia do aumento do caudal do Rio Nilo antes da inundação do delta e do vale do Nilo.

O Nilo é o garante da vida no Egipto, e perdura há milénios, sem ele, não existiria Egipto.
A inundação do vale do Nilo permite que sejam depositados fertilizante naturais no seu solo, os quais irão dar lugar a produções fartas.

Daí que esta comemoração seja um momento muito especial para os egípcios desde sempre.

Normalmente, e embora exista um dia fixo para o aumento do caudal do Rio Nilo, as alterações significativas ocorrem alguns dias depois. Efectivamente, o aumento do nível do rio ocorre muito perto do solstício de Verão.

A deusa Ísis é uma das principais divindades da mitologia egípcia, no entanto o seu culto transcende as fronteiras do Egipto, tendo-se estendido ao universo greco-romano.
O seu culto remonta a 3.000 A.C..

Simboliza o princípio feminino.
É a filha primogénita do deus da Terra, Geb, e da divindade que rege o Cosmos, Nut.
O seu irmão Osíris, torna-se seu marido, e geram Hórus, o deus do céu, inebriado de energia solar.

O outro irmão, Seth, responsável pelos desertos, transforma-se no principal inimigo do casal.

Seth profundamente invejoso da sorte de Osíris - que tinha como missão governar a Terra, mais concretamente o Egipto, teve a oportunidade de transmitir aos homens conhecimentos preciosos sobre agricultura, e os animais.

De acordo com a mitologia egípcia, Osíris é traído por Seth; é morto e esquartejado.
Seth é associado à essência do mal.

Ísis, desesperada, consegue reunir todos os membros do marido, com excepção do orgão genital masculino, o qual foi substítuido por um órgão de ouro.
Isís ressuscita Osíris graças aos seus dotes mágicos e ao seu poder de curar.
Neste interim concebem Hórus, que vingará o Pai matando Seth.

Ísis é a zeladora; sejam escravos ou nobres, pecadores ou santos, governantes ou governados, homens ou mulheres, a todos protege com o mesmo empenho e a mesma solicitude, apanágio da sua natureza profundamente maternal e fértil.

Durante muito tempo foi venerada como a representação maior da essência maternal e da esposa perfeita, além de velar pela natureza; actua em todas as dimensões da Existência.
Era vista como um símbolo do que há de mais singelo, dos que morrem e daqueles que nascem. Uma mitologia tardia atribui às cheias do Rio Nilo, que ocorriam uma vez por ano, as lágrimas derramadas por Ísis pela perda de seu amado.

Ano após ano a morte e a ressurreição de Osíris foram e ainda são relembradas em diversos rituais.

E é assim que nesta tradição da Noite da Lágrima, se revive o enlace de Geb e Nut, ou seja, da Terra e do Céu, e o surgimento da sua descendência, Ísis e Osíris, e ainda a de seus irmãos, totalizando nove deuses, a famosa Enéada, com início na Divindade criadora originária.

Juntos, Ísis e Osíris, simbolizam a realeza do Egipto.
Isís representava o trono, no qual despontava o poder real do marido.
O seu culto tem revestido grande importância e tem sido constante ao longo dos tempos.

Um facto interessante é o de, no Império Romano, ter obtido muitos discípulos.
Actualmente a arqueologia comprova este facto, e é possível encontrar vestígios de templos e monumentos piramidais por toda a cidade de Roma.

Na Grécia, atingiu espaços sagrados como em Delos, Delfos e Elêusis, e particularmente em Atenas.
Os seus discípulos espalharam-se também pelos territórios gauleses, Espanha, Arábia Saudita, Portugal, Irlanda e na Grã-Bretanha.

Toma-lo, toma-lo!

-------------------------------

1 - 2 - 3



-

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tesouro: a natureza


Morri como mineral e tornei-me planta,
Morri como planta e tornei-me animal,
Morri como animal e tornei-me homem,
Por que temer? Quando é que fui diminuído pela morte?


- Rumi

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Verdade

Matter, it doesn't matter!

"In another sense, however, matter is highly important,
because it is the foundation of the human, emotional and
mental bodies, which are fine and ever more refined temples
where we, Soul - the eternal, nonmaterial side of us - take up residence.

We gather all kinds of experiences in these bodies. Pain and suffering, joy
and contentement, and all other states in between, are our lot. Through it all,
we gain love and wisdom. Of the two, love is the more important."


- Sri Harold Klemp

Esta vida é apenas um sonho e, ao dormirmos,
imaginamo-lo duradouro.
Até que se ergue a alvorada da morte
e nos arranca das trevas.


- Rumi

domingo, 13 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia de Portugal

Hoje é o Dia dedicado à comemoração de um País.
Deste País; à comemoração de Portugal: mais do que um País, um Projecto, um Ideal.
Um sentir, que devia ser, colectivo.
Um orgulho de pertença a este nosso território, cultura, hábitos e costumes comuns.
Há que reavivar este sentir.

Salve, berço do nome lusitano!
Nesta manhã solene.
Que, em volver de ano e ano,
Jamais acabará que a apague o tempo
Da saudosa memória;
Nesta manhã de glória
A ti veio, a ti venho, asilo santo
Da lusitana antiga liberdade.

Tuas lobregas cavernas
Me serão templo augusto e sacrossanto,
Aonde da Razão e da Verdade
Celebrarei a festa.

Ouça-me o vale, o outeiro,
Escute-me a floresta
Aonde do seguro azambujeiro
Seus cajados cortavam
Os pastores de Luso,
Que a defender a pátria e a liberdade
Nesses tempos bastavam
De honra e lealdade.


- Almeida Garrett, Viriato

Bim ar thoir an comhartha
Scaoileas m'anam saor
Caithfidh mo chroi a
bheith glan
Roimh siochan theacht crum

Ni leanfaidh Brón
Is Béim sásta le mo ghrá
Guím comhartha
chabhreoidh liom
Mé a chomhlíonadh

Bim ar thoir an comhartha
Scaoileas m'anam saor
Caithfidh mo chroi a
bheith glan
Roimh siochan theacht crum

Sí an ghaoth do ghuth
Sí an bháisteach do dheora
Grian, do chroí ar las
Do spiorad mo shlánú

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Atalaia de Lovelhe

Também conhecida como Fortim da Atalaia ou Bateria da Mata

Fortim da Atalaia

A atalaia é a mais pequena das fortificações que constituíram o conjunto defensivo de vila nova de Cerveira, desde os tempos mais remotos, garantindo igualmente com a sua participação na defesa do Minho.

Situa-se na Serra da Gávea, a poente da Capela de Nossa Senhora da Encarnação, num cotovelo do monte, do qual se avista toda a vasta área do rio Minho, desde terras de Valença a território de Caminha. Trata-se de um pequeno fortim de forma circular, actualmente encoberto por denso matagal, composto de vegetação de pequeno porte e frondosas mimosas. Transposta a porta ogival e subidos os cincos degraus, estamos num passadiço que comunica com as aberturas assentes em mata-cães, destinados à colocação de peças de artilharia. Devido à sua disposição, estas podiam cobrir a totalidade da área do rio e do vale. A defesa do fortim e zona destinada à diminuta guarnição era assegurada por uma muralha em pedra, ao fundo da qual foi aberto um fosso com uma profundidade apreciável e de difícil, ou quase impossível, transposição, pois ainda hoje apresenta uns três metros.

Embora a sua estrutura actual nos dê indícios de se tratar de uma construção datável das guerras da Restauração, pelo menos, poderemos reportá-la na época Fernandina ou aos inícios da segunda dinastia, o que nos é sugerido pelos mata-cães que sustentavam as aberturas destinadas aos canhões, que tinham por missão apoiar o Castelo de Cerveira e o Forte de Lovelhe, que por estarem muito próximos do rio eram, dada essa localização, muito mais vulneráveis.

Enquadramento
Rural, isolado, remate de esporão, a meia encosta, coberto de pinhal e mimosas, sobranceiro ao Rio Minho e superfície aluvial deste rio.

Descrição
Bateria assente numa plataforma defendida por uma muralha de blocos mal faceados, assentes em seco, com c. de 1 m de espessura e conservando uma altura máxima de c. de 1 m. Na zona de ligação do esporão à encosta foi escavado um fosso no afloramento, sobre o qual foi construído um passadiço de pedra vã. A bateria apresenta uma planta circular, sendo construída com um aparelho de alvenaria de blocos irregulares de granito, com cornija, vãos e balcões em cantaria. Tem uma entrada virada a E., em porta de uma folha em vão de arco quebrado, que através de 9 degraus dá acesso à zona superior da bateria. No interior, no centro do edifício, encontra-se uma cisterna de planta circular com c. de 2 m de diâmetro e uma profundidade de c. de 3 m. Em plano mais elevado, contornando todo o perímetro da bateria, encontra-se uma ronda com uma largura de c. de 1,5 m, com acesso por 3 degraus lançados a partir dos dois lados da escadaria da entrada, estando limitada por uma muralha com uma espessura de c. de 1,5 m e conservando uma altura máxima de c. de 1 m. Esta muralha apresenta três aberturas conduzindo a balcões salientes, assentes sobre 4 consolas de granito, virados a N, S. e O..

Utilização Inicial
Militar: Atalaia

Utilização Actual
Marco histórico-cultural

Época Construção
Idade Moderna

Tipologia
Arquitectura militar, moderna. Bateria de planta circular, com alçado exterior percorrido por cornija curva e balcões sobre modilhões, integrando cisterna no seu interior.

Características Particulares
Planta circular; fosso escavado no afloramento; cisterna.

Materiais
Muralha em alvenaria de blocos irregulares de granito, ligados com argamassa, com cornija, vãos e balcões em cantaria; porta em madeira chapeada.

Observações
Funcionava conjuntamente com o Forte de Lovelhe e o castelo de Vila Nova de Cerveira, formando um triângulo defensivo neste sector do Rio Minho. O contorno do esporão foi escavado de forma a acentuar o declive que se sucede à plataforma superior.

(fonte: IHRU)

terça-feira, 8 de junho de 2010